Criança Feliz vence o Wise Awards por inovação

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O Programa Criança Feliz, do governo federal, foi reconhecido pelo Wise Awards 2019, da Cúpula Mundial de Inovação para a Educação, como uma das iniciativas mais inovadoras do mundo. No total, foram seis projetos vencedores que receberão U$ 20 mil, cada um. A premiação ocorrerá entre 19 e 21 de novembro, durante a reunião da cúpula, em Doha, no Catar.

O Criança Feliz busca orientar as famílias, por meio de visitas semanais de técnicos capacitados, com relação ao desenvolvimento de crianças de 3 a 6 anos. A iniciativa atendeu mais de 600 mil crianças e cerca de 123 mil gestantes, em 2.620 municípios. O programa integra ações entre as áreas de saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos.

Desde 2009, o Wise Awards reconhece projetos que são eficazes aos desafios mundiais na educação. Este ano, o programa recebeu 481 inscrições de projetos de todo o mundo .

DF adere ao programa

Em 5 de setembro, o Criança Feliz foi apresentado para gestores do governo do Distrito Federal, durante audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Estavam presentes o ministro da cidadania, Osmar Terra, e a deputada do Cidadania Paula Belmonte, que integra a Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância. O programa está em fase de implementação na capital. A previsão é de que os técnicos comecem as visitas a partir de outubro.

CNJ abre inscrições para premiação de boas práticas de proteção à primeira infância

Divulgação/CNJ
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está com inscrições abertas para a seleção e disseminação de boas práticas voltadas para a primeira infância até sexta-feira (6). A premiação dos melhores trabalhos ocorre em São Paulo, durante o Seminário do Pacto Nacional pela Primeira Infância — Região Sudeste, em 2 e 3 de dezembro. Para participar, o interessado deve se cadastrar clicando aqui.

Divulgação/CNJ
Divulgação/CNJ

O intuito da seleção é reunir trabalhos inovadores e eficazes que possam ser replicados no país, estimulando os esforços acerca da promoção e garantia de direitos e atenção à primeira infância. A iniciativa premiará com troféu e certificado as três melhores práticas em quatro categorias diferentes: Sistema de Justiça, Governo, Empresas e Sociedade Civil Organizada. No último grupo, o vencedor do 1º lugar receberá R$ 20 mil; ao 2º será conferida bonificação de R$ 15 mil; e o 3ª ganhará R$ 10 mil.

Replicabilidade, custos de implementação, alcance social, inovação, eficácia e eficiência são os critérios que a comissão de avaliação utilizará para analisar as ações inscritas. As práticas devem ser de autoria comprovada do participante e ter sido implementadas por um órgão, entidade, empresa, associação ou organização há pelo menos um ano.

O responsável pela ação premiada deverá atuar como tutor na disseminação, orientando acerca das metodologias e estratégias que possam contribuir com a replicação. Para saber mais sobre a seleção do CNJ, acesse o edital clicando aqui.

Crescem as mortes de crianças causadas por armas de fogo

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O número de acidentes fatais entre crianças e adolescentes diminuiu entre 2016 e 2017, ao passo que cresceram as mortes causadas por armas de fogo. Caiu em 1,93% a mortalidade de crianças e adolescentes por acidente no Brasil de 2016 para 2017. No mesmo período, as mortes acidentais causadas por armas de fogo aumentaram em 95%.

Desde 2001, a mortalidade infantil e adolescente por acidentes diminuiu em mais de 40%. É exatamente o período em que a organização não governamental (ONG) Criança Segura iniciou a atuação. Segundo a instituição, a redução pode gerar esperança, mas ainda há muito a ser feito quando outra informação é observada: os acidentes ainda são a principal causa de óbitos entre crianças e adolescentes de 1 a 14 anos, superando doenças e violências.

Os dados são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DataSUS) e foram analisados pela ONG Criança Segura. Os casos fatais de acidentes contabilizados passaram de 3.733 para 3.661. Essa foi a menor queda no número de mortes acidentais de crianças desde 2011.

