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Hoje, com Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade
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Avança pela Europa um processo que já não pode mais ser tratado como mera transformação cultural ou adaptação histórica. O que se observa, em diversas cidades e países, é um tensionamento crescente entre identidade, segurança e coesão social, elementos que, ao longo de séculos, sustentaram aquilo que se convencionou chamar de civilização ocidental. Sob o rótulo de multiculturalismo, consolidou-se uma política que, em nome da inclusão, passou a relativizar valores fundamentais. A ideia de que todas as culturas podem coexistir harmonicamente, independentemente de seus princípios, revelou-se, na prática, um experimento de alto risco. Quando normas, costumes e visões de mundo entram em conflito direto, não é a convivência que prevalece, mas a fragmentação. O filósofo Zygmunt Bauman, ao tratar da modernidade, já apontava para a ambivalência da diversidade administrada. Ao tentar organizar e encaixar diferenças dentro de um sistema, cria-se um paradoxo: quanto mais categorias são criadas para incluir, mais exclusões emergem. A diversidade deixa de ser espontânea e passa a ser dirigida e, nesse processo, transforma-se em instrumento de controle e não de convivência.
No caso europeu, essa engenharia social tem produzido efeitos visíveis. O crescimento de áreas urbanas onde o Estado perde presença, aumento de tensões culturais e dificuldades de integração são temas recorrentes em relatórios e coberturas da imprensa internacional. Países que historicamente construíram suas instituições sobre bases culturais específicas enfrentam agora o desafio de manter coesão em meio a valores frequentemente incompatíveis. A questão central não é rejeitar a diversidade em si, mas reconhecer seus limites. Nenhuma sociedade consegue sustentar-se sem um núcleo mínimo de valores compartilhados. Quando esse núcleo é diluído ou relativizado, o resultado não é pluralismo, mas desagregação.
A referência às tradições greco-romana, cristã e judaica não é um exercício nostálgico, mas o reconhecimento de fundamentos históricos que moldaram conceitos como Estado de Direito, liberdade individual e organização institucional. Ignorar esse legado em nome de um universalismo abstrato pode significar abrir mão das próprias bases que sustentam essas sociedades. Críticas ao modelo multicultural são frequentemente rotuladas e desqualificadas, o que reduz o espaço para discussões legítimas. Esse ambiente dificulta a construção de soluções equilibradas e alimenta polarizações.
Enquanto isso, a percepção de insegurança cresce. Em diversas regiões, cidadãos relatam mudanças no cotidiano, aumento de conflitos e sensação de perda de controle sobre o espaço público. Ainda que esses fenômenos variem de país para país, eles não podem ser simplesmente descartados como percepções infundadas. A ideia de um possível cenário distópico emerge justamente dessa combinação de fatores: fragmentação cultural, enfraquecimento de referências comuns e incapacidade de resposta institucional. Não se trata de afirmar que esse futuro é inevitável, mas de reconhecer que determinados caminhos podem conduzir a ele. Importa destacar que a própria noção de globalização, ao integrar economias e culturas, trouxe benefícios inegáveis. No entanto, quando aplicada de forma descolada das realidades locais, pode gerar efeitos colaterais significativos.
Uniformizar sociedades distintas sob um mesmo modelo é uma tentativa que tende a encontrar resistência e, em alguns casos, produzir instabilidade. Diversidade não pode significar ausência de critérios. Inclusão não pode implicar relativização de valores fundamentais. E políticas públicas não podem ignorar os limites impostos pela realidade social. O desafio do Ocidente, neste momento, é preservar aquilo que lhe deu coesão ao longo do tempo, ao mesmo tempo em que enfrenta mudanças inevitáveis. Isso exige clareza de princípios, firmeza institucional e disposição para reconhecer erros de percurso.
Se há um risco de distopia, ele não reside na diversidade em si, mas na incapacidade de estabelecer limites e diretrizes claras para sua integração. Sociedades que abrem mão de suas referências sem construir alternativas sólidas tendem a enfrentar períodos de instabilidade. O futuro ainda está em aberto. Mas ignorar os sinais de tensão em nome de um ideal abstrato pode ser tão problemático quanto reagir de forma desmedida. Entre esses extremos, há um caminho mais difícil, porém necessário: o de encarar a realidade com lucidez e responsabilidade. Porque, no fim, nenhuma civilização se sustenta apenas por boas intenções. Ela depende, sobretudo, da capacidade de preservar seus fundamentos enquanto enfrenta os desafios do tempo presente.
A frase que foi pronunciada:
“O Mundo não prometeu nada a ninguém.”
Provérbio árabe
Insensibilidade
Uma lojinha pequena, discreta, que ocupa o mesmo lugar a mais de 50 anos. A referencia era uma palmeira imperial. De repente, a árvore não estava mais lá. “O GDF veio, cortou. Disse que já deu o que tinha que dá.” Essa gente que nada tem a ver com a cidade destrói detalhe por detalhe sem respeitar a história da capital. Lastimável!
