O que se odeia no índio
não é apenas o ocupado espaço.
O que se odeia no índio
é o puro animal que nele habita,
é a sua cor em bronze arquitetada.
A precisão com que a flecha voa
e abate a caça; o gesto largo
com que abraça o rio; o gosto de
afagar as penas e tecer o cocar;
O que se odeia no índio
é o andar sem ruído; a presteza
segura de cada movimento; a eugenia
nítida do corpo erguido
contra a luz do sol.
O que se odeia no índio é o sol.
A árvore se odeia no índio.
O rio se odeia no índio.
O corpo a corpo com a vida
se odeia no índio.
O que se odeia no índio
é a permanência da infância.
E a liberdade aberta
se odeia no índio.
Severino Francisco Tudo ficava mais delicado, livre e leve quando Odette Ernest Dias (que nos…
Severino Francisco A última vez em que vi Vladimir Carvalho foi no show de Fausto…
Severino Francisco Eu pensava no sentido do Natal e procurava uma história que simbolizasse a…
Severino Francisco É hoje! O show vai tremer, às 18h, no Maracanã, com o jogo…
Severino Francisco Em 2015, a mineira Bruna Evangelista começou do zero um empreendimento quixotesco: com…
Severino Francisco Em 2019, o repórter Fernando Jordão do site do Correio viveu uma aventura…