Ontem, um sonho. Hoje, pesadelo.

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Entre 1955 e 1960, durante a construção da capital, as visitas periódicas do então presidente, Juscelino Kubitschek, ao imenso canteiro de obras em que se transformara Brasília, viraram não apenas uma rotina, mas, sobretudo, um deleite que fazia o então chefe da nação esquecer, por uns momentos, as agruras daqueles tempos politicamente conturbados. O zelo com que JK cuidava do megaprojeto de transferência da capital para o interior do Brasil representou, para aqueles que participaram dessa dificílima epopeia moderna, um incentivo de tamanhas proporções, que abrandava misteriosamente os tormentos e as dificuldades envolvidas nessa empreitada.

Entusiasmo e otimismo irradiavam daquela figura esguia que, várias vezes na semana, ao final do expediente, deixava o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, e rumava, por quase quatro horas, a bordo de um avião turbo hélice Viscount, para Brasília. Durante a madrugada, inspecionava as principais obras, cercadas de seus principais auxiliares, regressando ao Rio, muitas vezes, no alvorecer.

Sem essa rotina, imposta pela seriedade com que encarava essa construção, dizem alguns dos seus auxiliares que testemunharam esse esforço, não seria possível a construção de uma nova capital, no interior ermo do Brasil, num prazo de apenas mil dias. Esse amor pela nova capital chegou a inspirar alguns administradores que depois vieram para também cuidar da cidade. O amor por uma obra única no mundo, por seu modernismo revolucionário e que denotava, para todos, a capacidade empreendedora dos brasileiros, viria a perder muito de seu vigor com o passar dos anos.

A chamada revolução, ou golpe de 1964, quebrara não apenas a oportunidade de regresso de JK ao poder, onde poderia dar prosseguimento ao ousado projeto de governo “50 anos em 5”, mas serviu para esfriar muito do ânimo necessário para movimentar o restante das obras necessárias para a conclusão da nova capital. A essa interrupção brusca, e que viria a transformar os planos e muito do urbanismo da nova capital, conforme idealizada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, outro acidente de percurso viria a modificar os planos iniciais pensados para Brasília: a chamada maioridade política, proposta por uma união suspeita de políticos e empresários locais no início dos anos oitenta, faria a capital mudar de rumos, atraindo para a cidade o que havia de mais nefasto em termos de ocupação de solo e de administração e conservação da cidade.

Seguidas eleições de governadores, muitos deles totalmente alheios à cidade, à sua origem e necessidade, levaram a uma desfiguração paulatina do desenho urbano da cidade, transformando Brasília em apenas mais um modelo caótico de cidade brasileira. Esse verdadeiro processo de desurbanização, com cada novo governador, juntamente com cada nova composição de deputados distritais, cuidou para que Brasília chegasse, hoje, ao ponto em que está. Não fosse alguns impedimentos trazidos pelo tombamento da Unesco, que faria de Brasília um patrimônio cultural da humanidade em 1987, o desenho inovador da capital estaria completamente desfigurado.

A transformação de terras públicas, inclusive aquelas inscritas como área de preservação ambiental, em moedas de trocas políticas, dentro do princípio maroto “um lote um voto” e outras maracutaias feitas para beneficiar grandes grupos empresariais, completaria o quadro de agressões que levaria a capital a experimentar, precocemente, a decadência de muitas áreas, inclusive aquelas que anteriormente eram tidas como as mais valorizadas e promissoras.

 

 

 

A frase que foi pronunciada

“Queremos, em uma palavra, a paz da justiça, a paz da liberdade, a paz do desenvolvimento.”

Juscelino Kubitschek

 

Foto: veja.com/VEJA

 

Armadilha

Margem consignada, coeficiente bancário, parcelas. Qualquer telefonema com essas palavras ou onde o interlocutor for um estranho, não assine, não responda, não aceite nada antes de ligar ou se encontrar com o seu gerente bancário. Por ser uma cidade administrativa com o maior número de funcionários públicos do Brasil, Brasília é o alvo preferido de empresas aparentemente legais, que sabem como atravessar algumas regras e ganhar muito dinheiro com fraudes e promessas que nunca cumprem.

Charge do Thyagão

 

“SOS: maus-tratos contra idosos”

De olho nas estatísticas, a senadora Rose de Freitas lembra que o Poder Público enfrenta o desafio de criar meios para o amparo de idosos, que devem superar o número de crianças em menos de 20 anos e, em 40 anos, irão constituir 25% da população brasileira, conforme projeções feitas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por isso, avalia ter vindo em boa hora o Projeto de Lei do senador Izalci Lucas, que dispõe sobre a criação de um serviço para receber denúncias ou mesmo suspeitas de maus-tratos a idosos.

Senadora Rose de Freitas. Foto: senado.leg

 

Edital é edital!

Agindo com justiça aos concursados da Secretaria de Desenvolvimento Social, o deputado distrital Fábio Félix é voz ativa em favor dos aprovados pelas regras estabelecidas previamente no edital. Cobra a imediata nomeação dos novos servidores da Secretaria em tempos de pandemia, onde claramente há a necessidade do “fortalecimento dos quadros da assistência social no Distrito Federal.” Nada de mudar as regras no meio do jogo!

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Desde julho diversos rapazes estão aguardando a nomeação para Inspetores Sanitários. Muitos dos candidatos ao concurso deixaram empregos para acompanhar o curso, e agora estão em desespero por não ter sido publicada nenhuma nomeação.   Enquanto isto, a cidade apresenta condições de saber que merece maior rigor na fiscalização. Os bares, por exemplo, são um atestado negativo, em sua maioria do código de higiene. (Publicado em 18/01/1962)

Ação deletéria política sobre as cidades

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Um dos graves problemas a afligir a qualidade de vida dos habitantes, na maioria de nossas cidades e na capital do país, reside na imiscuição indevida e, muitas vezes, criminosa, de agentes políticos sem a qualificação técnica devida no que as cidades têm de mais precioso e vital para todos: seu traçado urbano e arquitetônico.

Esse descaminho e essa desconfiguração, tomada pela grande maioria de nossas capitais em seus planos urbanísticos originais, se transformaram-se num modelo de gestão desastroso e muito comum em todo o Brasil. Nesse rol sem fim de “construtores”, incluem-se governadores, prefeitos, deputados, vereadores e outros próceres políticos, todos envolvidos no afã de transformar a cidade num grande canteiro de obras.

