Consignado CLT: Dados do setor supermercadista revelam que mais de 40% dos colaboradores aderiram ao programa, comprometendo até 30% do salário bruto.
Por Samanta Sallum
Em reunião realizada ontem, com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, representantes da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e do varejo alimentar brasileiro alertaram para os efeitos negativos do programa de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada. Lançado recentemente pelo governo federal, o modelo tem gerado preocupações em razão dos juros praticados, que já ultrapassam 17% ao mês.
Dados de empresas do setor supermercadista revelam que mais de 40% dos colaboradores aderiram ao programa, comprometendo até 30% do salário bruto. Segundo a Abras, o resultado tem sido o aumento do endividamento das famílias e um risco direto à formalização do emprego.
Parcelas impagáveis
“O crédito consignado, da forma como foi lançado, precisa ser revisto com urgência. Temos visto parcelas impagáveis, juros superiores aos do cartão de crédito e famílias sendo empurradas para a informalidade. Isso é grave e afeta toda a economia”, afirmou João Galassi, presidente da Abras.
“Vamos precisar dialogar muito sobre esse tema com trabalhadores, bancos e sindicatos, pois temos uma ferramenta importante para ajudar as famílias, mas é fundamental que todos saibam usá-la com responsabilidade”, disse o ministro Marinho.
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