Ministério Público ou particular?

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Foto: MPU/Divulgação

 

Reza a Constituição de 1988, denominada, por Ulysses Guimarães, como “o documento da liberdade, da dignidade, e da democracia”, em seu artigo 127, que: “O ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do Regime Democrático de Direito e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.” Com isso fica, ao menos, assegurado na Lei Maior que caberia, ao Ministério Público, ser o principal defensor e fiscal do Estado Democrático de Direito, agindo em nome dos cidadãos, com o objetivo de defender os interesses de todos, indistintamente, para o bem da ordem jurídica, do interesse social e individual.

Para tanto, foi o órgão dotado de ampla autonomia, justamente, para que pudesse não apenas defender o regime democrático, mas para que permanecesse sempre como instituição apartidária, isenta e profissional. Não surpreende que, entre as conquistas trazidas pela Carta de 88, a atuação independente do Ministério Público foi considerada a maior de todas e um avanço, sem igual, para a consolidação de nossa democracia depois de 21 anos de arbítrio. Dessa forma, ficou expresso que o Ministério Público, conforme projetado pela Constituição, deveria agir sempre em defesa da sociedade, de acordo com as boas práticas do Direito.

Não sendo subordinado a qualquer dos Poderes da República, o Ministério Público passa a se constituir num verdadeiro fiscal da moralidade pública, da legalidade e, por conseguinte, do regime democrático e dos direitos e garantias constitucionais. Pelo menos, é esse o desenho feito por nove em cada dez juristas deste país. Nesse quesito, fica claro que caberia, ao MP, fiscalizar a moralidade pública e toda e qualquer conduta que atente contra as leis e ponha em risco o Estado Democrático de Direito.

E é aí que começam as dúvidas sobre essa importante instituição e que, em última análise, pode colocar, em sério risco, todo o imenso edifício democrático. Esse risco é aumentado, ainda, a alturas estratosféricas quando o chefe do Executivo opta por nomear um Procurador-Geral fora da lista tríplice elaborada pelos membros naturais desse órgão. Quando isso acontece, há o prenúncio de que, ao longo do governo, outras intervenções indevidas em órgãos do Estado virão em sequência.

Não há necessidade, nesse caso, do uso de bola de cristal, para saber que a nomeação avulsa e subjetiva de Augusto Aras, para a PGR, viria num pacote de outras medidas arquitetadas para introduzir, na máquina do Estado, uma programação paralela àquela prevista pela Carta de 88. Para isso, basta verificar que nenhuma das ameaças veladas de endurecimento do regime, vindas diretamente do Palácio do Planalto, foram, sequer, alvo de apuração pelo MP, assim como nenhuma outra vinda também das cercanias do Executivo.

Após ser chamado de “Poste Geral da República” por um acadêmico, por sua atuação serviçal ao governo, Augusto Aras é acusado pelos próprios procuradores de se portar como advogado de defesa do presidente e contra qualquer procedimento jurídico que vá contra os interesses de políticos do alto clero.

Sua batalha inicial para fazer enterrar toda a exitosa Operação Lava Jato custou-lhe a credibilidade como xerife do Estado. Nem mesmo seus pares apostam mais em sua atuação, sendo que sua administração à frente da PGR tem sido considerada, por muitos, inclusive dentro do Supremo, como a mais alheia de todos os ex-procuradores àqueles princípios listados na Constituição de 1988.

Não tem sido por outra razão que a longa duração da crise institucional, que os cidadãos vêm experimentando, tem, na atuação omissa do atual procurador, sua principal causa. Agisse ela logo nos primeiros arroubos do chefe do Executivo, nada disso estaria acontecendo. Possivelmente, nem a CPI estaria existindo, já que os vacilos iniciais para a compra dos imunizantes seriam logo questionados pelo MP, que tomaria as devidas providências.

A frase que foi pronunciada:

A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que ameaça”

Rui Barbosa

Foto: academia.org

Election sistem

Divulgação, pela imprensa nacional e internacional, mostra a razão de as urnas eletrônicas serem estudadas mais profundamente nos Estados Unidos. O professor da Universidade de Michigan, J. Alex Halderman, faz uma experiência para comprovar a importância da impressão do voto. Veja a seguir.

História de Brasília

No supermercado UV-1 faltavam, ontem: cebola, carne, batata, verdura, arroz e álcool. Muitos outros produtos faltavam, igualmente. Estes, porém, são de um rol de uma dona de casa. (Publicada em 07/02/1962)

Educação invisível

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Foto: Reprodução/ Facebook Milton Ribeiro

 

Dizer que a educação pública continua a ser o calcanhar de Aquiles do Brasil não chega a ser nenhuma novidade surpreendente. Tem sido assim ao longo de toda a nossa história, com exceção de alguns períodos curtos, como foi o caso dos projetos criados por educadores como Anísio Teixeira, Paulo Freire e outros, mas que não chegaram a amadurecer o suficiente a ponto de possibilitarem a superação desse problema secular.

O que surpreende, de certa forma, e isso é apresentado, inclusive, no mais recente relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é o fato de o Brasil possuir, em tese, gastos até superiores a muitos países que compõem esse clube de ricos e, mesmo assim, mostrar-se incapaz de promover um ensino público de qualidade, minimamente comparável aos que apresentam os países desenvolvidos. Talvez esse fato explique o que dizia outro grande educador brasileiro e também vítima das forças do atraso, Darcy Ribeiro: A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

É o que a nossa trajetória histórica tem demonstrado. Entre essas sístoles de diástoles ou entre compressão e expansão, vamos lidando com esse problema, contando sempre com a má vontade dos governos e o desinteresse da maioria de nossas elites, para quem essa questão nunca é prioritária. Com isso, vamos amargando e avolumando ciclos e mais ciclos de decadência da escola pública, num processo contínuo que pode resultar no total descarte de um projeto de educação de qualidade para os cidadãos desse país, conforme orienta a nossa própria Carta Magna. Nesse sentido, não surpreende que estejamos experimentando, agora, o que poderia ser classificado como o mais preocupante e medíocre ciclo de gestores, jamais postos à frente do combalido Ministério da Educação. Por sua irrelevância e mesmo invisibilidade para o atual governo, pouco se ouve falar sobre essa pasta. O presidente sequer menciona esse ministério em suas infinitas lives e pronunciamentos, o que demonstra que, para esse governo, a pasta e seus problemas, sequer existem.

Uma olhada no perfil dos ministros indicados pelo presidente, para comandar a pasta da educação, ajuda a dar uma ideia da importância desse ministério para o atual governo. Ao colocar, por último, no comando do ministério da educação, não um educador com larga experiência no setor, como deveria ser, o governo achou por bem nomear um pastor presbiteriano, acostumado, na lida, a apascentar rebanhos de fiéis. Depois das desastrosas administrações de Ricardo Vélez, Abraham Weintraub, Carlos Decotelli e Renato Feder, que recusou o convite, o presidente parece ter encontrado, em Milton Ribeiro, um outro nome “terrivelmente evangélico” para tocar a pasta.

Desde então, o ministério da Educação andava sumido do mapa. Quando muito, a gestão do Milton Ribeiro aparecia nos jornais apenas pelas declarações infelizes do pastor ministro. Em entrevista que deu à TV Brasil, estatal de comunicação do governo, Milton Ribeiro não se avexou quando afirmou, com todas as letras, que a inserção dos estudantes com deficiência, em sala de aulas normais, atrapalhava o aprendizado dos outros alunos, porque a professora, por sua inexperiência com esse problema particular, não tinha conhecimento adequado para cuidar dessa questão. Esqueceu o ministro de que o ensino inclusivo, há muito, é uma questão já regulamentada por lei e que a limitação de matrícula nesses casos é proibida. Tanto escolas públicas quanto privadas são obrigadas a receber estudantes com deficiência. Até mesmo a cobrança de taxas especiais, pelas escolas privadas, é vetada por lei. Uma gafe desse tamanho jamais sairia da cabeça e da boca de um verdadeiro educador.