O que tem ocorrido em muitos desses casos é que esses agentes, movidos, muitas vezes, de forma espúria e em conluio com as grandes empreiteiras, transformam nossas cidades em enormes e eternos canteiros de obras. Mudam traçados de ruas, avenidas, promovem demolição, constroem viadutos e outras obras de “remodelação” que, aos poucos, vão descaracterizando o conjunto urbano dessas cidades, criando puxadinhos e outros monstros em concreto armado, a infernizar e a encarecer a vida dos cidadãos.

Ao contrário do que aconteceu em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, que sofreram intervenções profundas e lógicas em seus traçados arquitetônicos e urbanísticos, no começo do século XX , a maioria das obras e mudanças urbanísticas feitas em nossas cidades parece obedecer apenas a prática marota de abrir espaços para o lucro de empreiteiros e de políticos. O problema é que os efeitos nefastos de todo esse empreendedorismo construtor recaem sobre os ombros dos pagadores de impostos.

O ideal, num mundo ideal, se é que isso seja possível, seria que políticos e administradores que agem sob o impulso de partidos e ideologias, seja dentro de palácios, seja dentro de câmaras estaduais, fossem impedidos, por lei, de promover alterações urbanas e arquitetônicas de qualquer natureza e espécie, deixando esse ofício apenas para equipes devidamente qualificadas e tecnicamente preparadas.

Aqui, em Brasília, bastariam alguns exemplos cometidos por nossas autoridades administrativas nas últimas três décadas para dar um panorama dos malefícios que a intromissão política indevida gera para a vida da cidade e de seus habitantes. O Estádio de Futebol Mané Garrincha é, talvez, o mais vistoso trambolho deixado por esses construtores ladinos. Segue o Complexo Administrativo, chamado de Buritinga, outra obra desnecessária e cara. O Centro de Convenções, reformado e deformado, para se juntar a outras construções feiosas e sem proveito. Outras obras menores e, nem por isso, importantes, como a chamada Prainha do Lago Norte, um espaço nobre e entregue à meia dúzia de comerciantes, transformando aquele local em ponto de bebedeira, arruaças, brigas, e acidentes de trânsito.

Aos poucos, graças às intervenções desastrosas de governos que vêm e vão, a cidade, tão pensada por seus idealizadores, e que seria um exemplo para o restante do país, vai se transformando num caos a afugentar sua própria gente.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Se filho não precisasse de pai e mãe, nasceria numa árvore e, quando estivesse maduro, cairia.”
Legado do filósofo de Mondubim

 

Zoom

Maestro Joaquim França teve um encontro importante com o grupo Tutti Choir, dirigido por Daniel Moraes. Cantores, que já viajaram para vários estados brasileiros e capitais do mundo, tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre composição, arranjos, concursos, grandes nomes e, como não poderiam deixar de se ouvir, a experiência de França com o movimento Clube da Esquina.

 

Cerrado

José Roberto Gonçalves, gerente do Parque Ivaldo Cenci, da Agro Brasília, comemora o cultivo de urucum por produtores rurais do DF. Outra planta que despertaria o interesse de pesquisadores e naturalistas é a cúrcuma, ou açafrão. Sabe-se que, na dose certa, é um remédio poderoso para a imunidade.

 

Progresso

André Nicola, da área de pesquisa da Faculdade de Medicina da UnB, disse que não só as pessoas, mas as instituições também se viram forçadas a trabalhar com projetos de pesquisa complexos impostos pela pandemia. Apesar de todo transtorno causado pelo Covid-19, os pesquisadores estão dando passos largos, o que é importante para chegar mais perto do futuro.

Charge do Jean Galvão

 

Diretas já

Estamos no momento certo para tratar do voto impresso. O Brasil tem uma urna inauditável e tentam impingir dois pesos e duas medidas para a Internet. “Se cala a boca já morreu, quem manda no meu voto sou eu”, é hora de providenciar novas urnas e cédulas. Sem contagem, seu voto não existe.

Charge: Bessinha

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os passageiros para São Paulo têm reclamado que quando são obrigados a tomar ônibus do Real Expresso, enfrentam verdadeiros vexames e aborrecimentos. Outro dia os passageiros ficaram na Plataforma durante cinco horas à espera da saída de um ônibus.
(Publicado em 13/01/1962)

A ideia é deles o problema é nosso.

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Foto: pelomundodf.com

 

Todo esse empenho do governo de Brasília para a criação de um novo bairro para assentar milhares de famílias, por mais humanitário que possa parecer à primeira vista, não funciona quando se percebe que, sem um minucioso planejamento urbano de infraestrutura de suporte, o projeto fica solto no espaço e capenga.

Em linhas gerais, esse tem sido o processo recorrente e decidido por nove em cada dez governantes da capital, respaldados claramente e por razões óbvias, pelas bancadas com assento no Legislativo local.

O que decorre desse jeito especial de administração é também sentido por todos. Deixando de lado as questões de carência e mesmo inexistência no abastecimento de água, de rede de esgoto, de asfalto, segurança, e de escolas, para ficar apenas nesses quesitos, esses novos bairros, surgidos do nada, passam a pressionar os serviços públicos que servem às outras regiões, criando o caos no atendimento.

A ideia irracional de se criar um problema e depois as soluções para esse problema, ao inverter a lógica, deixa para todos os habitantes, indiscriminadamente, só aperto. Para se ter uma ideia das consequências desse tipo de política, feita de trás para a frente, e apenas para focar no problema específico do atendimento público de saúde.

Basicamente todos os hospitais e postos de saúde das administrações regionais vivem superlotados, sem um número de profissionais adequados. Pacientes continuam a morrer nas filas de espera. Não há leitos, não há medicamentos. Os atendimentos são precários.

