Coluna Capital S/A, por Ana Dubeux (interina)
Aos 85 anos, a empresária maranhense de nascimento e candanga de coração Socorro Vale é prova cabal de que a idade avançada não é empecilho para continuar trabalhando, planejando e realizando sonhos. Há 30 anos à frente da confecção de moda praia Vento Radical, no Guará, com foco em plus e micro size — desenha, modela e costura todos os protótipos —, ela acaba de inaugurar uma loja com o mesmo nome na Asa Norte e se prepara para mergulhar de cabeça no mercado europeu. O primeiro alvo é a agitadíssima Ibiza, na Espanha, conhecida por suas praias paradisíacas e frenética vida noturna.
Arregaçando as mangas
Vice-presidente setorial da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Socorro Vale veio para Brasília em 1971 com a família, para assumir o cargo de escriturária no então Ministério do Trabalho e Previdência Social. Aposentou-se duas décadas depois e decidiu fazer o que mais gosta na vida: “pilotar uma máquina de costura”. Nesse ínterim, graduou-se em administração de empresas. Depois, buscou cursos de especialização no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e se associou ao Sindicato das Indústrias do Vestuário do Distrito Federal (Sindiveste-DF), e arregaçou as mangas.
Apagão de costureiras
Apesar do apagão de costureiras que há mais de dez anos assombra o setor de confecções, Socorro Vale jamais desistiu de sua meta: incentivar e qualificar novos profissionais. “Já tive mais de 50 funcionários, capacitei cada um deles”, afirma ela, que aprendeu o ofício com a mãe. Hoje, conta com apenas quatro colaboradoras na fábrica e uma vendedora na loja da 203 Norte. Com a retomada das vendas, a previsão é ampliar a produção e promover novas contratações. Ela revela ter iniciado todo o processo com capital de R$ 10 mil e, hoje, seu faturamento mensal gira em torno dos R$ 15 mil. Suas peças podem ser conferidas no Instagram, na página @ventoradicaloficial.
Sempre de bem com a vida
Nascida na pequena São Bento, na Baixada Maranhense, Socorro Vale mudou-se, ainda menina, para São Luiz, onde passou a maior parte da infância “catando siri” nas praias de São José de Ribamar, durante as marés baixas. Na adolescência, fez o curso normal. Apaixonou-se por um paraense e foi morar em Belém, onde começou a lecionar em escolas públicas. Teve três filhos e, antes de se estabelecer no Planalto Central, onde casou-se pela segunda vez, morou em Salvador e no Rio de Janeiro, Sempre questionada sobre o segredo de tanta vitalidade, responde sem titubear e com os olhos brilhando: “A idade não é impedimento para nada, nunca foi pelo menos pra mim, que sempre vivi intensamente e nunca me furtei a fazer o bem sem olhar a quem”. De quebra, ela dá a dica da suprema felicidade: uma taça de vinho todos os dias, depois do almoço, alimentação saudável, caminhada e, acima de tudo, bom humor e fé na vida.
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