Tudo isso, depois de afirmar que as universidades públicas deveriam ser uma opção para poucos, já que não serão tão úteis para a sociedade no futuro, como serão os institutos federais que formarão mão de obra técnica e especializada. Enquanto cuidam de assuntos dessa natureza, perdendo tempo e dinheiro em embates contra a posição política e ideológica que parece dominar o ensino, sobretudo as universidades, a qualidade da educação vai se deteriorando a olhos vistos, não sendo prioridade nem da direita, nem da esquerda.

A frase que foi pronunciada:

A importância do caráter de um professor é diretamente proporcional aos valores que ele ensina.”

Dona Dita, pensando enquanto tricota

Charge: humorpolitico.com.br

Tem futuro?

Toda opinião é válida ao conhecimento. A juíza de Direito Andréa Barcelos compila a origem da teoria de gênero. Veja a seguir.

Idosos

Com a desculpa de pandemia, as visitas em asilos estão proibidas. Mas quem tem vistoriado os serviços? Há inúmeros elogios a profissionais dedicados, mas também há casos de maus tratos. Melhor evitar surpresas e manter a vigilância.

Idosos de asilo em Jaú escreveram o que desejam fazer depois da pandemia — Foto: Vila São Vicente de Paulo/Divulgação

História de Brasília

Há mais de dois meses a Caixa Econômica da rua da Igrejinha não possui selos para venda ao público, nem trata de se restabelecer. Faça-se justiça ao trabalho que vem fazendo o Banco da Lavoura, o único lugar onde se compra estampilha, presentemente, no Plano Pilôto, à exceção da Recebedoria, na Esplanada dos Ministérios. (Publicada em 07/02/1962)

Lições preciosas

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Reprodução: g1.globo.com

 

Crises advindas da pandemia, da inflação que lhe segue os passos e da própria ingovernabilidade que ameaçam, de fato, os brasileiros nesses tempos de incerteza. O mesmo ocorre com o resto do planeta, que parece ter entrado definitivamente na era das catástrofes climáticas, decorrentes do aquecimento global, somado ainda a uma recessão econômica que se anuncia no horizonte.

Pandemia, recessão e mudanças climáticas representam sim uma verdadeira ameaça ao mundo e aos brasileiros, que também estão nesse mesmo barco à deriva, nesse século XXI. Esses são os três cavaleiros do apocalipse que galopam de encontro à humanidade. Quanto a nós, o que temos no ambiente político e institucional é uma crise artificial, gestada, exclusivamente, por interesse pessoal do atual ocupante do Palácio do Planalto e de seu grupo imediato, cujos propósitos parecem imbicar rumo a um passado que os brasileiros julgavam perdido no tempo e encerrado com a redemocratização no começo dos anos oitenta. O resto é lorota. O problema é que uma crise dessa natureza, mesmo que criada no laboratório de guerra, pode vir a gerar uma crise de fato que, por contaminação, pode levar todo o Estado Brasileiro de roldão e, por tabela, prejudicar ainda mais a situação de muitos cidadãos que habitam o país real e que se vêm obrigados a bancar a conta dessas desavenças todas.

É, de fato, uma crise que só interessa ao presidente da República em seu projeto de reeleição, mas que pode favorecer, e aí mora o perigo, o retorno do lulopetismo ou o fechamento político, duas pragas igualmente nefastas e que os cidadãos querem ver banidas da vida nacional. Não há meias palavras para descrever toda essa pantomima armada pelo Executivo. Trata-se de uma cilada a qual aderiram outros parceiros, dentro do Congresso. A complicar o que parecia ser apenas uma crise feita nos mesmos moldes sem lastro com a realidade, e com o mesmo receituário seguido lá atrás, por Jânio Quadros, e que deu no que deu, vemos correr, em paralelo, os trabalhos da CPI do Covid, a revolta dos governadores, a ameaça da variante Delta, a inflação ascendente, a infiltração do Centrão na máquina do Estado e o acirramento dos ânimos da população, açulada por extremistas irresponsáveis.

Não é pouco! Desnecessário dizer aqui que caberia, ao chefe de Estado, nesses tempos de agruras, firmar-se como líder e apaziguador e como alguém capaz de construir pontes e não de dinamitá-las, tornando a situação irreversível.

Para aqueles que, por suas características de espírito, não possuem a capacidade de construir concessos e estabelecer laços de união, a história ensina e recomenda que jamais sejam alçados a postos de comando, sob pena de lançar irmãos contra irmãos. Essa é uma lição que é preciso aprender com rapidez, quem sabe antes de 2022.

A frase que foi pronunciada:

A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos.”

Albert Einstein

Albert Einstein. Foto: Arthur Sasse/Nate D Sanders Auctions/Reprodução

Comunidade

Depois da celeuma causada com o PLC 69, o famoso projeto que arranca o sossego das residências, o deputado que se propôs a intermediar a comunidade com o parlamento local foi Rafael Prudente. Brasília é uma cidade politizada por natureza. A mobilização popular salvou a área verde que temos hoje no Parque Olhos D’Água e pode salvar muito mais.

Deputado Distrital Rafael Prudente. Foto: agendacapital.com

Espaço para todos

Ninguém imagina a guerra nos bastidores das clínicas veterinárias da cidade. É mais ou menos a mesma coisa do que ocorre com algumas construtoras. Quando alguém sério aparece, oferecendo um serviço destacado, agradando o consumidor com a qualidade e compromisso, daí é perseguição na certa.

Foto: iStock

Saúde

Está na hora de cuidar da audição dos motoristas de alguns ônibus que fazem longos percursos. É insuportável.

Foto: jcmoreira.adv

Estrago

Outro animal que precisa de atenção por causa da proliferação excessiva é o periquito. A ave destrói os forros das casas e, várias vezes, o pessoal de TV a cabo é chamado para trocar fiação destruída por esse pequeno pássaro.

Foto: wikiaves.com

Estímulo irrefletido

Flávio Gordon surpreende no livro A Corrupção da Inteligência, lamentando “que aquele vício positivista tenha nos legado um sentido pueril de “objetividade”, que terminou por devastar a prosa não ficcional contemporânea.” O autor comenta que, nos manuais de redação e livros de cursinho, as regras padronizadas como “evite adjetivos” ou “use apenas a forma denotativa”, “prime pela impessoalidade” trazem a ideia do texto sem sujeito “como que extraída pronta da natureza. Uma linguagem só de objetos.”

Foto: aluizioamorim.blogspot.com

História de Brasília

Da satisfação à gente ver a disposição de ser mantido o Plano de Brasília, que tem demonstrado, até agora o sr. Sette Câmara. (Publicada em 07/02/1962)

Brasil e o mundo perante a ameaça climática

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Foto: Sean Gallup/Getty Images

 

