Governo federal quer regulação do mercado de carbono ainda neste ano

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A meta é ir à COP 28, em Dubai, com a questão encaminhada. Medida pode render 120 bilhões de dólares ao Brasil

Por Samanta Sallum

A Secretária Nacional de Mudança do Clima, Ana Toni, apontou que, em 2 semanas, estará concluída a proposta do governo federal para regular o mercado de carbono no país. O trabalho envolve o Ministério do Meio Ambiente e outras 10 pastas,  incluindo a Fazenda. “Com o texto pronto, vamos definir a melhor forma de encaminhar isso ao Congresso”, explicou Toni.

A previsão é que a medida, quando vigente, gere aumento de 5% do PIB. O Brasil quer participar da COP 28 – 28ª Conferência de Mudanças Climáticas da ONU, que será em Dubai, no mês de dezembro, com a questão resolvida ou, pelo menos, bem encaminhada.

“Depois do retrocesso horroroso que o nosso país sofreu com o grande desmatamento, queremos chegar na COP 28 de cabeça erguida. Vamos tornar o Brasil o melhor provedor de créditos de carbono do mundo”, afirmou Toni, à coluna.

US$ 120 bilhões

É o que pode render ao Brasil, até 2030, o mercado de carbono

O MDIC e o setor produtivo também estão envolvidos no processo. A expectativa é pelo modelo no qual os operadores / empresas que emitirem menos do que a cota limite possam vender no mercado regulado a quantidade de carbono economizada. Aqueles que superarem a cota poderão fazer a compensação com a compra da diferença no mercado regulado – ou parcialmente, no mercado voluntário.

Energia limpa para festivais de música

A Secretária Nacional de Mudanças Climáticas participou ontem do anúncio da parceria entre a empresa Neonergia e os festivais de música The Town e Rock in Rio, com foco na descarbonização dos megaeventos. Ela lembrou que o país é o 5o maior emissor de gás carbônico do mundo, e que é preciso sair desta colocação negativa no cenário mundial. O país vai sediar a COP 30, em 2025, em Belém do Pará.

A gigante do setor elétrico assumiu o compromisso de ajudar no programa de descarbonização do país com o fornecimento de energia limpa, instalação de postes de iluminação com energia solar, e ações de conscientização para o público jovem nos megaeventos. A cerimônia para selar oficialmente a parceria foi ontem no Rio de Janeiro e teve a presença também de Roberta Medina, representando os festivais Rock in Rio e The Town.

“Por cada pessoa presente nos dois festivais, a Neoenergia trocará uma lâmpada convencional por uma LED em escolas, hospitais, comunidades de baixa renda nas áreas de concessão, onde a empresa atua no Brasil”, destacou Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia. Isso inclui o DF. Há 2 anos, a empresa assumiu o serviço de distribuição de energia, após vencer o leilão de privatização da CEB.

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