A placa do elevador: 5 erros

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Sabia? Os olhos funcionam como câmeras. Fotografam tudo o que veem. Nada escapa. Nem as palavras. Os ouvidos têm outros interesses. Eles não estão nem aí pras imagens. Só querem saber de sons. Como esponjas, absorvem o que ouvem. Resultado: a gente vê ou ouve mensagens de certas placas, certos avisos, certas propagandas pela primeira vez. Acha-as esquisitas. Mas depois, tantas vezes repetidos, os textos […]

Enem: erro mais cometido

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

O erro mais cometido na redação do Enem? É o emprego do onde. Pra acertar sempre, lembre-se: o onde indica lugar físico, concreto, palpável. Veja: A cidade onde moro tem 3 milhões de habitantes. O onde se refere a cidade. Cidade é lugar físico. Gonçalves Dias escreveu: Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá. O onde está no lugar de palmeiras. Palmeiras é lugar […]

Onde e em que: emprego

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Ao falar na reforma da Previdência, o apresentador anunciou sem corar: “Na discussão onde o MDB impôs condições para apoiar o projeto, não se chegou a nenhuma conclusão”. Denise Trindade ouviu. Arrepiou-se da cabeça aos pés. O responsável pelo estrago foi o pronome onde. Ele indica lugar físico (a cidade onde moro, o lugar onde nasci, a gaveta onde guardei). Se o lugar não é […]

Por que escrever certo

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

  Escrever é verbo transitivo. Escreve-se para o leitor. O leitor tem muitas características. A mais marcante: a exigência. Além da apuração correta dos fatos, ele quer um texto correto. Espancar concordâncias, regências, pontuação, crase, flexões & cia. normativa tem preço: desacredita o autor. Ele dá atestado de pouca familiaridade com o instrumento de trabalho. Não só: corre o risco de cair na boca do […]

Cruzamentos sintáticos: à medida em que & cia. torta

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Imagine a cena. Paulo tem na mão meio copo de Coca-Cola. Luís tem meio copo de guaraná. Eles resolvem fazer uma combinação. Misturam a Coca com o guaraná. Dá uma bebida estranha. Ninguém sabe o que é. A única certeza é esta: a bebida não é Coca-Cola. Nem guaraná. Na língua também ocorrem misturas heterodoxas. São os cruzamentos. Distraídos, nós pegamos parte de uma estrutura. […]