Tamanho é destino. Pelo menos é o que sempre dizia o filósofo de Mondubim. Em se tratando de uma questão tão vital e urgente aos seres humanos, como as mudanças climáticas, a continentalidade do Brasil e o fato de esse território enorme concentrar a maior floresta tropical do planeta, por onde corre também o mais volumoso e precioso curso d’água doce do mundo, confere, ao nosso país, independentemente daqueles que pensam o contrário, incluindo aqui o atual governo, e aos brasileiros, uma imensa responsabilidade no combate ao efeito estufa, responsável pelo aquecimento acentuado da Terra.
Não há como fugir ou fingir que esse é um problema que compete exclusivamente aos países desenvolvidos e que tradicionalmente sempre emitiram gases como o CO2 (dióxido de carbono) e o CH4 (metano), responsáveis pelos efeitos danosos do aquecimento desenfreado da atmosfera planetária nos últimos dois séculos. Trata-se de um problema de escala global e, como tal, sua solução só poderá advir com a colaboração conjunta de cada um dos habitantes do mundo.
O Brasil, nesse contexto, também tem contribuído significativamente com emissões de gases do efeito estufa, quer pelas indústrias que possui em atividade, quer pelo desmatamento intenso, que prossegue em ritmo crescente há décadas, quer pela queima de grandes volumes de combustíveis fósseis. Queimadas nas regiões da Amazônia, no Pantanal e nas áreas de cerrado, mais do que um problema local, têm sido apontadas por cientistas de todo o mundo como um dos principais gargalos a ser contido, caso a humanidade deseje mesmo evitar o pior.
A importância da preservação dos ecossistemas nacionais é fundamental não só para o país, mas para o mundo, alertam os ambientalistas. Vivemos neste século 21 o que seria o maior desafio já enfrentado pelos seres humanos em toda a sua existência.
Apesar dos poucos dados coletados internamente nos últimos 100 anos, mapas de temperatura elaborados aqui e em outras partes do mundo mostram o drástico aumento de temperatura verificado em nosso continente entre os anos 1880 e 1980. Só não veem os efeitos desse aquecimento, que pode levar à nossa extinção como espécie, aqueles que, por alguns motivos pouco nobres ou materiais, não querem enxergar.
A lista de catástrofes climáticas aumenta a cada ano. Aqui mesmo temos visto as secas do Pantanal, a seca dos rios Paraguai e Vermelho. Alertas emitidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que os rios brasileiros vêm registrando, ano após ano, os menores volumes de água dos últimos 91 anos. As secas repetidas na bacia do Rio Paraná vêm se acentuando a um ponto crítico, ameaçando as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Nos próximos anos, os apagões elétricos, os rodízios e mesmo a falta de água serão realidades cada vez mais presentes. Também a Bacia do Rio Paranaíba e do Rio Grande estão com baixas históricas em seus volumes de água, apontando para um período de grande escassez para os humanos e para a geração de energia. A questão aqui é saber por que situações como essas vêm se repetindo com cada vez mais frequência e mais intensidade.
O que estaria por trás desses fenômenos? Para um bom observador, o óbvio é ululante e não carece de mais explicações. Está tudo aí. É preciso destacar que apenas 6,5 % dos brasileiros recebem, em suas casas, água de boa qualidade para o consumo. Até mesmo a antiga capital do país, Rio de Janeiro, sofre com a péssima qualidade da água distribuída aos habitantes. Estações de tratamento de água, como a do Rio Guandu, mais se assemelham a estações de tratamento de esgoto, tal o mau cheiro, a cor e o aspecto geral das águas naquele local.
Aqui no Centro-Oeste, a situação não é melhor, e piora com o passar do tempo. O desmatamento acentuado, motivado pela intensificação do agronegócio, praticado em grandes latifúndios de monocultura, há muito deixou de ser uma ameaça ao delicado equilíbrio do bioma cerrado e já se constitui numa realidade a dizimar, sem piedade, boa parte do ecossistema local, tornando grandes extensões de terra em solo árido e desértico.

 

A frase que foi pronunciada:
“O que digo sobre o aquecimento global é que o que nós tomamos como garantido pode não estar aqui para os nossos filhos.”
Al Gore

 

Insustentável
Está passando do controle o número de capivaras no DF. No Setor de Mansões do Lago Norte, onde o acesso ao lago é permitido por lei, os bichos invadem o gramado, espalham carrapato, deixam um rastro de excrementos e colocam em risco a vida de pequenos animais.

 

Bem comum
Em qualquer região administrativa, é possível atestar o descaso de moradores com a área pública. Invadem sem cerimônia e não questionam esse direito. A consequência é o perigo para motoristas, que perdem a visão da pista para acessá-la e, principalmente, dos pedestres, que se arriscam precisando descer para o asfalto por falta de calçada.

 

História de Brasília
Ninguém, no momento, quis entender isto, e como o dr. Jânio tinha mandado construir, fecharam-se os olhos e ouvidos, e mãos às obras. Ocorre que a obra já foi começada, e só agora veio o bom senso. (Publicada em 07/02/1962)

A insensibilidade diante da vida

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Charge do Cícero

 

Somente aquelas pessoas que, do dia para a noite, necessitaram de um atendimento urgente dos planos de saúde e de todo o intrincado labirinto burocrático, envolvendo exames, cirurgias e tratamento para os pacientes diagnosticados com câncer severo, conhecem, de perto, a realidade fria e crua desse sistema.
Vida e morte, assim como saúde e doença, são para os planos de saúde e para os hospitais particulares, apenas um negócio como outro qualquer. Aliás, um grande e promissor negócio, o que comprova o número exagerado de hospitais e clínicas tocados pela iniciativa privada e espalhados por todas as capitais do país. A arquitetura espetacular desses estabelecimentos comerciais, que intermedeiam a sobrevivência dos indivíduos com o barqueiro Caronte, chamam a atenção dos vivos e nada lembra os tradicionais hospitais e santas casas, sóbrios e acolhedores.
O tempo passou rápido. Hoje tão rendoso quanto escolas particulares, que também existem em grandes números, são esses centros comerciais de saúde. Nem mesmo à antiga classe média, formada por pequenos profissionais liberais, é dada a chance de frequentar esses novos espaços. Trata-se de um privilégio ofertado só à diminuta parcela da sociedade brasileira. Desse modo, não chega a ser surpreendente que a saúde e a educação, dois itens destacados na Constituição de 1988 como direito do cidadão e dever do Estado, não passem de letra morta.
A realidade fez dessas leis magnas o que se faz com os brasileiros de segunda classe. Tanto a Lei nº 9.656/98 quanto o Código de Defesa do Consumidor que regulamentam, na teoria, a atuação das operadoras dos planos de saúde, que contam com cerca de 50 milhões de consumidores, não têm, do ponto de vista dos pacientes com câncer, a capacidade de atendimento adequado, a tempo e a hora. Por isso mesmo, não são poucas as reclamações endereçadas aos órgãos de controle, sempre míopes ou pressionados pelo lobby poderoso dessas empresas. Na hora em que a situação aperta, muitos cidadãos podem verificar o quanto funciona, na prática, a presteza e a eficiência desses planos.
Inúmeros e repetidos são os casos de pacientes enfermos que se valem de ações e mandados emergenciais ante a Justiça para o cumprimento dos contratos ou, simplesmente, para ordenar aos hospitais obediência às formalidades de internação, exames e outros procedimentos. O desespero de familiares, apanhados com a notícia súbita de uma doença grave, ao mesmo tempo em que retira a lucidez para os trâmites burocráticos exigidos, é aproveitado pelas seguradoras e pelos hospitais para introduzirem exigências e elevar os custos dos atendimentos.
É uma situação desigual, experimentada por inúmeras famílias brasileiras. Num país onde ser preso ou ser solto, ser condenado ou absolvido ou ser aceito ou rejeitado depende do poder do dinheiro, não surpreende que viver ou morrer passe a ser também uma questão entre possuir ou não recursos financeiros. Para os idosos e os acometidos de tumores malignos, que precisam de pronto atendimento, essa tem sido uma situação deveras dramática, embora não tenha sido capaz, até o momento, de sensibilizar e mobilizar a classe política e os dirigentes. Mesmo aqueles que, por suas posições de relevo e de decisão na máquina do Estado, poderiam cuidar de tão delicada questão, ela não parece ser um problema que mereça decisão rápida.
O veto do presidente Bolsonaro ao projeto de autoria do senador brasiliense Antônio Reguffe, abrindo espaço para a incorporação pelas operadoras dos planos de saúde da adoção de 23 novos medicamentos orais para pacientes com câncer, complicou uma situação que, em si, era grave e defendida, inclusive, por entidades médicas de todo o país. Mais uma vez, venceram os planos de saúde e, por tabela, os hospitais particulares, que parecem operar em um conluio conjunto com essas empresas. Perdem os brasileiros que querem viver.
A frase que foi pronunciada
“Para isso, é que serve o nosso mandato. Para servir à população. Não podem os diretores da ANS serem aprovados aqui de forma automática. Há artimanhas das operadoras de planos de saúde.”
Senador Antônio Reguffe
Senador Reguffe. Foto: senado.leg.br
História de Brasília
Notícia excelente para o Setor de Indústria e Abastecimento: chegou ontem a Brasília a primeira turbina termoelétrica do SIA. Amanhã ou depois, chegará outra e, até maio, estarão as duas funcionando. (Publicada em 7/2/1962)

Ciro: o abre alas para 2022

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Foto: Isac Nóbrega/PR

 

