Autor: Circe Cunha
Planos de saúde complicam no momento de dar o recibo para o Imposto de Renda. A Amil, por exemplo, não aceita dar o comprovante para o titular da conta que efetua todos os pagamentos, mesmo que o beneficiário seja outro.
Por falar em Amil, quem está saudável e não está usando o plano, que custa por volta de R$ 500 mensais, recebeu a informação de que a Amil não vai mais atender os beneficiários e ponto final. Ao pagar a próxima parcela, o consumidor aceita automaticamente passar para a Unimed. Isso é afronta e merece mais atenção do Ministério Público, já que até agora a Anvisa não tomou providências.
Hanná, restaurante japonês na Asa Sul, prima pela qualidade e atendimento. Os funcionários são prestativos e gentis e o gerente não se cansa de circular pelas mesas perguntando se está tudo bem e explicando as novidades. Estranho é que, segundo um garçom, faz mais de uma semana que os clientes não recebem nota fiscal nem podem dar o CPF para o programa Nota Legal.
Como será que a população brasileira pode acompanhar os R$ 904,75 milhões aprovados por medida provisória como crédito extraordinário para os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Defesa e da Integração? A quantia de R$ 546,51 milhões foi para a Integração Nacional para aquisição de alimentos, construção de adutoras e recuperação de poços no Nordeste. Isso foi em setembro. Nada mudou.
Conselho Técnico do Centro de Educação Média de Brasília: “Na hipótese da eventualidade de regime de exceção, os professores do ensino médio de Brasília declararam que não exercerão o magistério, por ser incompatível o seu trabalho de educadores sob o jugo de qualquer ditadura”. (Publicado em 28/8/1961)
Por decisão do Superior Tribunal de Justiça, o Ministério da Educação fez publicar no Diário Oficial da União, em 22/12, portaria que reintegra aos quadros da Fundação Universidade de Brasília (FUB), como professor do magistério superior, o ex-reitor daquela instituição Timothy Martin Mulholland. Demitido, em meio a um conturbado processo em que parte da imprensa, com alunos e professores amestrados por esquerda raivosa que tomou conta da UnB, cuidaram, à maneira dos velhos stalinistas, de julgar e condenar sumariamente o antigo reitor, acusado genericamente de desvios de verbas em contratos sem licitação.
Durante todo o processo, a imprensa cuidou diuturnamente de alimentar o ódio ao reitor, por meio de matérias diárias em rádios, tevês e jornais, insuflando a revolta de alunos do tipo profissionais, que se abrigam nas universidades não para estudar e, sim, para servir como células dos partidos dentro da instituição.
Naquela ocasião, a reitoria, que é um órgão público, foi invadida e depredada, prejudicando os trabalhos administrativos da UnB por um longo período. Também o próprio Timothy teve a vida privada devassada, com detalhes de sua intimidade expostos à execração pública.
Agora que o STJ manda reintegrá-lo à função original, até decisão final, ficam, mais uma vez, evidenciados o enorme poder da mídia e da cegueira partidária para denegrir pessoas e instituições e a incapacidade desses organismos de reparar, no mesmo plano, as injúrias lançadas.
A inexistência, na mídia, do verbo despublicar muito se assemelha ao ato de espalhar intrigas, lançando-as ao ar como penas ao vento. Uma vez feito, é impossível reuni-las novamente uma a uma. No caso do professor Timothy, um dos mais gabaritados professores e reitores que aquela universidade teve, cabe unicamente à Justiça julgá-lo. Não à turba de sedentos pelo poder.
“A justiça que tarda falha.”
Moral de uma história
Por falar em UnB, já passou da hora de aparar o matagal no câmpus. No balão da biblioteca, os motoristas correm sérios riscos ao fazer manobras sem enxergar os carros.
Juraci Candeia de Souza nos envia missiva com uma discussão bastante interessante sobre a decisão do Supremo. Como é última instância, não há mais para onde recorrer. Juristas, ex-ministros do STJ discordaram de forma “veemente o desmonte, do voto do relator, ministro Fachin. Mesmo com o voto correto, jurídico e constitucionalmente, a fogueira das vaidades queimou o voto que forçosamente ficou para o dia seguinte. “Daí se vê que falta fazem numa hora dessas um Velloso, um Ayres Brito e um Pertence”, termina nosso leitor.
Capitão Moura Lopes: “Permaneceremos de pé contra toda a orientação que vise a cassação do direito sagrado dos eleitores, qual seja, o de escolha de seus dirigentes, quer bons, quer maus, mas que foram eleitos pelo povo, regularmente, através do sufrágio das urnas”. (Publicado em 28/8/1961)