História de Brasília
Esta é, particularmente, uma notícia de grande repercussão para os pais, que estavam enfrentando uma situação de desespero vendo o exemplo que os professôres estavam dando a seus filhos. (Publicada em 17. 05.1962)
VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)
Hoje, com Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade
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Vídeo que circula nas redes sociais mostra três jovens francesas sendo importunadas por uma dezena de homens mulçumanos, em mais um caso, entre dezenas que ocorrem todos os dias no continente europeu, em que radicais praticantes dessa religião se acham no direito de assediar mulheres por vestirem trajes ocidentais.
No caso em questão, as jovens estão usando calça tipo moletom e camisetas sem manga. O que diferencia esse caso de outros, em que as mulheres apanham muito ou são violentadas com selvageria, é que os agressores, nesse caso, não sabiam que essas três jovens eram praticantes de luta marcial. Nas imagens que se seguem, vemos primeiro as jovens sendo molestadas com violência. Em seguida elas decidem reagir, mesmo em desvantagem numérica, e partem para cima dos machões de Alah com todo o tipo de técnicas aprendidas na academia de luta.
O vídeo mostra uma reação inesperada dessas jovens que surpreende a todos. Os homens levam uma verdadeira surra, sendo que as jovens, depois da lição dura, saem correndo para seus destinos. As imagens têm feito sucesso, sendo que alguns internautas dizem que toda a cena de pancadaria é fake.
Seja como for, essas são representações bem vivas na memória e no desejo de milhares de mulheres europeias, que gostariam que essas cenas fossem reais e seus algozes fossem recebidos com a mesma violência que praticam contra elas. O fato aqui é que muitas mulheres, assustadas com que vem acontecendo em seus países, estão buscando treinamento de autodefesa, pois sentem que os dias de liberdade, tão caro aos ocidentais, estão perto do fim por causa da imigração desenfreada, sobretudo aquela que permitiu a entrada de radicais religiosos.
Fredrik Hagberg, membro líder do grupo Juventude Nórdica, descreveu, à PBS News, a Suécia depois do acolhimento aos refugiados muçulmanos radicais: “As portas do inferno foram abertas. Um caos total na Suécia. E cada vez ficando pior. Mais e mais imigrantes entrando no país todos os dias. A violência crescendo contra os cidadãos suecos. Crianças e mulheres estão pagando um alto preço. A polícia não tem estrutura para cuidar de tudo sozinha, por isso sou simpatizante de os ‘Vigilantes’. Nós temos que participar.”
São centenas de casos de violência que ocorrem todos os dias no continente europeu, em que radicais praticantes dessa religião se acham no direito de assediar mulheres por vestirem trajes ocidentais, ou combatem a cultura local impondo a própria cultura.
Relatos de como é dura a vida das mulheres sob os regimes mulçumanos são bem conhecidos. São nessa condição, cidadãs de terceira classe, tratadas com desprezo e violência, sendo que seus algozes raramente são punidos. Livro que chega agora às prateleiras, das poucas livrarias que ainda restam, mostram bem essa situação bizarra. Dentre esses três, merecem destaque “A virgem na jaula: um apelo à razão”; “Infiel: a história da mulher que desafiou o Islã” e “Herege: por que o Islão precisa de uma reforma imediata”, todos de autoria da escritora Ayaan Hirsi Ali, nascida na Somália.
Hirsi viveu na pele o que denuncia. Ainda jovem foi submetida à mutilação sexual, prática ainda corrente por aquelas bandas. Sofreu nas mãos da Irmandade Muçulmana, contraindo matrimônio contra sua vontade, como é também usual nesse mundo primitivo. Depois de ser ameaçada de morte por suas convicções e luta, resolveu fugir para o Ocidente.
Depois de muito trabalho e preparação, passou a lecionar na prestigiosa Universidade de Harvard, sendo mencionada pela revista Time com uma das cem celebridades mais influentes do planeta. Por essa posição e por sua luta em prol de uma reformulação do Islã, está jurada de morte pelos fundamentalistas. Por seus conhecimentos e vivência Hirsi, sente-se à vontade para alertar o mundo ocidental sobre os perigos que corre, nesses tempos de novas Cruzadas.
Para ela, a civilização ocidental está correndo uma tríplice ameaça decorrente do autoritarismo e do expansionismo das grandes potências comunistas da China e Rússia, além do expansionismo e ascensão do islamismo global, tudo isso embrulhado na propagação desenfreada da ideologia Woke, que parece corroer os princípios morais dessa e das próximas gerações.
Em entrevista concedida ao portal O Antagonista, a escritora alerta para o perigo que o Ocidente corre com essas três ameaças, que irmanadas formam uma verdadeira força capaz de fazer corroer toda a herança Judaico-Cristã. Diz ela: “Reconheci, na minha longa jornada através de um deserto de medo e de dúvidas, que existe uma maneira melhor de gerir os desafios da existência do que o Islã ou a descrença tinham para oferecer.”
A frase que foi pronunciada:
“Não estamos preparados para essa situação. A seguridade social não tem suporte para atender essa demanda. Vamos trabalhar para enviar de volta os refugiados que não honraram o direito de viver na Suécia.”
Anders Ygeman, ministro do Interior da Suécia

História de Brasília
E tôda a imprensa do país deve usar de todos os recursos ao seu alcance, para combater, também, os “carunchos” da classe, infestados por tôdas as vias, dentre os verdadeiros profissionais. (Publicada em 27.03.1962)