Apesar dessas mazelas as cifras dispendidas no funcionamento da rede de saúde local são altas e sempre crescentes. A demanda por saúde é tão intensa que nem mesmo a criação de novos hospitais daria conta do recado. O ministério Público local, diariamente tem que recorrer e fiscalizar para o sistema não entrar em colapso. E pensar que todo esse drama diário poderia ser evitado lá atrás com a adoção de um simples e consistente planejamento urbano, tantas vezes menosprezado e negligenciado.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O Brasil vive a síndrome do impasse. Exageramos de tal maneira nossos problemas que estamos perdendo a obrigação de enfrentá-los”

Jaime Lerner, urbanista brasileiro

Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

 

 

Pesquisa

Gabriel Vasconcelos, doutor em Engenharia Elétrica pela PUC-Rio, pesquisador na Universidade da Califórnia, Irvine, Yuri Fonseca, doutorando em Decisão, Risco e Operações na Universidade de Columbia, NY, João Madureira, doutorando em Modelagem Computacional, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, elaboraram uma pesquisa minuciosa sobre os boots e ataques coordenados no movimento de impeachment de Gilmar Mendes. Todos os detalhes desse material podem ser vistos, na íntegra, a seguir.

Análise de dados do Twitter para campanha de impeachment contra Gilmar Mendes

 

Twitter

Ao todo, foram analisados 17.913 tweets #GilmarMendesVaiCair, no dia 15 de novembro de 2019. Esse número foi fixado dentro das limitações de download da API do Tweeter. As conexões entre os usuários são realizadas com o conceito de seguir (são unilaterais). A API do Twitter permite que diversos aplicativos se conectem a ele para os mais variados fins. A partir de sua API, o Twitter começou a ser utilizado em aplicações rodando em dispositivos móveis, periféricos, entre outros.

 

 

Total

Bot, diminutivo de robot, também conhecido como Internet bot ou web robot, é uma aplicação de software concebido para simular ações humanas repetidas vezes de maneira padrão, da mesma forma como faria um robô. Gráficos da pesquisa apresentada pelo blog do Ari Cunha mostram que dos 17939 tweets analisados foi identificado um total de 5479 usuários, ou seja, uma taxa de 3,27 tweets por usuário. Em um universo de 300 mil tweets, o número de pessoas participando seria próximo de 100 mil. 99,8% dos tweets com #GilmarMendesVaiCair não são de bots.

Foto: AFP / EVARISTO SA

 

 

Universo

Interessante notar sobre os retweets dessa campanha contra o ministro do STF. Chegam a 72%. Exatos 1794 pessoas replicaram a mensagem, o que na matéria da vortex mídia parece que esse número ficou limitado aos que se manifestaram a favor da saída do ministro. Na verdade, o universo de internautas é de quase 100 mil.

Veja a matéria na íntegra: Campanha no Twitter por impeachment de Gilmar Mendes tem marcas de ação coordenada

 

 

Veja só

Artistas por toda parte do país mostram com humildade que se arrependeram do voto dado nas últimas eleições. Veja a seguir alguns vídeos disseminados pela Internet. As razões do arrependimento, as dicas e o amor pelo país. Regina Duarte, mantém o que sempre disse: foi firme na tempestade e agora mostra a razão.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Outro argumento, para acabar com a história: governo quando é bom, tanto faz aqui como na China. É bom em toda a parte. (Publicado em 06/12/1961)

Sem planejamento é o caos

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Áreas desocupadas pela Agefis no Setor Habitacional Sol Nascente — Foto: Agefis/Divulgação (g1.globo.com)

 

Explicar aos governos que, a cada quatro anos, vem e vai, no comando do Distrito Federal, a importância vital que o planejamento possui para a sobrevivência e futuro da cidade, tem sido, ao longo dessa década, uma tarefa inglória; e mormente aqueles técnicos que se atrevem a fazê-lo são postos de lado, sendo seus pareceres descartados na lata do lixo.

Muitos problemas que poderiam ser equacionados com certa facilidade, transformam-se em questões insanáveis e seríssimas a complicar a vida de todos e a diminuir a qualidade de vida da população como um todo. Os políticos, por sua visão pragmática e de curto prazo, com um horizonte que normalmente não ultrapassa os quatro anos, não percebem que, a cada medida tomada no calor das decisões imediatistas, criam mais problemas do que soluções.

Esse acumular de projetos açodados acaba indo parar nas próximas administrações que terão que resolver o imbróglio criado. Dessa forma, pequenas medidas, de caráter puramente político e eleitoral, vão se avolumando ao longo dos anos, moldando uma espécie de um monstro que, cedo ou tarde, acabará literalmente sentado no colo do cidadão contribuinte para ser resolvido ou pago de forma compulsória.

Dentre as muitas decisões desse gênero, tomadas nas últimas décadas, sobretudo, com vistas à formação de verdadeiros currais eleitorais, talvez a mais importante e mais impactante para a capital tenha sido justamente a criação de um grande número de regiões administrativas sem os mínimos critérios de estudo, de planejamento e de viabilidade técnica. Aos governos isso pouco importa.

Tomada a decisão, no âmbito do Executivo, e depois de pesadas as vantagens políticas dessa medida, aos poucos técnicos capacitados é dada a ordem de retirar do papel, o mais rapidamente possível, a ideia do gênio, por hora, instalado no Palácio. Em questão de dias, os técnicos burocratas, cuja a chefia é exercida por um político nomeado e que nada entende do métier, entregam a encomenda que nada mais é do que um rascunho mal traçado e impensado sobre a criação de um novo bairro para assentar milhares de famílias.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“País subdesenvolvido é aquele que importa, como novidade, o que os países desenvolvidos já abandonaram como obsoleto.”

Urbanista brasileiro

 

 

Passo importante

Preparar os menores de idade apreendidos com uma profissão é tarefa fundamental para a ressocialização. Fossem nossas prisões locais apropriadas para preparar o interno para uma vida de trabalho, grandes problemas seriam resolvidos. A Câmara Legislativa do DF aprovou o projeto de lei que cria o serviço voluntário, mas de natureza indenizatória e eventual. Será um passo, com boa gestão, para a falta de efetivo nas unidades de internação.

Foto: Carlos Gandra/CLDF

 

 

Fiel involuntário

Se os fãs de academia fizessem uma pesquisa pelas principais capitais do país, ficariam estarrecidos com as abusivas exigências de fidelização feitas por aqui. Para uma corrente do código do consumidor, se você conhece as regras e assina o contrato é porque concorda. Para outros, essa forma é abusiva e ilegal. É preciso garantir a autonomia da vontade. A impressão é que essa necessidade de fidelização se dá apenas por uma razão: o serviço nem sempre é bom.