Com a posse concorrida e que lotou o grande salão do Palácio do Planalto, o atual ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, um dos próceres do Centrão, pretendeu, com a solenidade pomposa e desnecessária em tempos de pandemia, mandar um recado ao seu entorno próximo e, quiçá, ao próprio presidente de que doravante haverá, no coração do Poder Executivo, alguém com a caneta e verbas nas mãos, capaz de transformar o que era apenas um tênue projeto político de apoio parlamentar em algo concreto e questuoso.
Em troca, o presidente espera, ou pelo menos alimenta a esperança, que Ciro, além das articulações que promete fazer, aplaine o caminho que poderá levar Bolsonaro à nova vitória em 2022. É nisso que se resume todo esse esforço para trazer o Centrão para dentro do governo. Chega a ser curioso observar toda essa pantomima da política nacional, prevendo, inclusive, seus possíveis desfechos, apenas para constatar o quão nefasto tem sido para o país o modelo de reeleição para cargos majoritários, ainda mais quando se vê no poder alguém que não abdica, um dia sequer, de descer do palanque para governar de fato.
É com essa agenda permanente que o atual presidente mantém, em estado de suspensão, todo o seu governo, vivendo o presente em função do que poderá ser, no futuro, seu próximo mandato. Trata-se de algo surreal e que copia, letra por letra, outros governos que o precederam, como é o caso de Lula, que fazia do seu governo também um vir a ser permanente. Com Ciro, o Executivo, comandado por Jair, não se aproxima do Congresso propriamente dito, como querem fazer acreditar, apenas o torna devedor de uma ala do parlamento, famosa por seu apetite pela estrutura do Estado.
Essa história de que o Executivo e o Legislativo serão, daqui para frente, um só poder, como afirmou o presidente durante a solenidade, não só distorce toda a teoria tripartite dos Poderes como lhe confere um novo propósito de fazer cumprir os desejos de um amplo grupo, formado por indivíduos avessos à moral e à ética pública.
Uma espécie de parlamentarismo de compadrio, em que as responsabilidades e os papéis de cada um com a coisa pública são diluídos e inexistentes. Um arremedo de república. Resta saber em que consistirá a tal articulação que será feita pelo chefe da Casa Civil. Se for parecida com a que era realizada nos tempos dos governos petistas, estaremos vendo a repetição de equívocos que deu no que deu.
Também não é possível saber o que quer dizer a expressão “a democracia é líquida e certa”, dita pelo empossado, ao garantir que está nessa nova posição apenas para zelar por sua manutenção. Para aqueles que ainda tinham dúvidas sobre o exato papel que caberá ao ministro no governo, o próprio Ciro não escondeu que sua missão será a de conduzir o país às eleições do ano que vem. “Temos agora, até o final do atual governo, um período que conduzirá às eleições de 2022. E é nosso dever preparar o país para chegar às eleições da forma certa, com a economia no rumo certo, com a política ajustada da maneira certa, com a vacinação garantida e certa para todos os brasileiros”, disse.
De posse dessa informação, fica um tanto evidente que caberá ao ministro Ciro as providências necessárias para que a máquina pública seja disposta, com todo o seu peso, para ajudar na reeleição de Bolsonaro. Nada diferente do que vem sendo feito há décadas e que tantos prejuízos tem causado a nossa democracia, ao permitir a perpetuação de governos populistas pouco sintonizados com a realidade nacional. É disso que se trata.
 
A frase que foi pronunciada
“Nossas pesquisas apontam que uma das características do bolsonarismo — e tão importante quanto entender seu início é buscar definir esse fenômeno — não é ser ‘antidireitos’ e, sim, apresentar uma noção seletiva de direitos.”
Isabela Kalil
Isabela Kalil. Foto: exame.com
Corrupção
Para o senador Alessandro Vieira, o melhor caminho contra a impunidade é uma Justiça rápida, eficiente e igual para todos. O sistema recursal passaria por uma reforma, em que especialmente as Cortes superiores não sofreriam influência do poder político e econômico. Numa entrevista à revista Época, o senador afirmou, dois anos atrás, que há mais de 40 pedidos de impeachment de ministros do STF que nunca foram apreciados, e todos eles com denúncias gravíssimas. “Num país verdadeiramente democrático, ninguém deve estar acima da lei”, sentenciou o parlamentar.
Foto: Divulgação/Senado Federal
Segurança
Novidade no Aeroporto de Brasília. Depois do consentimento e cadastro do passageiro, o embarque adotará o reconhecimento facial como forma mais segura de identificação. Florianópolis, Rio, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte já adotaram o protocolo.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
História de Brasília
As invasões continuam, a impunidade também. Qualquer um pode construir um barraco em terreno alheio. A próxima e simpática campanha do prefeito bem que poderia ser a extinção dos barracos no Plano Piloto. (Publicada em 6/2/1962)

Imprensa livre existe para a democracia e não para governos

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Ilustração: amp.aquinoticias.com

 

Imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”, ensinava o Guru do Méier, Millôr Fernandes. E com muita razão. É com essa bandeira que deveriam se mover os principais órgãos informativos do país. Mas, infelizmente, não é isso o que acontece na maioria das vezes. Óbvio que ao não se posicionar, corajosamente e com independência, sobre a miríade de governos que vêm e vão, ao sabor dos ventos das eleições, quem primeiro perde é o cidadão, seguido dos próprios órgãos de imprensa e de seus profissionais que passam a experimentar o descrédito. Nada é mais fatal, para toda e qualquer mídia, do que o descrédito do cidadão.

O papel de estar em conformidade e em consonância com emanadas de determinados governos deve ser sempre restringido aos órgãos ditos chapa branca, que possuem o mister de defender essas posições. Para isso são criados e bem pagos, inclusive, com recursos oriundos dos pagadores de impostos, mesmo aqueles que não estão de acordo com o governo. É da democracia e tem funcionado assim na maioria dos países desenvolvidos. Ocorre que, nessas nações, a existência da fiscalização sobre os recursos públicos utilizados para fazer propagandas personalistas e de cunho político-partidário é eficiente e causa estragos aos que cometem esses delitos. Não é o caso do Brasil, onde a relação entre os Poderes de nossa República é, na maioria das vezes, organizado segundo quesitos de compadrio e de benefícios mútuos, ou seja, longe do interesse público.

Mesmo os órgãos que poderiam fiscalizar a ocorrência de abusos estão sob o comando de personagens oriundas desse pequeno mundo político e partidário, onde a elasticidade entre o que é ou não legal é infinita. Em governos de viés autoritários, como parece ser o caso atual e de outros do nosso passado recente, as secretarias de comunicação do Executivo e de outros Poderes possuem a capacidade de eleger, e mesmo “cancelar”, aqueles órgãos de imprensa que se mostram demasiadamente independentes e que, por isso, criticam o governo.

As conhecidas listas negras, contendo nomes de profissionais e de seus respectivos órgãos, existem e têm funcionado em todos os governos desde sempre. De tão comuns, esses órgãos institucionais agem sem receio de ações na justiça. A caixa-preta, representada pelos órgãos institucionais de divulgação das ações governamentais, tem sido apontada, amiúde, como setores que abusam das falhas da justiça, agindo abertamente contra uns e em favorecimento daqueles órgãos dóceis aos mandatários.

Trata-se aqui de uma distorção desses órgãos do governo e um perigo para a transparência e para a democracia. Os ensinamentos vindos recentemente de países como a Venezuela, que possuía, outrora, um imenso e variado parque formado por órgãos de imprensa independentes e profissionais e que foram, pouco a pouco, sendo perseguidos e banidos do país, para dar lugar a uma imprensa oficial e de louvores ao governo ditatorial, mostra bem o caminho perigoso e sempre presente percorrido pela imprensa livre que se deixa controlar por mandatários. O caminho utilizado pelos governos para sufocarem os órgãos de imprensa livre “rebeldes” é sempre cruel e feito pelo estrangulamento dos recursos financeiros e outras verbas públicas e publicitárias, que deveriam ser democraticamente distribuídas aos diversos veículos de informação, independentemente da posição política de cada um.

