Além de terceirização ilícita, foram encontrados casos de assédio moral e doenças ocupacionais
O Ministério Público do Trabalho (MPT) vai formar um grupo de trabalho com procuradores para analisar 26 volumes de relatórios de fiscalizações feitas por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na empresa Contax, em Pernambuco, que presta serviços de call center para bancos, telefônicas e TV por assinatura.
Nas fiscalizações, foram encontradas várias irregularidades trabalhistas como terceirização ilícita, assédio moral e doenças ocupacionais.
Os relatórios foram entregues ao procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, e ao coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), Philippe Jardim, na quinta-feira (19) pelos diretor de Segurança de Saúde no Trabalho, Rinaldo Marinha Costa Lima, e coordenador-geral de Fiscalização e Projetos, Fernando Donato Vasconcelos.
“Os relatórios estão bem produzidos e mostram irregularidades que prejudicam os trabalhadores como o cumprimento de metas abusivas e até o controle rígido para os empregados irem ao banheiro”, destacou Phillippe Jardim.
Os relatórios estão divididos por empresas que contratam a Contax para os serviços: Net (TV por assinatura), as operadoras de telefone Oi e Vivo e os bancos Bradesco, Santander, Itaú e Citibank. O MTE aplicou multas para todas as irregularidades encontradas.
Brasília, 21h00
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