Atos de protesto serão amanhã, às 12 horas, contra o ministro Gilmar Mendes. O movimento é coordenado pela Campanha do Plebiscito Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político
Nesta quarta (01/4), às 12 horas, organizações e movimentos sociais, tais como a CUT, MST, Consulta Popular, Marcha Mundial de Mulheres e Levante Popular da Juventude, farão um escracho em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para denunciar o aniversário de um ano do atraso do julgamento do fim do financiamento de empresas às campanhas eleitorais (ADI 4650).
A rejeição ao financiamento de empresas já tem seis votos contra um no STF. No entanto, o ministro Gilmar Mendes suspendeu o processo ao pedir vistas à ação de inconstitucionalidade. De acordo com o regimento do Tribunal, o ministro Mendes já deveria ter devolvido os autos há mais de 300 dias.
“Na prática, a ADI contribui enormemente à democracia e ao combate à corrupção, pois proibindo que empresas financiem a política esta iniciativa retira o principal ponto de contato entre corruptos e corruptores. Além disso, retira a influência do poder econômico das eleições, favorecendo a igualdade de condições das candidaturas e evitando distorções de representatividade de segmentos sociais”, diz trecho da nota escrita pela Campanha do Plebiscito Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, promotora do ato.
“Enquanto isso, o Parlamento acelera as votações de pontos que podem mudar as regras eleitorais no Brasil. Mas, no ponto que se refere ao financiamento, o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, já afirmou que é a favor da constitucionalidade do financiamento empresarial de campanha, destaca a nota, ao destacar que atos similares acontecerão em diversas capitais do Brasil no próximo dia 2 de abril.
Brasília, 19h45min
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