Foto Eduardo Montecino/OCP

 

 

Divulgação

O Parque de Uso Múltiplo Denner, localizado entre a QE 40 e o Polo de Modas do Guará II, será a próxima unidade a receber as obras de melhorias da força-tarefa parques, inserido no Programa GDF Presente. Nesse contexto, será realizada, na próxima segunda-feira, 18/11, às 8h30, a primeira reunião de trabalho com o objetivo de avaliar e decidir as ações necessárias ao local.

Foto: guara.df.gov

 

 

 

Imprensa

Nesse domingo termina a competição paralímpica de bocha. Eduardo Vasconcelos, de 16 anos é estreante e representa Brasília. “Eu consegui a vaga no regional do Centro-Oeste, realizado em julho, em Uberaba. Lá eu fiquei com a prata”, contou o atleta da categoria BC2, que viajou por meio do programa Compete Brasília.

Foto: O único representante do Distrito Federal é o estudante Eduardo Vasconcelos, 16 anos. (agenciabrasilia.df.gov)

 

 

 

Pauta

Bocha é praticada por atletas com elevado grau de paralisia cerebral ou deficiências severas. A competição consiste em lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca. Os atletas ficam sentados em cadeiras de rodas e limitados a um espaço demarcado para fazer os arremessos. É permitido usar as mãos, os pés e instrumentos de auxílio e contar com ajudantes (calheiros), no caso dos atletas com maior comprometimento dos membros. A Secretaria de Esporte e Lazer realiza no dia 22 de novembro, a seletiva do Futuro Campeão na modalidade.  Será das 14h às 17h, no Centro Olímpico e Paralímpico de Ceilândia – Setor O.

Banner: agenciabrasilia.df.gov

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Quanto à energia elétrica, que às vezes falta, e contra a qual reclamamos aqui, mas não lembramos das faltas do Rio nem de S. Paulo, há isto: estão completando a segunda fase de Cachoeira Dourada, a hidrelétrica do Paranoá, e a termelétrica do SIA.

A novela do Sudoeste e o voto de cabresto

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Foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

 

Em decisão monocrática, que liberou a construção da Quadra 500 do Sudoeste, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, reascendeu e deu novo fôlego, acrescentando mais um capítulo nessa novela que, há mais de dez anos, contrapõe moradores desse bairro e a empresa Oeste Ambiental, proprietária do estratégico terreno que circunda e fecha o Parque Ecológico das Sucupiras.

Para aqueles que residem na região, a construção desse novo bairro, com 22 prédios de seis andares para moradias e mais 2 edifícios comerciais, irá acrescentar àquele espaço mais de 2.500 habitantes numa localidade onde inexiste infraestrutura para suportar tamanho adensamento. Com isso, moradores e ambientalistas acreditam que a construção desse novo conjunto de edifícios iria gerar graves danos ambientais à vegetação do referido Parque que, segundo apontam, é um dos últimos na capital a apresentar a ocorrência de vegetação nativa do Cerrado, com espécies raras e de difícil preservação e manutenção, uma vez degradada.

A questão central aqui é, mais uma vez, a luta entre preservacionistas e aqueles que enxergam em espaços verdes uma oportunidade de negócio. É preciso salientar que esse tipo de visão e sentimento da importância da manutenção de áreas verdes é praticamente uma exclusividade defendida por moradores da grande área que integra o polígono tombado da capital.

Nas regiões administrativas, no entorno do Plano Piloto, essa preocupação é tão tênue que, sequer, é levada em consideração pelas autoridades. O desrespeito às escalas e aos gabaritos e normas de construção tem sido uma constante acelerada, após a emancipação política da capital. De lá para cá, o inchaço da cidade comprova que a ganância e o poder de lobby do dinheiro falam mais alto do que qualquer tipo de regulamentação. Basta dizer que nenhum candidato, até hoje, seja ao Buriti ou à Câmara Legislativa, jamais prometeu, em seu discurso de campanha, respeitar a legislação, preservar os espaços verdes e o tombamento da cidade.

Os discursos desses pretendentes são sempre no sentido oposto de abrir espaços para moradias de seus eleitores sejam onde for, bastando para isso a mudança de destinação das áreas. Qualquer candidato que se comprometesse a respeitar e a seguir as leis vigentes não teria a menor condição de vitória nesses pleitos e, por uma razão óbvia: desde a emancipação política da capital, os terrenos públicos foram transformados em moeda de troca, na base de um voto, um lote. Nesse sentido, o inchaço da capital está ligado direta e proporcionalmente à formação de currais eleitorais, onde os novos coronéis distritais exercem o antigo e nefasto voto de cabresto.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Pensando em conseguir de uma só vez todos os ovos de ouro que a galinha poderia lhe dar, ele a matou e a abriu apenas para descobrir que não havia nada dentro dela.”

Esopo, escritor da Grécia Antiga

Imagem: pensador.com

 

 

Os grandes

Procon abre as portas para que os clientes do Banco do Brasil, Caixa, Itaú e BRB possam renegociar dívidas em atraso. Na primeira semana, de 09 a 13 de setembro, o órgão recebe representantes do Banco do Brasil. O órgão que defende o direito funciona também para reforçar o dever do consumidor. Veja, a seguir, as próximas datas e bancos.

 

 

Chuva

Que falta faz o filósofo de Mondubim! Em tempos secos, ele era o primeiro a prever as chuvas depois da estiagem. Era pelo canto do sabiá, das cigarras e pela direção do vento. A umidade chega a 8%.

Charge: Por Son Salvador para o Estado de Minas

 

 

Agenda

No próximo dia 20 de setembro, sexta-feira, o cantor e compositor Geraldo Carvalho, que é potiguar, radicado na capital Federal há dez anos, se apresenta no Projeto “Acontece no Museu”, do Correios de Brasília. Teatro Museu dos Correios – Brasília, Setor Comercial Sul, Quadra 4, Bloco A.

Cartaz: facebook.com/acontecenomuseu

 

 

Interessante

Por falar em Correios, você pode ter um selo personalizado. Os Correios recebem a imagem e você preenche um termo de responsabilidade. É uma boa opção de registro.

Imagem: correios.com

 

 

Pedestres

Por todo o DF, as faixas de pedestres perdem a cor. Antes das chuvas seria bom reforça-las.

Foto: noticias.r7.com

 

 

Aniversário

Brasília ganha com o interesse do embaixador Akira Yamada em promover parcerias com a cidade. Acertos para a grande festa dos 60 anos da cidade começam a ser feitos com o governador Ibaneis Rocha.