Esse tem sido, desde sempre, um tema sensível e que diz respeito à qualidade da democracia que desejamos para o país. Por essa e por outras razões, esse não é um assunto que o leitor encontra com facilidade sendo debatido com a clareza e a profundidade que merecem os brasileiros. O que não se pode é assistir, pacificamente, a transformação de determinados veículos de imprensa, alguns deles tradicionais e já consolidados, há anos, junto aos espectadores, ouvintes e leitores, em órgãos de divulgação e de defesa cega desse ou de qualquer outro governo.

A democracia não pode sobreviver à unanimidade de opinião, mas suporta, com certeza, a oposição serena e certeira da imprensa livre. É para isso que ela existe.

A frase que foi pronunciada:

Quero viver para ver o PT ter uma oposição do nível dele. Ô partido bom de briga!”

Dona Dita lembrando da falta de adversários do partido dos trabalhadores.

Foto: pt.org.br

Prata da Casa

Dr. José Moreira é um neurocirurgião que coleciona elogios dos pacientes. Por coisas simples como dar atenção, conversar, pesquisar e cuidar até que o diagnóstico certo venha à tona. Um dia foi visto na parada de ônibus do Pátio Brasil. Humildade, sabedoria e ciência numa pessoa só!

Loucos

O Conselho Comunitário do Lago Sul e a Associação Comunitária da Península Norte estão unidos contra a LUOS, que autoriza a mesclagem de negócios em área habitacional. Definitivamente, uma lei como a LUOS só seria aprovada por quem odeia os cidadãos brasilienses. A própria cidade foi projetada para deixar uma boa distância entre comércio e moradia.

Imagem: lagosul.com.br

História de Brasília

Os candangos também participam da proteção às árvores. Agora mesmo recebo uma carta nesses termos: “Ilustre senhor, é com prazer que informo que serei o protetor de 3 árvores em princípio de vida na W3 em frente à quadra 3 lote 1 a 4. Esses lotes estão em construção, sendo eu o encarregado da mesma. A companhia Graça Couto de certo não me impede e eu com muito prazer protegerei essas 3 futuras lindas árvores, enquanto durar a construção. Faço ainda um apelo para que todos os meus colegas procedam da mesma forma. Com a maior admiração por V.Sa. José Pereira Montola.” (Publicada em 06.02.1962)

O preço a ser pago

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Charge do Myrria (acritica.com)

 

Num país onde o cobertor das finanças públicas é sempre curto em razão da má gestão desses recursos e pelo pendor perdulário da maioria dos governos, quando falta dinheiro de um lado, o único jeito é retirar de outra rubrica, mesmo que essa seja prioritária e urgente para o atendimento da população.

Assim é que todos os dias o cidadão assiste ao noticiário informando uma sequência ininterrupta de transferências de bilhões de reais que são alocados de setores como a pesquisa, educação, cultura, saúde e outras de interesse direto da população para cobrir rombos ou para complementar projetos como fundo eleitoral, emendas de bancadas, emendas individuais, emendas de relatoria, emendas de comissão, fundo partidário e uma infinidade de outros projetos de agrado dos políticos.

Dezenas de bilhões de reais são retirados de onde realmente são precisos, para serem deslocados para onde não fazem a menor falta, sobretudo quando se constata a situação de penúria experimentada nesse momento pelo grosso da população, com o aumento do desemprego, da fome, da pobreza, submetidas ainda aos rigores de uma pandemia má gerida, desde o início.

Não há justificativa possível, capaz de fazer com que o brasileiro médio compreenda e aceite esses remanejamentos como sendo naturais e próprios da gestão administrativa do Estado.

O que salta aos olhos, logo de saída, é a insensibilidade para o que realmente importa e reclama medidas imediatas. A situação chega num crescendo tão absurdo, que leva o cidadão esfolado a acreditar que, diante dos altíssimos custos cobrados para que tenhamos um país pretensamente democrático, melhor mesmo seria regressarmos a um modelo de estado centralizado e enxuto. O fato é que para mantermos o atual status quo de nosso modelo de república, avaliado como o mais caro de todo o planeta, temos que repensar vantagens e prejuízos, sob pena de inviabilizarmos ou uma coisa, ou outra.

Temos as mais caras eleições do planeta, os mais caros parlamentares, o mais caro sistema de justiça, a mais numerosa quantidade de indivíduos ostentando o odioso foro privilegiado e por aí vai… Ou melhor, por aí é que não se deve ir.

O que causa espanto é que, diante de uma situação adversa dessa magnitude, ainda é possível incluir nesse baile tardio do Império os valores que serão cobrados pelo pseudoapoio do Centrão ao governo. Trata-se de uma conta que, para o bem da moralidade pública fugidia, não é divulgada e, por certo, será selada como segredo de Estado pelos próximos cem anos. A notícia ruim agora, sob forma de um calote oficial, diz que o governo parcelará por tempo indefinido o pagamento de precatório, medida essa que vai pegar principalmente aqueles que não possuem meios de pressão e lobby.

Para as elites do Estado, esses pagamentos já foram acertados há anos. Para professores e outros servidores, muitos dos quais já falecidos, há décadas, esses pagamentos não serão feitos antes da virada do século. E saber que o governo retira da população recursos vitais que, mais tarde, recusa a devolvê-los, mesmo em caso de vida e morte. É a brutalidade do sistema e o preço a ser pago para que tudo permaneça como está.

A frase que não foi pronunciada:

Quantos parlamentares teriam coragem de propor um referendo para a população brasileira escolher com uma pergunta clara: Você é à favor do voto impresso dentro da urna eletrônica?”

Dona Dita, com um sorriso de canto.

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Memória

Muito bem lembrada, por João Vicente Costa, a história de Brasília sobre o Sr. Jerônimo e D.ª Victória Abbadia Bezerra e Silva (viveu até os 102 anos), que vieram para Brasília em 1956 e ajudaram, com muito trabalho, a construir Brasília. Eram um dos primeiros moradores de onde seria a capital do país. Donos legítimos de muitos hectares. Que fique o registro desse casal que abraçou a nova capital com entusiasmo.

Páginas viradas?

Como a venda de livros caiu amargamente, vendedores estão apelando para a criatividade para chamar atenção das pessoas. Em uma estante de uma cor só, o cartaz diz: “Não me lembro do título, mas a capa era vermelha.” Na outra, os livros com os títulos voltados para trás e a placa indica: “Mistérios”.

Bomba

Publicada no jornal da universidade de Berkeley, na Califórnia, entrevista com Joel Moskowitz, que é pesquisador da Escola de Saúde Pública e diretor do Centro de Saúde Familiar e Comunitária da UC Berkeley. O professor aponta os perigos da radiação dos aparelhos de celular e o efeito que o uso prolongado pode causar às células humanas. Veja o texto em português a seguir.

–> Moskowitz: A radiação do celular é prejudicial, mas poucos querem acreditar

Por Anne Brice , Berkeley News | 1 ° DE JULHO DE 2021

mulher andando e falando ao telefone em uma estação de metrô à noite
A grande maioria dos adultos americanos – 97% – possui algum tipo de celular, de acordo com o Pew Research Center . (Foto de Susanne Nilsson via Flickr)

Por mais de uma década, Joel Moskowitz , pesquisador da Escola de Saúde Pública da UC Berkeley e diretor do Centro de Saúde Familiar e Comunitária de Berkeley, tem procurado provar que a radiação de telefones celulares não é segura. Mas, disse ele, a maioria das pessoas não quer ouvir.

“As pessoas são viciadas em smartphones”, disse Moskowitz. “Nós os usamos para tudo agora e, de muitas maneiras, precisamos que funcionem em nosso dia a dia. Acho que a ideia de que eles estão potencialmente prejudicando nossa saúde é demais para algumas pessoas. ”

Desde que os telefones celulares chegaram ao mercado em 1983, eles passaram de dispositivos desajeitados com má recepção para smartphones multifuncionais elegantes de hoje. E embora os telefones celulares sejam usados por quase todos os adultos americanos , pesquisas consideráveis sugerem que o uso a longo prazo apresenta riscos à saúde por causa da radiação que emitem, disse Moskowitz.

