Fim do ano chegou, hora dos balanços e, neste caso, de recolher os cacos espalhados pela pandemia no setor econômico.
Balanço das entidades comerciais aponta que foi o pior ano da história, mas sinaliza esperança em 2021, com mais fôlego na recuperação do setor.
A esperança de volta por cima no DF se direciona ao perfil de renda das famílias do Distrito Federal (fortemente influenciado pelo setor público) com consumo reprimido, portanto, com acúmulo de poupança. E no Refis 2020.
O programa de refinanciamento de dívidas para o setor empresarial, promovido pela Secretaria de Economia do DF, criou um novo ambiente de negócios ao permitir ampla regularização fiscal das empresas, deixando-as em condições para seguir seus negócios.
O mês de abril foi considerado o “fundo do poço”, com uma forte redução no volume de vendas. A partir de maio, iniciou-se uma lenta recuperação. Ou seja, o ritmo de recuperação vem se estabilizando, mas ainda abaixo dos níveis de venda anteriores à pandemia.
Especificamente no setor de serviços a recuperação ainda está mais lenta.
No caso do Distrito Federal, a Pesquisa Mensal do Comércio – PMC, realizada pelo IBGE, aponta que o volume de vendas do comércio varejista ampliado acumula até outubro uma redução de -6,1%, e, em 12 meses, de -4,5%, perdendo apenas para os estados BA (-6,0%), CE (-5,6%) e SE (-5,15).
O Índice de Confiança do Empresariado do Comércio do Distrito Federal – ICEC-DF realizado pela Confederação Nacional do Comércio – CNC, mostra a volta do otimismo dos empresários. Apresentou em novembro último o melhor indicador pós-pandemia (104,7) face aos 133,6 em março, e o pior (69,8) em julho.
Segundo a CNC, no melhor cenário, o ano fecha com um crescimento de 2,2% em relação ao anterior em nível nacional, puxado pelo comércio eletrônico (e-commerce), a ajuda emergencial do governo federal e com uma inflação de janeiro a novembro de 3,13%.
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