Economia do DF terá injeção de R$ 8,82 bi, em dezembro, com 13o salário

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A capital federal tem o maior valor médio do abono no país. O menores são do Maranhão e do Piauí

Por Samanta Sallum

O 13º salário injetará na economia do DF, neste ano, R$ 8,82 bilhões. Isso representa 3% do total do Brasil e 34% da região Centro-Oeste. A média de valores por pessoa é estimada em R$ 5,4 mil. Em dezembro passado, o total foi de R$ 8,5 bi. O aumento este ano será de R$ 320 milhões, comparado a 2022.

Cerca de 1,6 milhão de pessoas irão receber o abono de Natal no DF. Empregados formalizados ficarão com R$ 7,7 bilhões e os beneficiários do INSS com R$ 727 milhões. Aposentados e pensionistas do GDF embolsarão R$ 387 milhões.

As projeções são do Sindicato do Comércio Varejista, baseadas em estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta, celebra que o setor está agora mais otimista.
“Há empresários com projeção de aumento nas vendas de fim de ano entre 9% e 14% na comparação com os 12% do Natal de 2022”, apontou.

Cenário nacional

O pagamento do 13º salário deverá injetar na economia brasileira cerca de R$ 291 bilhões. O valor representa 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). E será pago a 87,7 milhões de pessoas.

A maior média do valor do 13º será paga aos trabalhadores do setor de serviços (R$ 4.460). A indústria aparece com o segundo valor, equivalente a R$ 3.922; e o menor fica com os trabalhadores do setor primário da economia, R$ 2.362.

O maior valor médio para o 13º será destinado aos trabalhadores, aposentados e pensionistas no Distrito Federal (R$ 5.400). E o menor, no Maranhão e Piauí (R$ 2.087 e R$ 2.091, respectivamente).

Black Friday

Os efeitos do 13º salário já começarão a ser sentidos pelo comércio já na Black Friday, dia 24 próximo. “Muitos consumidores comprarão no crediário para aproveitar a temporada de preços baixos. E, entre os produtos mais vendidos, estarão ar-condicionado e ventiladores, por força da onda de calor que atinge Brasília e diversos estados”, avalia Sebastião Abritta.

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