Haddad tenta apagar incêndio na economia, depois de fala de Lula

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Depois que Lula se referiu ao mercado como “ganancioso”, ministro da Economia reforçou meta fiscal. E anunciou novos nomes para o BC

Por Samanta Sallum

Ainda ecoa a declaração do presidente Lula, que caiu como uma bomba no meio empresarial. Ele afirmou que a meta fiscal de 2024 não pode obrigar o governo a começar o ano fazendo corte em obras e programas sociais. “Então, eu acho que muitas vezes o mercado é ganancioso demais e fica cobrando uma meta que ele sabe que não vai ser cumprida”, disparou. Causou rebuliço e deixou a batata fervendo na mão do ministro da Economia, Fernando Haddad. Hoje, ele veio a  público para tentar acalmar os ânimos.

“Não há, por parte do presidente, nenhum descompromisso, pelo contrário. Se não estivesse preocupado com a situação fiscal, não estaria pedindo apoio da equipe econômica para orientação do Congresso”, afirmou o ministro. E reforçou: “Vou manter a meta. O presidente tinha se referido a um estudo, que eu mesmo apresentei a ele, que mostra os motivos da dificuldade de arrecadação”.

Para expressar que tem prestígio com o chefe, Haddad anunciou hoje os nomes dos novos diretores indicados ao Banco Central: Paulo Picchetti e Rodrigo Teixeira. “O presidente acatou minhas indicações”, declarou.

Os nomes devem ser indicados formalmente pelo presidente Lula da ainda nas próximas horas. Paulo Pichetti está sendo indicado para a diretoria de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos. E para a diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta.

Elas ainda têm de passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Em votação, os senadores precisam aprovar as indicações na CAE e em plenário. A diretoria colegiada do Banco Central é composta pelo presidente, que atualmente é Roberto Campos Neto, e oito diretores.

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