Foto: agenciabrasilia.df.gov

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os funcionários da Imprensa Nacional estão reclamando que o dr. Brito não dá ônibus de graça para que eles almocem em casa. Em consequência, a maioria utiliza o restaurante da Imprensa, que não é dos melhores, como a refeição, também, que é fornecida pela cantina do IPASE. (Publicado em 29/11/1961)

Brasília, de quem?

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Foto: jornaldebrasilia.com.br

 

Desde 1960, os leitores que acompanham o dia a dia dessa coluna, sabem que desde o primeiro momento de sua publicação, a defesa dos interesses da capital do país tem sido um norteador e uma prioridade absoluta desse espaço. Mesmo após o falecimento de seu fundador, o jornalista Ari Cunha, essa tem sido a bandeira defendida e seguida pela coluna Visto, Lido e Ouvido. Obviamente que, ao se colocar de forma incisiva e intransigente na defesa do Distrito Federal, da sua população e dos ideais que guiaram seus idealizadores, não foram poucas as vezes que contrariamos pessoas e grupos poderosos, cujos os interesses não coincidiam com os mesmos professados pelos brasilienses, pelos pioneiros, pelos candangos e outros grupos que para aqui vieram em busca de uma nova cidade que pudesse abrigar o novo homem, conforme proposto e sonhado por aqueles que projetaram e construíram a nova capital do país.

Para essas paragens selvagens, vieram os brasileiros movidos pela coragem e desapego, em busca apenas de uma oportunidade para viver com dignidade junto a sua família. Não foi por outro motivo que, quando se anunciou a tal da maioridade política para a capital, nos mesmos moldes em que eram realizados em outras unidades da federação, essa coluna foi tomada por um misto de desalento e premonição de que essa inovação na administração do Distrito Federal não resultaria em ganhos para a seus habitantes, mas, e sobretudo, em lucros e favorecimento para os políticos e todos os grupos a eles ligados, como era prática corrente em outros estados brasileiros.

O temor era que os ideais políticos e partidários viessem a se sobrepor aos reais interesses da capital e de sua gente. Hoje, passadas quase três décadas dessa experiência, infelizmente temos que considerar as premonições eram não só acertadas, como ultrapassaram aos mais pessimistas vaticínios. Em boa hora e como uma graça dos céus, quis o destino que Brasília fosse incluída no rol das cidades monumentos tombados pela Unesco, o que, de certa forma, deu uma visibilidade internacional a capital, dificultando, em certo ponto, que viesse a ser completamente desfigurada como pretendido por muitos.

O inchaço da cidade e a superlotação dos serviços públicos, a criação de bairros inteiros sem infraestrutura e sem planejamento, o esgotamento dos recursos hídricos, a invasão de terras públicas, a corrupção desenfreada, a construção de verdadeiros elefantes brancos sem utilidade para a população, a precariedade nos transportes e na segurança pública estão entre algumas heranças deixadas pela experiência trazida pela representação política imposta à capital.

Embora se saiba que essa situação jamais será revertida, essa coluna vai continuar insistindo para que os ideias que orientaram a construção de Brasília permaneçam vivos. Nesse sentido, repudiamos e alertamos para o perigo representado pela declaração feita pelo atual governador Ibaneis, que classificou o tombamento de Brasília como “hipocrisia boba”. A fala foi feita durante a entrega à iniciativa privada do complexo composto pelo estádio Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson e o Centro Aquático Cláudio Coutinho. Lembrando que, com relação ao Mané Garrincha, considerado um dos estádios mais caros do planeta e cujos os políticos e empreiteiros estão sendo processados na justiça, foi justamente uma dessas heranças malditas legadas pela administração política da capital.

Para o atual governador a cidade, em função do tombamento, “vive atrasada”. Não se sabe o que o governador quis dizer exatamente com essa afirmação. O fato é que declarações como essa mostram a necessidade de ficarmos ainda mais alerta e atentos para que novas heranças malditas não possam ser deixadas por aqueles que estão apenas de passagem por essas bandas.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Deixemos entregues ao esquecimento e ao juízo da história os que não compreenderam e não amaram esta obra.”

Juscelino Kubitschek

Foto: Gervasio Batista/Arquivo Público do Distrito Federal

 

 

Alemanha

Depois da tragédia de Brumadinho, a empresa alemã TÜV SÜD parou de emitir certificações de segurança em barragens. Será que os alemães sabem que o acidente poderia ser evitado pelos germânicos? É só uma sugestão para o programa da TV alemã “Extra 3”.

Foto: Divulgação / TÜV SÜD

 

 

Noruega

Em Barcarena, no estado do Pará, fábricas norueguesas contaminavam a água causando diarreia e vômito na comunidade e o envenenamento dos peixes. Como tudo o que incomoda termina em morte no Pará, foi o que aconteceu. Paulo Nascimento, que organizava protestos sobre o assunto, morreu assassinado. E quem poderia falar alguma coisa disse apenas que isso era um caso para a polícia. É só para mostrar a autoridades da União Europeia que, antes de banir importações do Brasil, como sugerem os países nórdicos, saibam sobre os estragos que fazem por aqui.

Foto: Ascom/Semas

 

 

Amizade

Alemanha e Noruega são países amigos do Brasil. Se algumas empresas mancham nossa natureza muitas outras iniciativas alemãs e norueguesas, sem interesses comerciais, participam dando a mão para minimizar os problemas sociais do país com projetos que realmente mudam vidas, para melhor, é claro.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Quando um homem nega socorro a um semelhante em dificuldades, quando um homem vê um à morte, ensangüentado, e se nega a transportá-lo, sendo, isto, além do mais, uma obrigação de sua profissão, é uma lástima. (Publicado em 29/11/1961)

Moradias dignas para profissionais idem

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VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Com as últimas eleições, um fato ficou claramente patente para todos: a maioria da população quer o fim das antigas práticas políticas. Por isso rejeitou, nas urnas, nomes tradicionais da política brasileira, empurrando-os para o ostracismo. Essa foi a maneira de os eleitores condenarem toda e qualquer prática que atente contra a ética. O alvo da insatisfação nacional foram os políticos profissionais que usam o Estado e as muitas benesses do cargo para o enriquecimento pessoal.

