Ministro Paulo Teixeira empenha apoio à Abras contra desvio do vale-refeição

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O chefe do Ministério do Desenvolvimento Agrário disse que vai marcar uma reunião com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para que supermercados reivindiquem o uso do benefício realmente para alimentação e não para outros fins

Por Samanta Sallum

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) realizou em Brasília a 4ª edição do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento que teve a agenda ESG como foco. O evento no B Hotel tratou dos desafios estratégicos, econômicos e regulatórios do setor. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, participou do encontro. A questão da flexibilização do uso de vale-refeição que pode ser recebido em dinheiro pelo trabalhador e, assim, acabar sendo usado para outros fins, foi debatida no encontro. Teixeira se solidarizou com a queixa dos supermercados.

Entre as bandeiras defendidas pela Abras estão combate ao desperdício com a adoção do conceito “*best before*”, que estende a data de validade dos produtos alimentícios; o enfrentamento da fome com isenção de impostos em doações de alimentos e a criação de uma plataforma que ajuda a conectar excedentes de produtos a localidades onde vivem pessoas em situação de vulnerabilidade.

“O nosso objetivo é alimentar o povo brasileiro adequadamente, e vocês são fundamentais. Então, eu vou ligar para o ministro Marinho e vou propor uma reunião com o setor, vou lá na condição de quem quer que dê certo. Para que não ocorra distorção na finalidade do vale-refeição”, disse o ministro Paulo Teixeira. “Corrigir isso vai ser em beneficio do povo brasileiro. O ministro Marinho é um cidadão super sensível, e eu fico otimista”, completou.

O ministro Teixeira também falou da importância dos supermercados apoiarem a produção da agricultura familiar. “Eles estão fazendo também prateleiras especificas dando luz à agritura familiar”, destacou.

Apoio para sobretaxar as bets

A Abras apoia proposta apresentada pelo deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) de sobretaxar as bets, com o chamado imposto seletivo, previsto na reforma tributária. Nesta segunda-feira (10), o deputado aventou essa possibilidade durante participação em painel do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, em Brasília. Para João Galassi, presidente da ABRAS, de cada R$ 600 pagos pelo Bolsa Família, R$ 100 são gastos com jogos de aposta.

“Empresas do setor supermercadista têm registrado aumento nos pedidos de adiantamento de salário pelos funcionários, para que paguem despesas com bets. É uma situação muito preocupante. Estamos vendo o orçamento das famílias, especialmente as mais pobres, ser corroído por esses jogos”, alerta.

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