Postos no DF estão com restrição de venda de combustíveis

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Já está faltando gasolina e diesel na capital federal.  Redução de impostos não deve segurar preço na bomba. Setor atacadista é um dos afetados pela escassez do produto.

Por SAMANTA SALLUM

As distribuidoras começaram a alternar as entregas de óleo diesel e gasolina, e estão com em contenção no envio, o que está impactando diretamente a oferta na bomba. Pois a demanda continua como antes.

Cerca de 22% dos postos no Distrito Federal são os chamados bandeira branca. São abastecidos pela importação do produto ou por refinarias independentes no Brasil. Com a guerra no Irã e a disparada do barril no mercado internacional, esses estabelecimentos não conseguem comprar o produto. E os que estão atrelados às grandes distribuidoras, como a Vibra ligada à Petrobras, estão recebendo de forma restrita.

Empresas do setor atacadista, que precisam abastecer a frota de caminhões, já enfrentam dificuldades, na capital federal, para comprar diesel e gasolina. A Associação Nacional dos Atacadistas manifestou preocupação com o cenário atual, sinalizando que vai haver aumento nos custos operacionais.

Ajuda, mas não resolve

A medida do governo federal de redução de impostos sobre diesel e gasolina pode não alcançar o efeito esperado de segurar os preços. A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) alertou que medida tributária é apenas um dos componentes que influencia o custo final do combustível.

“No contexto da guerra, as oscilações de preços são diárias e imprevisíveis”, informou a Fecombustiveis

O que está acontecendo é que, para ajudar postos desabastecidos, as distribuidoras estão remanejando as entregas.

“O cobertor está curto. Reduz em um posto para repassar a outro com estoque zerado. E, assim, tentar equilibrar o mercado. Como há postos que estão sem condições de operar, a demanda está migrando para os que têm reserva. No entanto, isso faz também acabar mais rápido o produto. Então, só há duas alternativas: vender todo o combustível e fechar o estabelecimento temporariamente. Ou racionalizar a venda, aumentando o preço para durar mais o estoque”,  explicou o presidente do Sindicombustíveis DF, Paulo Tavares.

samantasallum

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