Salve-se quem puder volta com mais ação e mais romance

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Salve-se quem puder volta com a promessa de uma trama ainda mais ágil na segunda parte. Novela será exibida desde o início a partir desta segunda-feira (22/3)

Quase um ano separa o capítulo 54 da novela Salve-se quem puder do 55º episódio. Pausada em 28 de março de 2020 por causa da pandemia do coronavírus, a trama das 19h da Globo volta nesta segunda-feira (lembre aqui os principais personagens). O folhetim escrito por Daniel Ortiz e dirigido por Fred Mayrink será exibido desde o início para que o público se reencontre com as protagonistas Alexia (Deborah Secco), Kyra (Vitória Strada) e Luna (Juliana Paiva) aos poucos. E também para que haja tempo para uma frente confortável de gravação nos capítulos de Quanto mais vida melhor, próxima novela da faixa, que tem estreia prevista para julho.

Daniel contou, em entrevista coletiva, que a pandemia ficou de fora de Salve-se quem puder como uma opção para que ele continuasse apostando em ação e romance e, especialmente, em leveza. “A decisão de não abordar a pandemia foi tomada em junho. A novela das 19h vai ao ar entre o jornal local e o Jornal Nacional. O coronavírus já estaria nas notícias. Era muita coisa, muita informação e a novela é uma comédia, uma aventura. Achei melhor investir no romance, na leveza”, comenta.

Intérprete de Alexia, Deborah Secco revela que “a novela volta com mais ação ainda. Quando eu lia os capítulos pensava: ‘Eles estão loucos. Não dá para fazer isso seguindo os protocolos’, mas dava certo. Eu achei que a novela fosse voltar mais curta e menos ousada, mas não. A segunda fase é mais engraçada. Acho que vamos entregar uma segunda parte melhor do que a primeira.”

A atriz aproveita para comemorar o fato de, além de Salve-se quem puder, as novelas das 18h (A vida da gente) e das 21h (Amor de mãe), terem mulheres à frente do elenco. “É um momento histórico termos as três novelas protagonizadas por mulheres fortes e cada uma delas com mais de uma protagonista. É de uma importância que eu não sei nem mensurar. Lembro que também fiquei impressionada com a quantidade de camerawoman no set de Salve-se quem puder. Isso não é comum”, comemora Deborah, acrescentando que sente mais dificuldade em ver bons papéis femininos no cinema nacional.

Salve-se quem puder tem vários finais gravados

Bruno Ferrari brinca que seu personagem com mania de limpeza acabou sendo visionário

Uma das características de novela é ser uma obra aberta, muitas vezes com o rumo ditado pela reação do público. Com todos os capítulos de Salve-se quem puder gravados (e atrizes como Deborah Secco e Vitória Strada já com outros cortes de cabelo), Daniel Ortiz teve de se desdobrar e escrever um final para cada uma das protagonistas e ainda para alguns personagens secundários. Tudo foi gravado e só perto do final da trama é que a decisão de qual final irá ao ar será tomada.

Vitória Strada contou que gravou dois finais para Kyra, um ao lado de Alan (Thiago Fragoso) e um ao lado de Rafael (Bruno Ferrari). “Não sei qual será exibido. Vou descobrir junto com o público”, garante.

Um dos grandes desafios da volta de Salve-se quem puder para o elenco era reencontrar o tom do personagem, principalmente em casos de tipos de composição, como a Ermelinda, defendida por Grace Gianoukas. A atriz adotou uma estratégia inusitada para não esquecer o modo peculiar de Ermelinda falar. “Passei a pandemia toda cantando uma musiquinha para não perder o sotaque, o jeito da Ermelinda. Quando a gente chega no set, o cenário e o figurino ajudam a recompor o personagem”, lembra, aos risos.

Juliana Paiva, a Luna, concorda. Ela diz que precisou “reaquecer os motores” e que estranhou “não ter o contato nos camarins ou nos corredores”. “Mas, quando começamos a gravar, parecia que o tempo não tinha passado”, ressalta.

Já Bruno Ferrari brinca que o personagem dele, Rafael, foi meio visionário. O empresário desenvolveu uma mania de limpeza ao saber da morte forjada da noiva Kyra. O álcool em gel e a máscara já eram “companheiros” de Bruno nos sets de gravação.

Para a atriz Flávia Alessandra, que vive a vilã Helena, e para quem Daniel Ortiz revela que guarda uma segunda parte bem movimentada, o momento de Salve-se quem puder é “histórico e especial porque novela geralmente é obra aberta e Salve-se quem puder acabou sendo fechada e porque a gente vai poder acompanhar o nosso trabalho junto com o público, assistir à novela sem estar gravando”. Flávia promete que estará a postos nas redes sociais para comentar a novela com a audiência.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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