Aqueles políticos do antigo regime que, por ventura, foram reeleitos e ainda pensam em persistir nessa má conduta, caminham também para o ocaso lá adiante. Esses sinais vindos das urnas, valem para o Brasil e servem de alerta, sobretudo, para Brasília, submetida, desde a emancipação política, à rotina democrática para a escolha de representantes no Executivo e Legislativo.

De fato, muitos políticos locais puderam constatar a mudança de humor dos cidadãos brasilienses de um modo tácito: não foram reeleitos, como acreditavam e ainda correm o risco de verem seus nomes banidos para sempre da agenda política da capital. Com isso, venceu o bom senso da democracia.

Para um bom observador do atual momento político e isso vale para os que estão chegando, é preciso mudança radical de rumos, abandonando velhos comportamentos. Nesse sentido, já não se pode conceber e a cidade já não comporta o prosseguimento das políticas que transformavam grandes áreas da capital em moeda de troca, dentro do princípio maroto de um lote, um voto. Essas práticas, todos percebem, arruinaram todo e qualquer planejamento urbano, transformando uma capital meticulosamente pensada em mais uma unidade da federação rumo ao caos.

Notícias já veiculadas pela imprensa dando conta de que o novo governador irá expandir o Paranoá Park, construindo ali milhares de novas residências e onde inclusive já se observa a derrubada de milhares de pinheiros, causa perplexidade, não só pela ausência total de todo e qualquer planejamento de impactos prévios, mas pelos sinais de que as velhas práticas podem estar de volta, o que representaria um grande retrocesso para a cidade, vítima de ações populistas que, aos poucos, vão desfigurando todo o Distrito Federal.

Se a questão prioritária é erguer bairros residenciais, que estes obedeçam, ao menos, os critérios traçados pelos urbanistas e técnicos nesses assuntos. Construir casas para apoiadores políticos e correligionários, como paga de campanha, resolve o problema apenas do chefe do Executivo perante seus eleitores, mas despreza todo o restante da população que quer ver essas medidas erradicadas para sempre.

Se a questão é déficit de moradia, por que não erguer bairros para quem há muitos anos trabalha nessa cidade e ainda não possui casa própria? Porque então não erguer bairros para professores, policiais, bombeiros, enfermeiros, carteiros, motoristas, lixeiros e tantos outros profissionais dignos que necessitam de moradia, mas, que por questão de tempo em suas agendas de trabalho, não encontram espaço para bajular candidatos e agitar bandeiras na beira do asfalto?

 

A frase que foi pronunciada:

“O grande inimigo da liberdade é o alinhamento do poder político com a riqueza. Esse alinhamento destrói a comunidade – isto é, a riqueza natural das localidades e as economias locais de moradia, vizinhança e comunidade – e, assim, destrói a democracia, da qual a comunidade é a base e os meios práticos ”.

Wendell Berry.

 

Senacon

Consumidores ganham plataforma no ambiente digital para reclamar de empresas. O prazo para resposta é longo: dez dias. Mas já é um bom começo. A notícia chegou pelo WhatsApp da EBC. Infelizmente a matéria afirma que a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, criou a plataforma, mas não indicou o caminho para o Internauta chegar lá. Fica difícil divulgar dessa maneira.

Banner: justica.gov.br

 

Mídia Social

Por falar em WhatsApp da EBC, esse aplicativo está em plena atividade. São dezenas de links enviados diariamente aos jornalistas. Só para alertar, alguns deles remetem a páginas completamente estranhas aos títulos. Uma delas é a notícia “Bolsonaro sanciona lei que cria fundos patrimoniais.” Veja no blog do Ari Cunha à que página a notícia remete.

??É NOTÍCIA –

Municípios do agronegócio lideram crescimento do produto interno bruto
https://bit.ly/2AByUIJ ?

SUS oferece medicamento e exame para pacientes com degeneração macular
https://bit.ly/2SDWjjE ?

Presidente Jair Bolsonaro participa da reunião ministerial no palácio do planalto
https://bit.ly/2FdTNh3 ?

Aeroportos brasileiros estão entre os mais pontuais do mundo
https://bit.ly/2Cdr8Vg ?

Anatel notifica usuários sobre bloqueio de celulares irregulares
https://bit.ly/2LYeTAz ?

Presidente Jair Bolsonaro divulga mensagem no Twitter sobre reunião do conselho de governo
https://bit.ly/2FegGkz ?

Ceará recebe efetivo extra de agentes da força nacional de segurança
https://bit.ly/2Tw16ng ?

Indústria brasileira cresceu 0,1% em novembro
https://bit.ly/2Fjcf78 ?

Jovens que completam 18 anos em 2019 devem fazer o alistamento militar
https://bit.ly/2rbsvad ?

Bolsonaro sanciona lei que cria fundos patrimoniais
https://bit.ly/2qtlbeh ?

Print da página mencionada na nota, em dispositivo móvel, indicando erro no servidor.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Serviço de Turismo precisa funcionar no aeroporto. O que as empresas de turismo fazem, é uma exploração desumana e descabida, que decepciona os visitantes, os turistas. (Publicado em 08.11.1961)

Problemas de uma cidade quase idosa

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Foto: Letícia Carvalho/G1

Um tema que, no mínimo, poderá, doravante, regular toda a vida urbana da capital do país com reflexos óbvios no futuro da cidade e de seus habitantes. Dessa vez, coube aos deputados distritais, em fim de mandato, dar uma espécie de grand finale político e relâmpago à essa questão que já se arrasta por longos nove anos. Com a aprovação da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) pela Câmara Legislativa, mais um capítulo na conturbada história envolvendo as terras do Distrito Federal é escrito.

O fator que explica os muitos anos decorridos entre a apresentação dessa proposta e sua aprovação é que, desde que surgiu há exatos 9 anos, a Luos jamais conseguiu reunir num mesmo documento os reais anseios da população de Brasília. Urbanistas, arquitetos e outros técnicos que entendem da dinâmica de uma cidade têm um pensamento distante do que sempre pretenderam os políticos, os grileiros, os empreendedores e demais empresários ligados ao milionário mercado da especulação imobiliária que se criou por essas bandas com a maioridade política da capital.

Com isso, o futuro da cidade, mais uma vez, fica em suspenso, à mercê agora dos humores do mercado e dos múltiplos interesses que se escondem por detrás dessa medida. Um fato que demonstra bem essa dicotomia entre o que querem os brasilienses e o que pretendem os que apoiam esse documento foi dado pelas manifestações contra e a favor da aprovação dessa proposta.

