Separe a caixa de lenços: Hoje tem Chegadas e partidas!

Compartilhe

Com apresentação forte e delicada de Astrid Fontenelle, Chegadas e partidas revela emoções à flor da pele no aeroporto de Guarulhos.

Não sei para vocês. Mas para mim quarta-feira à noite tem sido momento de chorar até secar a alma. Isso porque, a partir das 22h30, o GNT exibe a oitava temporada do reality Chegadas e partidas.

Para quem ainda não conhece, o Chegadas e partidas é apresentado por Astrid Fontenelle ー que também está à frente do Saia justa, atração que antecede o Chegadas… ー e se passa no aeroporto internacional de Guarulhos, de São Paulo. No saguão, Astrid acompanha mais do que embarques e desembarques, ela nos revela as histórias que estão por trás das malas e faixas de boas-vindas. Os três primeiros episódios da temporada falaram sobre amor de mãe, amor distante e intolerância.

A apresentadora ー além da seleção das histórias, claro ー é o maior acerto do Chegadas e partidas. Em cinco segundos, Astrid é íntima dos entrevistados, verdadeiros protagonistas do reality, e nós, consequentemente, também nos tornamos. Muitas vezes com os olhos cheios d’água, Astrid conversa com uma mãe aqui, um namorado acolá, um grupo de amigos mais adiante.

Chegadas e partidas nos deixa com as emoções à flor da pele

Nesta temporada, foi tocante ver a conversa de Astrid com uma senhora portuguesa que veio ao Brasil enterrar o filho. O olhar perdido da entrevistada e o respeito com que a entrevistadora invade aquele momento são de uma sensibilidade ímpar.

Outro momento emocionante desta temporada é a despedida de duas jovens namoradas das respectivas mães. A mãe de uma delas apoiava não só a relação das duas meninas como a viagem, a outra era contra o namoro. Foi bem interessante ver as cinco mulheres conversando sobre a aceitação. “Para não perdê-la, tive que aceitar”, afirmou a mãe, resignada, que ainda ouviu Astrid concluir “no fundo, no fundo a gente está falando de amor”.

Com olhar de fora, Astrid às vezes se emociona, o que é muito benéfico para o programa. A história da mulher que voltou da Turquia para o Brasil porque lá as filhas dela simplesmente apanhavam (“literalmente”, como ela frisa no programa) pelo simples fato de serem cristãs pegou Astrid de jeito. E os telespectadores também, com certeza.

A trilha sonora de Chegadas e partidas também merece destaque. Secos e molhados, Beatles, Caetano Veloso, cancioneiro popular… todos ali com o simples intuito de nos emocionar.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

Posts recentes

Análise: “Quem ama cuida” estreia com forte e assertivo apelo emocional

Retomada da parceria entre Walcyr Carrasco e Claudia Souto explode logo no primeiro capítulo com…

5 dias atrás

Análise: ‘Três Graças’ é um manifesto em defesa da novela clássica

Em tempos em que muitas produções tentam dialogar com tendências digitais ou com fórmulas externas…

1 semana atrás

‘The pitt’ 2ª temporada: uma nova voz

Aclamada produção médica faz o dever de casa e ainda tem tempo de encontrar uma…

4 semanas atrás

Análise: Dor e glória em uma edição de colecionador no BBB

A imagem de Ana Paula Renault com o troféu nas mãos, cercada por seus aliados…

1 mês atrás

‘Euphoria’ não está tão ruim quanto dizem

Terceira e última temporada da produção na Max apresenta quase uma nova série para a…

1 mês atrás

‘Beauty in Black’ e o prazer de uma boa vilã

Desde que a segunda temporada de Beauty in Black chegou à Netflix — há pouco mais…

1 mês atrás