Segundo a ONG Criança Segura, o cenário deve ser observado pelo poder público em âmbito municipal, estadual e federal. A organização afirma que são necessárias campanhas educativas contínuas para a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes no Brasil.

Além de armas de fogo, outras causas de mortes acidentais aumentaram de 2016 para 2017: afogamentos (4,49%), queimaduras (3,83%) e intoxicação (6,76%). Os falecimentos por acidentes de trânsito, sufocação e quedas diminuíram. Ao analisar separadamente, a maior causa de mortes acidentais de bebês de até 1 ano é por sufocamento; de crianças de 1 a 4 anos, por afogamento; e de 5 a 14 anos, pelo trânsito.

Aumento da mortalidade de crianças e adolescentes por arma de fogo

As mortes acidentais de crianças e adolescentes causadas por armas de fogo quase dobraram de 2016 para 2017, passando de 20 para 39 vítimas. Entre meninos e meninas de 1 a 4 anos, a quantidade de casos fatais subiu 350%, saindo de duas para nove mortes. Na faixa etária entre 5 e 9 anos, o aumento foi de 71,42% e, de 10 a 14 anos, mais 8,88% de casos foram registrados.

Para a Criança Segura, esse dado é preocupante e deve ser monitorado. A organização também destaca a mudança na legislação, que pode facilitar o acesso a armas de fogo no Brasil e aumentar o índice de mortes de crianças e adolescentes.

Números no Distrito Federal

O DataSUS também divulgou os dados separados por estados e pelo Distrito Federal. A taxa de morte acidentais de crianças e adolescentes, de zero a 14 anos, por 100 mil habitantes no DF é de 8,04, maior que a média brasileira (7,9).

Criança Segura

A ONG responsável pela análise é dedicada à prevenção de acidentes com crianças e adolescentes desde 2001 e faz parte da rede internacional Safe Kids Worldwide. A organização desenvolve ações de políticas públicas, comunicação e capacitação para evitar acidentes com crianças. Saiba mais no link.

Hospital de Taguatinga oferece curso gratuito para gestantes

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O Hospital Santa Marta vai oferecer, em 11, 18 e 25 de setembro, o Curso de Gestante, no Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa (Ismep), em Taguatinga Sul. Durante os três dias, o curso ocorrerá das 14h às 18h, para gestantes e acompanhantes. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site do hospital.

Curso vai reunir especialistas de diversas áreas para abordar gestação, pré e pós-parto e primeiros cuidados com os bebês

Equipe composta por profissionais de diversas áreas vai palestrar sobre diversos temas relacionados à gestação, pré e pós-parto, e os primeiros cuidados com os bebês. O curso contará com pediatra, ginecologista e obstetra especializado em gestação de alto risco, biomédica, psicóloga, além de fonoaudióloga, nutricionista, fisioterapeuta e enfermeiros.

O primeiro dia do curso vai abordar temas como anestesia para gestantes, fisioterapia na gestação, com exercícios feitos na hora, diástase, alimentação para gestantes, além de assuntos relacionados aos bebês, como teste do pezinho, sexagem fetal e estimulação precoce.

Durante o segundo encontro, haverá palestras voltadas para orientações sobre gravidez e partos, psicologia aplicada à gestação, alterações oculares na gravidez, orientações de alimentação do recém-nascido e testes da linguinha, orelhinha e olhinho.

O último dia será focado em orientações pediátricas e cuidados com o recém-nascido. Os participantes devem levar um pote de vidro com tampa plástica para ser utilizado no Posto de Coleta de Leite Humano do hospital. Haverá emissão de certificado mediante a participação em pelo menos dois dias do curso.

Participe!
Curso de gestante

Local: Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa (Ismep), no Setor E Sul, Área Especial 3, Taguatinga Sul
Quando: 11, 18 e 25 de setembro, das 14h às 18h
Vagas limitadas.
Inscrições: no site do Hospital Santa Marta

Parlamentares trazem a primeira infância à tona em debate durante congresso de jornalismo de educação

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Durante o terceiro Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, que ocorreu durante segunda (19) e terça (20), em São Paulo, deputados federais trouxeram a primeira infância para o debate sobre o ensino no país.