Por um lado, e como fizeram desde o princípio, estão as mais de duas dezenas de Entidades da Sociedade Civil do Distrito Federal que, em Carta Aberta ao GDF, se uniram para lançar um manifesto chamando a atenção para os graves problemas que ameaçam o futuro da capital e que vai, pouco a pouco, minando a qualidade de vida de todos. A Luos, na opinião dessas entidades que congrega professores de arquitetura e urbanismo, técnicos em meio ambiente, em gestão pública e outras especialidades, foca seu intento nas áreas passíveis de alterações e alienações, principalmente nos mais de 365 mil terrenos do Distrito Federal onde poderão ser erguidos novos empreendimentos.

Com isso, deixa de lado aspectos fundamentais como o inchaço da cidade, a crise de abastecimento, o aumento da criminalidade, dos engarrafamentos, a questão da destruição das áreas de preservação da capital e outros aspectos importante na vida das metrópoles.

Para essas entidades, há questões a serem resolvidas nas áreas com deficiência nas políticas públicas, na ineficiência na gestão hídrica, na falta de visão integrada do DF, na perda de áreas rurais, na ineficiência da mobilidade urbana, na falta de rotina de restauração conservação e manutenção do patrimônio cultural, na falta de um plano diretor de arborização urbana e plano distrital de adaptação às mudanças climáticas, entre outros assuntos de suma importância.

Contudo há aqueles que se dizem satisfeitos, além dos distritais, com a aprovação da Luos como é o caso do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), da Associação Brasiliense dos Construtores (Asbraco), da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), além dos grileiros e de todos que têm se beneficiado com a transformação de terras em capital político e econômico.

 

A frase que foi pronunciada:

“Nada mais fácil do que fazer planejamento de um país sem incluir gente.”

Jaime Lerner – Política

Charge do Junião

Estudar

CESAS, da 602 Sul, é um colégio público da capital do país que não tem número suficiente de alunos matriculados para 2019. Jovens e adultos que queiram completar o ensino médio e fundamental terão também a oportunidade de participar de cursos profissionalizantes. Telefone para contato: 3901-7592.

 

Casa do Ceará

Por falar em cursos, a Casa do Ceará começará as férias com animação total. Vários cursos à disposição da comunidade. Cabeleireiro, corte e costura, manicure, culinária, depilação, bordado em pedraria, yoga e pintura em tela. Ligue para: 3533-3800.

Foto: casadoceara.org.br

Novidade

Certidão eleitoral, diversas consultas, processos, variedade de nada consta… aos poucos a internet vai ocupando o lugar de burocratas. Vale ver, no blog do Ari Cunha, Gabriel Senra no TedMauá trazendo o assunto à tona.

Fotovoltaica

É dever dos líderes públicos atender aos anseios da sociedade brasileira. O crescimento sustentável do Brasil será potencializado pelo uso da energia solar fotovoltaica como política pública estratégica para o desenvolvimento econômico, social e ambiental, contribuindo para diversificar a matriz elétrica, gerando milhares de empregos, reduzindo a queima de combustíveis fósseis, ampliando a liberdade do consumidor, estimulando a cadeia produtiva, reduzindo perdas e trazendo economia para os cidadãos, as empresas e os governos. A opinião é de Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)

Foto: youtube.com/MundoEnergy

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Parece que o ideal seria reaver esses lotes, para que a Caixa Econômica não faça especulação, e vendê-los aos industriais que não têm onde colocar seus funcionários, e aos funcionários da prefeitura que comprovarem não possuir outro terreno em Brasília. (Publicado em 07.11.1961)

Terra de ninguém

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ARI CUNHA – In memoriam

Visto, lido e ouvido

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Foto: chicosantanna.wordpress.com

A continuação da política que transforma terras públicas em moeda de troca, dentro da mentalidade: “um voto, um lote”, não pode ter prosseguimento sob pena de inviabilizarmos, definitivamente, a capital como sede administrativa do país. É bom lembrar aos senhores políticos que a mentalidade da população também mudou. Ganha-se o lote e vota-se com independência.

Nesse feriado, os bombeiros registraram um número fora do comum de ocorrências de invasões e parcelamentos irregulares de terras, inclusive com venda de lotes em algumas regiões.

Obviamente que tão velhos e sérios problemas não podem ser resolvidos com os mesmos métodos da velha política populista, cuja visão pública de futuro se estende apenas até o horizonte das próximas eleições.

A capital necessita de estadistas e homens públicos comprometidos com o presente e futuro, evitando os erros do passado. A associação entre os interesses de políticos e de empreendedores e especuladores imobiliários precisa cessar imediatamente. Para tanto, a sociedade deve acompanhar de perto e com atenção as discussões sobre a LUOS e o PDOT e outros documentos que visam estabelecer novos padrões de ocupação e construções em todo o Distrito Federal.

Estudos e a própria experiência demonstram que problemas dessa natureza, ao surgir com o verniz falso de problema social imediato, trazem em seu bojo interesses que acabam beneficiando apenas os orquestradores dessas invasões.

 

A frase que foi pronunciada:

“O microempreendedor é muitas vezes um herói solitário. Ele atua sozinho nos desafios, enfrentando a burocracia e nem sempre tem todas as competências necessárias. Todo microempreendedor é um administrador, mas nem todo mundo tem formação em administração.”

Edgard Barki, Coordenador do FGVcenn (Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas)

Ilustração: bplcontabilidade.com.br

Perigo

Na L2 Norte, no meio fio em frente a Secretaria da Educação, tem um bueiro sem tampa, onde os pedestres sinalizaram de forma improvisada. Um perigo para motoqueiros e ciclistas.

 

Mostra

Está um sucesso a exposição de grafiteiros aberta no foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. A visitação irá até 25 de novembro. Os trabalhos da exposição Cidade Graffiti são de participantes do Encontro de Graffiti do Distrito Federal. Artistas da cidade e da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride) mostram muito talento.

Cartaz: facebook.com/brasiliagraffiti

Parceria

Defesa Civil, Detran, Polícia Militar, DER e Novacap são fundamentais nessa época de chuva. Engarrafamentos poderiam ser facilmente desfeitos se uma ação conjunta fosse rotina. Acontece que em todas as dificuldades no trânsito são enfrentadas pelos motoristas sem suporte das instituições governamentais.

