Por Samanta Sallum
O PL 2.337/2021, que trata da reforma do Imposto de Renda, está alarmando o setor produtivo. Segundo fontes ouvidas pela coluna, a proposta do governo desincentiva a realização de investimentos na economia brasileira, o que leva à redução do crescimento sustentado no médio e longo prazo.
O texto é considerado prejudicial ao setor produtivo, aumentando a carga tributária, gerando instabilidade num momento de retomada. Alguns especialistas apontam que, em alguns casos, chega a ser “confisco” e que a ampliação da isenção é inexpressiva. As lideranças empresariais estão se mobilizando para evitar prejuízos e sensibilizar o Congresso a fazer alterações.
CNI aponta problemas
A Confederação Nacional da Indústria avalia que o PL de reforma do Imposto de Renda precisa passar por aperfeiçoamentos significativos. Entre os problemas apontados estão: alíquotas de 29% para o IRPJ/CSLL sobre o lucro e de 20% para o IRRF na distribuição, inclusive intragrupos econômicos, e o fim das deduções de Juros sobre Capital Próprio (JCP).
A proposta da CNI é de redução da alíquota total de tributação da renda das pessoas jurídicas de 34% para 20%, em contrapartida à incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de 15% sobre a distribuição de lucros e dividendos para fora do grupo econômico.
CNC defende simplificação
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) está analisando os efeitos sobre as empresas da proposta enviada à Câmara dos Deputados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. A entidade defende que sejam adotadas medidas voltadas para desonerar os contribuintes, assim como a desburocratização e a simplificação do sistema tributário, com vistas a melhorar o ambiente de negócios e estimular os investimentos, com geração de emprego e renda.
Fibra-DF critica alíquota elevada
Segunda a Fibra, o setor industrial do DF apoia a PEC 45, “que é um projeto de reforma tributária amplo e que tem potencial para tornar a carga tributária mais justa, aumentando a competitividade do país e atraindo investimentos”. Mas a entidade critica o PL 2.337/2021, que trata da reforma do Imposto de Renda. “A proposta acerta ao desonerar as empresas, porém impõe alíquota elevada aos dividendos. Na forma como está, o projeto pode ser um desestímulo aos investidores empresariais, que já pagam bastante imposto antes mesmo de obterem os dividendos”, aponta a Fibra.
Pelo fim da guerra fiscal entre os estados, diz CDL
“Estamos tentando entender ainda qual será a reforma, pois até agora temos muita especulação. Não está parecendo uma reforma, e, sim, uma junção de impostos com aumento de carga tributária em alguns pontos e diminuição em outros. A reforma que vier simplificar a tributação e acabar com a guerra fiscal entre estados, diminuindo subsídios e dando segurança jurídica para empresas, já é um bom começo”, aponta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF, Wagner Silveira.
Fecomércio-DF
A Câmara de Tributação e Finanças Públicas da Fecomércio-DF se reunirá na quinta-feira para examinar a nova proposta de reforma tributária. No momento, a entidade ainda não emitiu uma posição.
Cobrança se refere à valorização de imóvel após alteração de destinação de uso Por SAMANTA…
Por SAMANTA SALLUM Cerca de 100 representantes da indústria brasileira participam da Missão Empresarial ao…
Por SAMANTA SALLUM Em meio à turbulência politica causada pela crise do BRB, a Câmara…
Gestor comparou possível ajuda ao BRB a que foi realizada pelo governo federal aos Correios.…
Nova gestão será eleita em fevereiro. “O ano de 2026 será, para o atacado, um período…
Ana Paula Teixeira (foto), ex-vice do Banco do Brasil, assumirá o cargo Por SAMANTA SALLUM …