Mais do mesmo: A fase de remakes, revivals e spin-offs na tevê

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Uma verdadeira onda de histórias já vista pelo público tomou conta da televisão e continua a encher a programação dos canais. Por que os remakes, revivals e spin-offs estão fazendo tanto sucesso?

As tendências de trazer de volta histórias que já acabaram ou se aprofundar em personagens específicos em novas produções estão em alta no mundo das séries. Por isso, revivals, spin-offs e remakes são palavras que você deve estar vendo constantemente nesse universo.

Só recentemente vimos voltar Twink peaks, Fuller house, Arquivo X, Gilmore girls e Prison break. E o público pode esperar ainda mais desses filões. A produção The L word voltará as telinhas pelo canal Showtime, assim como Roseanne (ABC), Raven’s home (Disney Channel) – essa, inclusive, já estreou –, Law & order: True crime (NBC), Young Sheldon (CBS), Will & Grace (NBC) e mais recentemente, Bob Greenblatt, diretor de programação da NBC afirmou que o canal se interessa também em ressuscitar as comédias The office, 30 rock e o drama The west wing.

Todas essas séries citadas apostam em um conteúdo já conhecido pelo público, que ganharão uma repaginada em suas histórias e tentarão a acirrada disputa pela audiência. Se na televisão esse já é um padrão notável, no cinema virou quase regra. Infintos títulos de heróis, e uma leva de adaptações dos videogames mostram que reciclar pode ser o segredo do sucesso, mas, por que os esse tipo de produção consegue esse grande espaço?

Crédito: Reprodução/Internet – Young Sheldon

Receita de sucesso

“Quando uma série já teve uma base de audiência no passado, os executivos dos canais ficam mais confortáveis em investir naquela produção. Existe a pressuposição de que tem uma audiência”. A explicação é de Priscila Harum, autora do livro Guia de séries. Ela também aponta os remakes como algo que chegou para ficar: “Tem sim uma tendência, mas eu não acho que seja um problema criativa, eu acho que é mais um problema de investimento”.

Além dos famosos remakes ou revivals (que trazem o mesmo elenco e história principal), a televisão também aprendeu a reciclar com outras categorias de produções. Os reboots são aquelas séries que voltam dos mortos, mas com um elenco novo. Já os spin-offs são os conteúdos derivados de outras produções, que levam um pouco da essência – e audiência – da história original em seu próprio enredo. Em resumo, não importa o nome, são produções que reaproveitam uma trama de sucesso.

Crédito: (Disney Channel/Bob D’Amico) – Raven’s Home

Parâmetro online

Priscila ainda lembra um fato importante na equação que está levando os remakes ao topo da programação dos canais de televisão: a internet. “Uma coisa que ajudou muito para existir remakes hoje é a internet. Eles (os canais) conseguem medir com mais assertividade o quanto uma série tem base de fãs pela internet e pelas redes sociais, e geralmente as histórias que já existem se destacam”, aponta.

Uma dúvida fica: como a audiência vai passar a lidar com essa categoria das reciclagens? Segundo, Priscila, o mais importante é a qualidade da produção, sem importar muito se ela já foi vista, ou não. “Eu acho que não existe essa distinção por parte do público, o que o público quer é uma boa história. O povo vai assistir se for uma série boa, caso contrário, não existe receita que vingue”, defende.

Crédito: Reprodução/Internet. Descrição: Série Roseanne

O que vai vingar?

Priscila Harumi fez duas apostas (uma que dará certo, e outra que não durará tanto) para a nova leva de remakes e revivals que estão chegando:

Vinga: Will & Grace. Segundo a escritora, o humor da nova produção é o seu maior trunfo, ainda mais com temas que são relevantes até hoje. “Eu acredito muito nela, mas acho que série um sucesso maior se fosse no sentido de uma série limitada”, sugere.

Não vinga: Roseanne. A produção familiar que retorna às telinhas não vai muito longe, de acordo com a escritora. “Foi uma série que fez muito sucesso nos anos 1980, mas eu não sei se a temática agradará tanto assim atualmente”.

Ronayre Nunes

Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). No Correio Braziliense desde 2016. Entusiasta de entretenimento e ciências.

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