Cidade invisível: segunda temporada começa mais dramática

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Na segunda temporada de Cidade invisível, da Netflix, Eric tem que encontrar a filha. Primeiros episódios têm menos efeitos especiais e são focados no drama

A segunda temporada da série nacional Cidade invisível, da Netflix, estreia na quarta-feira (22/3). O Próximo Capítulo assistiu aos três primeiros episódios e te conta o que esperar da continuação de uma das produções brasileiras da Netflix mais bem aceitas no exterior.

O folclore nacional continua sendo o pano de fundo para Cidade invisível, o que é ótimo, pois o contrário descaracterizaria a série. A diferença é que neste início de temporada não há mais a preocupação de apresentar todos os personagens, o que reduz o uso desnecessário de efeitos especiais. Eles estão lá, continuam dando charme aos episódios, mas não dominam mais.

Pelo contrário. O pessoal da técnica visual abre espaço para os roteiristas e Cidade invisível parece ganhar em densidade. O protagonista Eric (Marco Pigossi, ainda soturno, mas mais à vontade no papel) está em busca de si mesmo, o que inclui aceitar ser uma entidade, condição que é apresentada a ele no final do primeiro ano. Ainda confuso e depois de 2 anos sumido, Eric perde a filha, Luna, sequestrada por pessoas que querem se valer da menina para tirar proveito de uma comunidade secreta no meio do garimpo paraense.

Tanto Eric como Luna contarão com alguma ajuda nessa empreitada pelo reencontro. A menina recebe o apoio de Bento, uma espécie de menino lobo que também está nas garras dessa tal organização, chefiada pelo padre Venâncio (Rodrigo dos Santos), que de santo não tem nada, e por Clarice (Simone Spoladore), a mula sem cabeça. Eric conta com a ajuda de Inês/ Cuca (Alessandra Negrini, mais uma vez senhora das cenas de que participa), que cuidou da menina no tempo em que ele estava desaparecido. Uma personagem nova, Matinta Pereira (Letícia Spiller), é dúbia e não sabemos ainda de que lado está. É uma saborosa novidade para a temporada.

Chama a atenção a importância de Luna e Bento nesse início de temporada. O drama dos meninos são parecidos e, do alto dos 13 anos de idade, eles lidam com a vontade de serem outra pessoa, pois não gostam de ter os poderes que têm. O que poderia torná-los especiais acaba virando um motivo de tormenta e despertando a ganância de adultos com relação a eles: Luna vira alvo dessa quadrilha e Bento tem problemas sérios de relacionamento com o pai. “O nome disso não é maldição?”, questiona o menino.

Outro ponto alto desses episódios de Cidade invisível é que os episódios são permeados por ótimos ganchos finais, que nos deixam curiosos e nos levam a tentar uma maratona da série nacional. Maratona essa que deve ser de episódios bons, mais dramáticos e densos do que os da primeira temporada.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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