Joel Moskowitz
Joel Moskowitz é pesquisador da Escola de Saúde Pública e diretor do Centro de Saúde Familiar e Comunitária da UC Berkeley. (Foto da Escola de Saúde Pública)

“Celulares, torres de celular e outros dispositivos sem fio são regulamentados pela maioria dos governos”, disse Moskowitz. “Nosso governo, no entanto, parou de financiar pesquisas sobre os efeitos da radiação de radiofrequência na saúde na década de 1990”.

Desde então, ele disse, a pesquisa mostrou efeitos biológicos e de saúde adversos significativos – incluindo câncer no cérebro – associados ao uso de telefones celulares e outros dispositivos sem fio. E agora, disse ele, com a quinta geração da tecnologia celular, conhecida como 5G, há um motivo ainda maior para preocupação .

O Berkeley News conversou com Moskowitz sobre os riscos à saúde da radiação de celulares, por que o assunto é tão polêmico e o que podemos esperar com o lançamento do 5G.

Berkeley News: Acho que devemos abordar o quanto essa pesquisa é controversa. Alguns cientistas afirmam que essas descobertas são infundadas e que não há evidências suficientes de que a radiação do celular seja prejudicial à saúde. Como você responde a isso?

Joel Moskowitz: Bem, em primeiro lugar, poucos cientistas neste país podem falar com conhecimento de causa sobre os efeitos da tecnologia sem fio na saúde. Portanto, não estou surpreso que as pessoas sejam céticas, mas isso não significa que as descobertas não sejam válidas.

Um grande motivo pelo qual não há mais pesquisas sobre os riscos à saúde da exposição à radiação de radiofrequência é porque o governo dos EUA parou de financiar essa pesquisa na década de 1990, com exceção de um estudo de roedores de $ 30 milhões publicado em 2018 pelo National Institute of Environmental Health Sciences ‘Programa Nacional de Toxicologia, que encontrou “evidências claras” de carcinogenicidade da radiação do celular.

Em 1996, a Federal Communications Commission, ou FCC, adotou diretrizes de exposição que limitavam a intensidade da exposição à radiação de radiofrequência. Essas diretrizes foram elaboradas para evitar o aquecimento significativo do tecido devido à exposição de curto prazo à radiação de radiofrequência, não para nos proteger dos efeitos da exposição de longo prazo a baixos níveis de radiação de radiofrequência modulada ou pulsada, que é produzida por telefones celulares, sem fio telefones e outros dispositivos sem fio, incluindo Wi-Fi. No entanto, a preponderância de pesquisas publicadas desde 1990 encontra efeitos adversos biológicos e para a saúde da exposição de longo prazo à radiação de radiofrequência, incluindo danos ao DNA.

Mais de 250 cientistas, que publicaram mais de 2.000 artigos e cartas em periódicos profissionais sobre os efeitos biológicos e à saúde de campos eletromagnéticos não ionizantes produzidos por dispositivos sem fio, incluindo telefones celulares, assinaram o International EMF Scientist Appeal , que pede advertências e limites de exposição mais fortes. Portanto, há muitos cientistas que concordam que essa radiação é prejudicial à nossa saúde.

Ouvi você falar pela primeira vez sobre os riscos à saúde da radiação de telefones celulares em Berkeley em 2019, mas você tem feito essa pesquisa desde 2009. O que o levou a fazer essa pesquisa?

Eu entrei neste campo por acidente, na verdade. Durante os últimos 40 anos, a maior parte da minha pesquisa se concentrou na prevenção de doenças relacionadas ao tabaco. Eu comecei a me interessar pela radiação de telefones celulares em 2008, quando o Dr. Seung-Kwon Myung, um médico cientista do National Cancer Center da Coreia do Sul, veio passar um ano no Center for Family and Community Health. Ele estava envolvido em nossos projetos de cessação do tabagismo e trabalhamos com ele e seus colegas em duas revisões da literatura, uma das quais abordou o risco de tumor pelo uso de telefones celulares.

Naquela época, eu não acreditava que a radiação do celular pudesse ser prejudicial. Porém, por ter dúvidas de que a radiação do celular pudesse causar câncer, mergulhei na literatura a respeito dos efeitos biológicos da radiação de micro-ondas de baixa intensidade, emitida por celulares e outros dispositivos sem fio.

Depois de ler muitos estudos de toxicologia animal que descobriram que essa radiação poderia aumentar o estresse oxidativo – radicais livres, proteínas do estresse e danos ao DNA – fiquei cada vez mais convencido de que o que estávamos observando em nossa revisão de estudos em humanos era de fato um risco real.

Enquanto Myung e seus colegas estavam visitando o Center for Family and Community Health, você revisou estudos de caso-controle que examinaram a associação entre o uso de telefone celular e o risco de tumor. O que você achou?

Nossa revisão de 2009 , publicada no Journal of Clinical Oncology , descobriu que o uso pesado de telefones celulares estava associado ao aumento da incidência de câncer no cérebro, especialmente em estudos que usaram métodos de maior qualidade e estudos que não tiveram financiamento da indústria de telecomunicações.

No ano passado, atualizamos nossa revisão , publicada no Jornal Internacional de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública , com base em uma meta-análise de 46 estudos de caso-controle – o dobro de estudos que usamos em nossa revisão de 2009 – e obtivemos resultados semelhantes. Nossa principal conclusão da revisão atual é que aproximadamente 1.000 horas de uso vitalício do celular, ou cerca de 17 minutos por dia em um período de 10 anos, está associado a um aumento estatisticamente significativo de 60% no câncer cerebral.

Por que o governo parou de financiar esse tipo de pesquisa?

O setor de telecomunicações tem o controle quase total da FCC, de acordo com a Captured Agency , uma monografia escrita pelo jornalista Norm Alster durante sua bolsa de 2014-15 no Centro de Ética da Universidade de Harvard. Há uma porta giratória entre a filiação à FCC e pessoas de alto nível na indústria de telecomunicações que já dura algumas décadas.

A indústria gasta cerca de US $ 100 milhões por ano fazendo lobby no Congresso. A CTIA , que é o maior grupo de lobby de telecomunicações, gasta US $ 12,5 milhões por ano com 70 lobistas. De acordo com um de seus porta-vozes, os lobistas se reúnem cerca de 500 vezes por ano com a FCC para fazer lobby em várias questões. A indústria como um todo gasta US $ 132 milhões por ano em lobby e fornece US $ 18 milhões em contribuições políticas para membros do Congresso e outros no nível federal.

A influência da indústria de telecomunicações sobre a FCC, como você descreve, me lembra da indústria do tabaco e do poder da publicidade que ela tinha ao minimizar os riscos de fumar.

Sim, existem fortes paralelos entre o que a indústria de telecomunicações fez e o que a indústria do tabaco fez, em termos de marketing e controle de mensagens para o público. Na década de 1940, as empresas de tabaco contrataram médicos e dentistas para endossar seus produtos a fim de reduzir as preocupações de saúde pública sobre os riscos do fumo. O CTIA atualmente usa um físico nuclear da academia para garantir aos formuladores de políticas que a radiação de microondas é segura. A indústria de telecomunicações não apenas usa o manual da indústria do tabaco, mas é mais econômica e politicamente poderosa do que as Big Tobacco jamais foram. Este ano, a indústria de telecomunicações gastará mais de US $ 18 bilhões em publicidade de tecnologia celular em todo o mundo.

Você mencionou que os telefones celulares e outros dispositivos sem fio usam radiação de radiofrequência modulada ou pulsada. Você pode explicar como os telefones celulares e outros dispositivos sem fio funcionam e como a radiação que eles emitem é diferente da radiação de outros eletrodomésticos, como um microondas?

Basicamente, quando você faz uma chamada, você tem um rádio e um transmissor. Ele transmite um sinal para a torre de celular mais próxima. Cada torre de celular possui uma célula geográfica, por assim dizer, na qual pode se comunicar com telefones celulares dentro daquela região geográfica ou celular.

