Crítica: Emerald city

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Na série Emerald city, o clássico de L. Frank Baum, O Mágico de Oz, ganha releitura moderna. A primeira temporada da produção é exibida na Fox 1

Veredicto: Regular

A história de Dorothy e dos outros personagens clássicos do livro O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, ganhou uma releitura televisiva. Intitulada Emerald city, uma referência à Cidade das Esmeraldas, a produção estreou no último dia 6 no Brasil, com exibição pelo canal Fox 1. A série tem direção de Tarsem Singh (Espelho, espelho meu) e roteiro de David Schulner. A primeira temporada tem 10 episódios confirmados. Não há informações ainda sobre uma sequência.

Inspirado na obra clássica, o seriado acompanha Dorothy Gale, que, na série, não é uma criança, mas, sim, uma enfermeira de 20 anos, interpretada pela atriz estreante portorriquenha Adria Arjona. Assim como na história original, Dorothy é levada para um mundo completamente diferente após um tornado em Kansas.

Crédito: Rico Torres/Divulgação. Dorothy e “Espantalho” Lucas

Também como na trama, Dorothy acaba matando a Bruxa do Leste, irmã das bruxas do Norte e do Oeste. O que faz com que os moradores da Terra de Oz acreditem que ela tenha poderes. E isso causa um grande problema, já que a magia foi abolida do local por ordem do Mágico de Oz, Frank Morgan (Vincent D’Orio), que deve ser o único que pode ajudar Dorothy a deixar esse local para voltar à cidade natal.

Seria Emerald city um novo Once upon a time?

A primeira vista (ou até segunda, porque o primeiro episódio é duplo), Emerald city pode parecer uma outra versão de Once upon a time, seriado com seis temporadas que tem como base personagens e histórias dos contos de fadas. A inspiração é a mesma e algumas vezes Dorothy até lembra a protagonista Emma Swan. No entanto, Emerald city tenta ousar ao revisitar o clássico.

Diferentemente de Once upon a time, a série tenta se distanciar do ar infanto-juvenil dos contos de fadas adotando uma mistura de seriedade, uma pitada de fantasia e até um lado mais obscuro. Emerald city se arrisca, o que é um ponto alto, além de ter um visual deslumbrante.

Mas há um problema de carisma no elenco. Até a presença de Vincet D’Onofrio como Oz não é suficiente. O ator, que foi bastante elogiado ao interpretar o vilão de Daredevil (Demolidor, da Netflix), entrega um Mágico bastante apático. As melhores atuações cabem mesmo à protagonista Adria Arjona, que faz uma Dorothy convincente, e à atriz Ana Ularu, a desastrada bruxa do Oeste.

Crédito: NBC/Reprodução

A estreia de Emerald city exibiu dois episódios e, apesar de alguns defeitos como já empurrar ao espectador o “casalzinho” da vez, pelo menos manteve um bom ritmo de desenvolvimento do enredo. O receio é, que ao recriar um clássico, tenha o defeito de dar a impressão de que o espectador já assistiu àquilo.

Serviço

Sexta-feira, à 1h, no Fox1. No dia seguinte, o episódio estará disponível no aplicativo da Fox. Com reprises às terças, às 23h. A partir de fevereiro, reprises aos sábados, às 22h.

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