 

Cuidados

Agricultura orgânica. Nome dado aos alimentos sadios bons para a saúde por serem livres de agrotóxicos. Na Alemanha, a regra sanitária verifica constantemente o nível de coliformes fecais nesses vegetais. Há muita gente descuidando na produção.

 

Gratificante

Começou a distribuição das cartinhas ao Papai Noel nos Correios. Funcionários do Senado e de várias instituições públicas e privadas começam a se articular para atender todos os pedidos. Quem quiser participar da entrega é só ver os detalhes no blog do Ari Cunha.

 

Vale conhecer

Pesquisas do Alô Senado ou E-cidadania são interessantes por abranger entrevistados de todo o país, num espectro amplo que mostra ideias de Norte a Sul. O DataSenado é um dos institutos de maior cientificidade nas pesquisas.

Banner: senado.leg.br

Sonho

Consumidores curiosos querem saber se o fato de novembro de 2018 estar sendo o mês mais chuvoso do ano trará algum benefício em descontos de conta de água e luz.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Estou estranhando a demora que o sr. Dagoberto Rodrigues está tratando o assunto do DCT de Brasília. Nós, bem que poderíamos ter um serviço exemplar, com entrega pontual e sem ladrões furtando os valores das malas. (Publicado em 05.11.1961)

Reinventando a roda

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ARI CUNHA – In memoriam

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W3 Norte, Quadra 716 (Foto: chiquinhodornas.blogspot.com)

Ao novo governador que chega, todo o crédito é devido. Isso não quer dizer que a imprensa e principalmente a população, sobretudo aquela que votou em seu oponente, vá fechar os olhos para as novas diretrizes que vierem a ser adotadas pelo GDF a partir de primeiro de janeiro de 2019.

Principalmente medidas que venham alterar, para pior, o planejamento urbano de Brasília. A Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) tem sido, desde seu surgimento, uma verdadeira caixa de marimbondos para os últimos governadores que o antecederam. Nenhum deles conseguiu levar a bom termo o conjunto de normas que introduz e modifica alguns aspectos da vida urbana da capital.

As razões para esses constantes adiamentos são várias, mas o fundamental é que a Lei bate de frente com os múltiplos interesses da população. Querer a aprovação agora, no fim dessa legislatura e do mandato de seu antecessor, definitivamente, não é uma boa medida. Os diversos riscos apontados por entidades comunitárias e de defesa do patrimônio histórico, arquitetônico e urbanístico, com certeza, poderão contaminar sua gestão, logo na largada, criando situações irreversíveis que poderão repercutir ao longo de todo o seu mandato.

Manda a prudência que normas complicadas como essa, regulando praticamente todo o funcionamento de uma cidade, que na sua parte principal, foi milimetricamente estudada e planejada, seja decidida somente após exaustivos debates com as miríades de entidades especializadas no assunto. Cuidaria melhor S. Exª se antes de apressar o passo, aprovando projeto tão complexo e vital para a cidade, cuidasse de outros aspectos urbanísticos, até mais urgentes, como a revitalização das W3 Norte e Sul, a recuperação do Setor Comercial Sul, as invasões, os puxadinhos, entre tantos outros necessitando a tempos de profundas reformas.

Lembramos ao sr. Ibaneis que essa Coluna vem acompanhando, pari passu o crescimento da cidade desde os fins dos anos cinquenta. Desde aqueles longínquos dias, assumimos uma posição em defesa da nova capital. Sabemos o quão difícil foi chegarmos até aqui.

Com a emancipação política da capital, fato que nos opusemos desde o primeiro dia por sua precipitação e por que víamos nessa medida razões que iriam beneficiar muito mais os especuladores e empreendedores do que o futuro da própria capital e de seus habitantes, demonstrou-se acertado. A capital a partir de então, experimentou um inchaço sem precedentes, destruindo praticamente todos os serviços públicos que eram exemplo para todo o país. Hoje o que temos é uma cidade sucateada que convive com os mesmos problemas das demais capitais espalhadas pelo país. Portanto cabe aqui um conselho a quem ainda é detentor de crédito junto aos cidadãos: cuidado com áulicos e bajuladores que sopram em seu ouvido, isolando-o da realidade que se arrasta fora dos limites do Buriti.

E sobre questões de planejamento urbano, que teve à frente uma dupla dos maiores gênios já reunidos num só propósito: Não pretendam reinventar a roda com outro formato!

 

A frase que foi pronunciada:

“Além de uma certa velocidade, os veículos motorizados criam um afastamento que eles próprios podem encolher. Eles criam distâncias para todos e diminuem para apenas alguns. Uma nova estrada de terra através do deserto traz a cidade à vista, mas não ao alcance, da maioria dos agricultores brasileiros de subsistência. A nova via expressa expande Chicago, mas suga aqueles que estão bem longe de um centro da cidade que se transforma em um gueto.”

– Ivan Illich, Energia e Equidade

 

Imperdível

Aida Kellen, Duli Mittelstedt e Sergio Morais prometem um concerto de alto padrão na apresentação de “O negro e a sua música”. Dia 14 às 19h30, no Teatro do Espaço Cultura Ary Barroso, no Sesc da 504 Sul.

Cartaz: facebook.com/events/261551651076832

Debates

Falando em música, o debate esquentou no Senado na audiência pública comandada pelo senador Cristovam Buarque. O arrefecimento veio quando Cláudia Queiroz resumiu o que a classe queria ouvir. A participação efetiva e democrática dos brasileiros na escolha dos representantes da entidade. Era o que estava registrado em um manifesto nascido no Fórum Nacional de Música. Na prática, o que os músicos querem são novas eleições.

 

Lar São José

Bem engajado nas redes sociais, o Lar São José, ligado à Casa do Candango, aceita todos os tipos de doação. É só agendar que a Kombi busca. Como o Natal está chegando e os corações se aquecem, segue o número para contato: 3591-1051.

Capa: facebook.com/larsaojose.casadocandango

Agenda

Por falar nisso, “A solidariedade unindo as nações” é o mote da Feira das Embaixadas. Toda a verba arrecadada será doada para instituições de caridade do DF. Dia 10 de Novembro, no Parque da Cidade.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os funcionários trabalham sem nenhuma comodidade, num barraco impróprio, onde, quando lavam o andar superior, os de baixo suspendem o trabalho, por causa da água que vem do teto. (Publicado em 04.11.1961)