Em seguida, essa torre de celular se comunica com uma estação de comutação, que então procura para quem você está tentando ligar e se conecta por meio de um cabo de cobre ou fibra óptica ou, em muitos casos, uma conexão sem fio por radiação de microondas com o ponto de acesso sem fio . Então, esse ponto de acesso se comunica diretamente por meio de fios de cobre por meio de um telefone fixo ou, se você estiver ligando para outro celular, enviará um sinal para uma torre de celular dentro da célula do receptor e assim por diante.

A diferença é o tipo de radiação de microondas que cada dispositivo emite. No que diz respeito aos telefones celulares e Wi-Fi e Bluetooth, existe um componente de coleta de informações. As ondas são moduladas e pulsadas de uma maneira muito diferente do seu forno de micro-ondas.

Quais são, especificamente, alguns dos efeitos à saúde associados à exposição de longo prazo à radiação de radiofrequência modulada de baixo nível emitida por dispositivos sem fio?

Muitos biólogos e cientistas do campo eletromagnético acreditam que a modulação de dispositivos sem fio torna a energia mais biologicamente ativa, o que interfere em nossos mecanismos celulares, abrindo canais de cálcio, por exemplo, e permitindo que o cálcio flua para a célula e para as mitocôndrias dentro da célula, interferindo em nossos processos celulares naturais e levando à criação de proteínas de estresse e radicais livres e, possivelmente, danos ao DNA. E, em outros casos, pode levar à morte celular.

Em 2001, com base na pesquisa epidemiológica biológica e humana, os campos de baixa frequência foram classificados como “possivelmente carcinogênicos” pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde. Em 2011, o IARC classificou a radiação de radiofrequência como “possivelmente carcinogênica para humanos”, com base em estudos de radiação de celular e risco de tumor cerebral em humanos. Atualmente, temos consideravelmente mais evidências que justificariam uma classificação mais forte.

Mais recentemente, em 1º de março de 2021, foi divulgado relatório do ex-diretor do Centro Nacional de Saúde Ambiental dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças , que concluiu que há uma “alta probabilidade” de que a radiação de radiofrequência emitida por celulares cause gliomas e neuromas acústicos, dois tipos de tumores cerebrais.

Vamos falar sobre a quinta geração da tecnologia de celular, conhecida como 5G, que já está disponível em áreas limitadas nos Estados Unidos. O que isso significa para os usuários de celular e que mudanças virão com isso?

Pela primeira vez, além do micro-ondas, essa tecnologia vai empregar ondas milimétricas, que têm frequência muito maior do que as micro-ondas usadas pelo 3G e 4G. As ondas milimétricas não podem viajar muito longe e são bloqueadas por neblina ou chuva, árvores e materiais de construção, então a indústria estima que precisará de 800.000 novos locais de antenas de celular.

Cada um desses sites pode ter antenas celulares de vários provedores de telefonia celular, e cada uma dessas antenas pode ter microarrays consistindo em dezenas ou mesmo centenas de pequenas antenas. Nos próximos anos, nos Estados Unidos, veremos a implantação de cerca de 2,5 vezes mais antenas do que o uso atual, a menos que os defensores da segurança sem fio e seus representantes no Congresso ou no sistema judiciário parem com isso.

Como as ondas milimétricas são diferentes das microondas, em termos de como elas afetam nossos corpos e o meio ambiente?

A radiação de ondas milimétricas é amplamente absorvida na pele, nas glândulas sudoríparas, nos nervos periféricos, nos olhos e nos testículos, com base no corpo de pesquisas que tem sido feito em ondas milimétricas . Além disso, essa radiação pode causar hipersensibilidade e alterações bioquímicas nos sistemas imunológico e circulatório – coração, fígado, rins e cérebro.

Ondas milimétricas também podem prejudicar insetos e promover o crescimento de patógenos resistentes a medicamentos, portanto, é provável que tenham alguns efeitos ambientais generalizados para os microambientes ao redor dessas antenas celulares.

Quais são algumas coisas simples que cada um de nós pode fazer para reduzir o risco de danos causados pela radiação de telefones celulares e outros dispositivos sem fio?

Primeiro, minimize o uso de telefones celulares ou sem fio – use um telefone fixo sempre que possível. Se você usa um telefone celular, desligue o Wi-Fi e o Bluetooth se não os estiver usando. No entanto, quando estiver perto de um roteador Wi-Fi, seria melhor usar seu celular no Wi-Fi e desligar o celular, porque isso provavelmente resultará em menos exposição à radiação do que usar a rede celular.

Em segundo lugar, a distância é sua amiga. Manter o celular a 25 centímetros de distância do corpo, em comparação com um décimo de polegada, resulta em uma redução de 10.000 vezes na exposição. Portanto, mantenha o telefone longe da cabeça e do corpo. Guarde seu telefone em uma bolsa ou mochila. Se você tiver que colocá-lo no bolso, coloque-o no modo avião. Envie mensagens de texto, use fones de ouvido com fio ou viva-voz para fazer chamadas. Não durma com ele próximo à sua cabeça – desligue-o ou coloque-o em outro cômodo.

Terceiro, use o telefone apenas quando o sinal for forte. Os telefones celulares são programados para aumentar a radiação quando o sinal é fraco, ou seja, quando uma ou duas barras são exibidas em seu telefone. Por exemplo, não use o telefone no elevador ou no carro, pois as estruturas metálicas interferem no sinal.

Além disso, incentivo as pessoas a aprenderem mais sobre os mais de 150 grupos locais afiliados ao Americans for Responsible Technology , que estão trabalhando para educar os formuladores de políticas, incitando-os a adotar regulamentos de torres de celular e limites de exposição que protegem totalmente a nós e ao meio ambiente dos danos causados por radiação sem fio.

Para dicas de segurança sobre como reduzir a exposição à radiação sem fio do Departamento de Saúde Pública da Califórnia e outras organizações, Moskowitz recomenda que os leitores visitem seu site, saferemr.com , Physicians for Safe Technology e Environmental Health Trust.

Historinha de Brasília

Ainda sobre o caso Ney Braga, recebo nôvo telegrama que faço questão de substituir ao primeiro: “Tomando conhecimento retificação feita em sua coluna no “Correio Braziliense” louvo sua atitude, própria dos verdadeiros profissionais de imprensa. Grato. Ney Braga, governador do Paraná”. (Publicado em 06.02.1962)

Reeleição, o coronelismo moderno

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Charge do André

 

É sabido que promessa de político vale tanto quanto uma nota de três reais. Boa parte da população já aprendeu, com o processo farsesco das eleições, que é, nessa época, que os candidatos parecem surgir em grandes cupinzamas saindo do subsolo profundo da terra e logo querendo ganhar as alturas incomensuráveis dos céus.

Repetia o filósofo de Mondubim que formiga, quando quer se perder, cria asas. Hoje, já se sabe que político, quando busca esse acasalamento furtivo com o eleitor, promete o que ele reconhece, no íntimo do que lhe resta de razão e ética, não poder cumprir jamais. Como não existe ainda recall político ou cláusulas no código de leis, capazes de penalizar aqueles que fazem propaganda política enganosa, o vale tudo nessa área é a regra geral. A questão ganha relevância, chegando a prejudicar, diretamente, o cidadão, quando algumas dessas promessas irrealizáveis de mascate produzem crises sistêmicas a afetar, indistintamente, a vida de todos, atingindo, inclusive, o desenvolvimento econômico do país.

No caso do atual presidente, ficamos apenas naquela promessa de acabar com o instituto da reeleição, comprometimento esse que fez questão de enfatizar enquanto corriam soltas as campanhas. A decepção com esse perjúrio, em especial, acabou se estendendo e contaminando também todo o mandato do atual presidente, que segue, impávido, em procissões de motoqueiros por todo o país, ou em outros desfiles de fundo eleitoreiro, estendendo, sem interrupção, a campanha de 2018 até 2022. Fosse essa apenas mais uma promessa como outra qualquer, nada de anormal estaria no horizonte. Mas, além de permanecer 24 horas do dia em campanha, deixando as obrigações do Executivo de lado, o que mais afeta o país e o cidadão é que o instituto da reeleição para cargos executivos e mesmo no Legislativo, vem, a par i passo, minando a qualidade do nosso sistema democrático, pelo simples fato de que as premissas legais dessa recondução, não absolutamente respeitadas, fazem do detentor do mandato um candidato com todos os potenciais para ser reeleito e sem chances para os concorrentes.

