“Se não tive medo de crime organizado, não vou ter de magistrado”, disparou Damares Alves em evento de empresários

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A ex-ministra também criticou o orçamento secreto e deu resposta a comentário de Arruda

Por Samanta Sallum

A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Damares Alves (Republicanos) participou hoje de almoço organizado por um grupo de mais de 100 empresários da capital federal. Numa disputa agora, voto a voto, com a adversária Flávia Arruda (PL), Damares firmou aliança com as candidatas Paula Belmonte (Cidadania) e Júlia Lucy (União Brasil). O trio participou do evento e Damares pediu voto para as colegas que buscam vagas no Legislativo local e federal. No discurso, disparou:

“Eu não tive medo do crime organizado. Eu não vou ter de magistrados. De togados. Eu vou fazer essa discussão. Eu tenho maturidade e seriedade para isso. Eu não vou para lá para fazer guerra entre Senado e STF. Mas garanto aos senhores que não vou me curvar aos ataques à Constituição brasileira.”

Damares se referiu à operação da PF em cima de empresários, respaldada pelo Supremo, por causa de mensagens trocadas entre eles pelo WhatsApp consideradas ameaças à democracia. Ela também criticou o senador Randolfe Rodrigues (Rede).

“A nossa Suprema Corte vem tomando decisões não acertadas. Temos de conter os excessos. E é muito grave quando Randolfe manda o recado de que ele agora faz o papel de PGR, que ele que oficia o STF. Tá errado. É preciso limites”, enfatizou.

Sobre o comentário de José Roberto Arruda sobre ela “ser uma seita”, Damares fez um trocadilho para rebater: “A direita que não ‘aceita’ corrupção e por isso gosta mais de mim“, disse. A ex-ministra disse ter considerado o comentário até como um elogio. “Isso porque sou carismática e acolhedora. E as pessoas estão precisando de uma mãezona”, completou.

Damares disse ainda que fará uma cruzada contra o orçamento secreto se for eleita senadora. “Bolsonaro é contra, eu sou contra. Esse orçamento secreto é um semiparlamentarismo. Não pode. Mas como o governo não libera? A gente fica amarrada lá no Executivo. Pedindo para o relator se pode não usar a verba. Assim não dá”, reclamou.

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