José Dirceu, ex-ministro de Lula, foi procurado pelo secretário de Segurança do DF, parlamentares e policiais para ajudar na crise com o governo federal
Por Samanta Sallum
Parlamentares do DF de esquerda e de direita, representantes dos sindicatos da Polícia Civil e lideranças da PM se mobilizam para reagir à decisão do Ministério da Gestão e Inovação de negar a equiparação com a Polícia Federal. Após saírem do órgão decepcionados e revoltados com a decisão de que seria apenas concedido um reajuste de 18%, o grupo foi buscar apoio do ex-ministro da Casa Civil de Lula, José Dirceu.
O presidente da Câmara Legislativa, que também é policial civil, Wellington Luís, marcou a reunião com Dirceu e expressou a indignação das forças de Segurança Pública do DF. “É descabida a decisão do MGI, inaceitável! Estão dizendo não com o dinheiro dos outros, pois o GDF fez todo os cálculos que comprovam haver orçamento do Fundo Constitucional para garantir a equiparação”, afirmou ao blog.
A deputada federal Érika Kokay, do PT, é uma das envolvidas na mobilização política para reabrir as negociações com o MGI e tentar ainda conseguir a equiparação. “O ex-ministro Zé Dirceu já ajudou muito as nossas forças de segurança. Esperamos que possa ajudar para termos uma proposta justa”, disse.
A deputada distrital e delegada aposentada Jane Klebia (MDB) também integrou o grupo junto com o diretor da Polícia Civil, José Werick; a presidente do sindicato dos delegados de polícia, Claudia Alcântara; e o dos agentes, Enoque Venâncio.
Jose Dirceu foi um apoiador do reajuste das polícias do DF em 2004. Foi ele que encaminhou todo o processo de negociação na época; e ficou na memória dos servidores como um aliado. A tentativa é de que ele possa interceder pelo DF junto do presidente Lula, já que a medida coloca uma grande quantidade de servidores contra o PT. O que os parlamentares de esquerda que representam o DF também não querem que aconteça.
O grupo afirmou que Dirceu foi receptivo ao pedido de ajuda e que ele iria fazer uma interlocução com o governo federal.
Segundo o presidente da CLDF, a mobilização deve crescer nos próximos dias, pois o clima de insatisfação é grande dentro da PC, da PM e CBMDF. “Vamos fazer tudo que é possível para reagir, dentro da legalidade”, reforçou.
O Ministério da Justiça vinha dando encaminhamento positivo à equiparação das forças de Segurança da capital federal com a PF. Fontes informaram que o órgão também teria se surpreendido com a decisão do MGI.
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