O uso descarado da máquina pública em favor do mandatário que mira a reeleição, embora possa ser enquadrado em crime, jamais rende punição, o que estimula, ainda mais, o cometimento desse delito. Nove em cada 10 analistas da vida política do país já chegaram à conclusão de que o instituto da reeleição é prejudicial ao desenvolvimento e aperfeiçoamento da democracia e mantenedor de elites políticas, enclaves de partidos, e toda uma consolidação de exagerados poderes em mãos de mandatários, repetindo, em pleno século XXI, o modelo atrasado do coronelismo e do voto de cabresto, tão nefastos para o Brasil.

Ou caminhamos para a extinção da possibilidade de reeleição, ou estaremos fadados a repetição de enganos e do desmanche do que, minimamente, se entende como República.

A frase que foi pronunciada:

Até outro dia, sobretudo no Nordeste, jovens talentosos beijavam a mão de velhos coronéis para ascender politicamente”.

Haddad, perdido no tempo

Foto: carlossousa.com.br

Proposta lançada

Participação de Paulo Costa no grupo de moradores do Lago Norte lança um desafio. “O lago norte tem todas as condições de ser a primeira cidade Lixo Zero do DF, através da compostagem.” Que se iniciem as parcerias para a divulgação da empreitada!

© WWF-Brasil

Clínica do Idoso

Médico estudioso, que atende olhando nos olhos do paciente, sem a preocupação constante no relógio? Existe. Dr. Vitor Machado, passa a atender no Centro Médico Lúcio Costa, na 610 Sul. Cartão postado a seguir.

Prata da Casa

Depois de 5 anos de treino, Califa Curi conquistou o prêmio de canoagem oceânica como o primeiro brasileiro a subir no pódio dessa modalidade de esporte. Veja as fotos a seguir.

ACESSE O PORTFÓLIO CALIFA CURY CLICANDO AQUI!

Pelo Brasil

Assim como o astronauta Marcos Pontes serviu a dois governos, o ministro Tarcísio de Freitas, se não ouvir o conselho do ex-presidente Temer, deve ter as iniciativas aproveitadas e continuadas pelos próximos presidentes. Mudar o Brasil pelos trilhos de trem. Assim falou o ministro Tarcísio: “A autorização ferroviária vai promover uma revolução no Brasil. As empresas estão bem estruturadas e podem fazer investimentos até bilionárias nesse modo de transporte”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

História de Brasília

Há de fato, muitos redatores com nível superior, portadores de diploma universitário. Mas não é o caso de se encobrir uma imoralidade com outra. (Publicado em 04/02./1962)

Aposta no caos

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Foto: Sérgio Lima/Poder360

 

Cada dia com sua agonia, repetia o filósofo de Mondubim. O problema é quando a agonia de todos os lados começa a ficar cada vez mais intensa com o passar dos dias. Nesse caso o que se obtém é a formação, no horizonte, de uma tempestade perfeita, prestes a precipitar igualmente sobre todos. É justamente essa armação de um intenso temporal que vamos aguardando, aparvalhados, abater-se sobre o país, suas instituições e, por extensão, em cima da nação, com ameaças veladas de um retrocesso desejado por uns poucos que, dessa tormenta, sonham em colher os frutos da dissipação da democracia. Não se trata aqui de alarmismos sem fundamentos.

A antevisão de fissuras, que agora surgem estampadas e em uníssono, chama a atenção para uma sequência de fatos, muitos oriundos do destempero verbal do chefe do Executivo, das iniciativas do Judiciário e do desespero do Legislativo. Os grupos parecem ter atingido um perigoso ponto de ebulição. De um lado, um cipoal de denúncias que vão emergindo na CPI do Covid do Senado, de outro, senadores exaltados fugindo das suas atribuições e, mais para a direita, na Praça dos Três Poderes, ministros do judiciário arbitrando como no julgamento final.

As repetidas pilherias e outras troças continuam dirigidas aos fantasmas que parecem assombrar esse momento brasileiro. Tentaram evitar o futuro com uma faca afiada rodada no bucho do mais votado. A liturgia do cargo começou a sangrar aí. Sem apoio para divulgar os responsáveis pela tentativa de homicídio, Bolsonaro, amparado por seus eleitores, não consegue a grande mídia nem o Congresso como apoiadores por razões que a própria razão conhece. Poucas figuras do poder dignificam a posição ao criar no imaginário daqueles que prezam pela seriedade e liturgia de tão importante cargo.

A intenção de todos os lados, de enviar recados intimidatórios aos muitos inimigos, revelam  personagens que parecem perdidos e amedrontados, em meio a mata escura, e, por isso, acionam a metralhadora verbal para todos os lados. O problema é quando esse temperamento ciclotímico, que mais lembra um arremedo da figura de Jânio Quadros, sai das raias da caricatura e passa a causar danos às instituições do Estado e a gerar crises sistêmicas, colocando em risco o próprio Estado Democrático de Direito.

Dessa vez, as ameaças de diferentes matizes que vêm surgindo de todos os lados ganharam um status de ataque frontal. Basta acompanhar o desprezo pelo voto impresso. Mais cara que a implementação da impressão do voto é a dúvida. A segurança é total, já que o voto não sai da urna, para quem zela pela democracia e a Carta Magna, a construção das justificativas contra a certeza do voto é frágil. Inimigos da Nação, ninguém mais sabe quem são.

Por outro lado, ao afirmar taxativamente que não haverá eleições em 2022, caso o voto impresso não seja instituído como deseja, Bolsonaro açulou os outros Poderes. Bolsonaro conseguiu a unanimidade de juntar, contra si, os ministros do STF e do TSE, além do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco. Os primeiros garantiram que as eleições acontecerão. O segundo afirmou não compactuar e aceitar retrocessos à democracia. Até mesmo onze partidos com assento do Legislativo já bateram o martelo, dizendo não apoiar a introdução do voto impresso nessas próximas eleições. Se seria mais seguro que os brasileiros pudessem ver a urna auditada, não há como compreender essa teimosia.

Qualquer um, de qualquer dos Poderes, que possa a vir a ser apontado, por sua performance, como inimigo da Nação, perde, nesse campo, o poder, a capacidade e o direito de comandá-la.

A frase que foi pronunciada:

Não se interpreta a Constituição em tiras, aos pedaços”.

Eros Roberto Grau

Eros Roberto Grau. Foto: stf.jus

Mais segurança

Já acontece há muito tempo noutros países, e agora o Senado acaba de aprovar o programa Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica. A iniciativa é da Associação dos Magistrados Brasileiros, foi apresentado ao Congresso pela deputada federal Margarete Coelho e contou com o apoio da bancada feminina. No Senado, a relatora da matéria foi Rose de Freitas. Trata-se de uma parceria entre o comércio e instituições públicas que trabalharão em conjunto para identificar os casos de abuso com casais que se comportem estranhamente em público.

Foto: senado.leg

Loucura

Uma prova da paciência e conivência com absurdos é o consumidor que paga mais de R$ 4 mil por um celular da marca mais cara do mundo e aceitar que venha sem carregador, obrigando a compra do dispositivo em separado.

Imagem: abolukbas/Shutterstock

Muito estranho

Por falar nisso, alguém encontrou uma explicação plausível para o horário de atendimento ao público feito pelos bancos? Se os supermercados ficam abertos 24h, a pandemia não é exatamente a razão.

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Mais respeito

Lá está a obra inacabada no asfalto do Lago Norte. De repente a pista raspada, um degrau abaixo, é o que se tem para a passagem dos carros pela esquerda. O nome da empresa deve estar em sigilo máximo. Nenhuma placa identifica os responsáveis por esse serviço mal prestado.

História de Brasília

Está na comissão de revisão do Dasp o processo relativo ao reconhecimento de nível universitário, para os redatores do serviço público. No que valha a justiça que prega em alguns casos é simplesmente imoral a proposição. E mais: abre brechas para novas proposições tão perigosas quanto as atuais. (Publicada em 04.02.1962)