Deputados debateram a visão do novo Congresso Nacional sobre educação

Pedro Cunha Lima (PSDB-SP) defende que a União e as unidades da Federação tomem à frente ao cuidar da fase que vai de 0 a 6 anos de idade. “Não dá para entregar a primeira infância na mão do município, que é o ente que menos tem”, observou o parlamentar e presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

No evento, organizado pela Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), Pedro Cunha Lima debateu “a visão do novo Congresso sobre educação” com outras duas deputadas federais e integrantes da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados: Tabata Amaral (PDT-SP) e Caroline de Toni (PSL-SC). A mediação da mesa foi do jornalista e diretor da Jeduca Paulo Saldaña (Folha de São Paulo).

Pedro Cunha Lima

A mesa destacou que a polarização ideológica que ronda a educação na gestão Bolsonaro acaba por atrapalhar a execução de políticas públicas educacionais que não geram discordância. Entre elas, o atendimento à primeira infância e a construção de mais creches públicas, como destacou Pedro Cunha Lima, que é advogado, presidente do Instituto Teotônio Vilela e mestre em direito pela Universidade de Coimbra.

“Nunca teve tanto consenso do que precisa ser feito. Apenas 34% das crianças de 0 a 3 anos estão na creche, e esse número é alavancado pelos mais ricos”, afirmou o deputado. Ele também fez um apelo para que a imprensa “coloque a primeira infância na capa” e abrace essa causa.

Tabata Amaral

Tabata Amaral, cientista política e astrofísica formada na Universidade Harvard, também mencionou os anos iniciais. “A gente tem crianças que vêm de famílias em que o pai e a mãe, ou só a mãe, que é a maioria dos casos, não sabe ler nem escrever. Essa falta de capital cultural que essas crianças levam para a escola tem custo para você reverter”, disse.

“A nossa falta de investimento na primeira infância, que coloca crianças de 1 ano de idade em posições completamente diferentes para aprender, também têm um custo adicional”, completou a criadora do Mapa Educação e cofundadora do Movimento Acredito. A parlamentar e ativista pela educação defendeu que o Brasil precisa “investir mais” em educação básica, além de “investir melhor”.

*A jornalista viajou a convite do Instituto Unibanco

Inscrições para o Edital Fundos da Infância e da Adolescência são prorrogadas até esta sexta (16)

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O Itaú Social prorrogou as inscrições para o Edital Fundos da Infância e da Adolescência até sexta-feira (16/8). Os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs) que desejam participar devem selecionar uma proposta com foco na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes que considerem prioritária para atender às necessidades de sua região. O cadastro pode ser feito pelo site.

 

Os projetos selecionados serão divulgados em dezembro. Os conselhos que tiverem propostas selecionadas receberão em seus respectivos fundos as destinações de parte do imposto de renda devido das empresas do Conglomerado Itaú Unibanco.

Saiba mais

O Edital Fundos da Infância e da Adolescência foi criado pelo Itaú Social para selecionar e apoiar ações, serviços, programas ou projetos dos CMDCAs que reduzam e previnam violências e violações de direitos contra crianças e adolescentes, garantindo o desenvolvimento integral desse público.

Livro reúne fotografias de partos humanizados

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O livro Nascer reúne fotografias de partos humanizados feitas pela fotógrafa Lela Beltrão. São mais de 200 imagens coloridas e em preto e branco, com o intuito de mostrar a importância da mulher como protagonista do trabalho de parto e as consequências que esse momento pode ter na vida do bebê e de toda a família. A publicação está em fase final de elaboração e em campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse

A obra será lançada durante o Simpósio Internacional de Atendimento ao Parto (Siaparto) de São Paulo, em setembro, pela editora Timo, especializada em maternidade. A publicação reúne fotos de mais de 50 trabalhos de parto, em sua maioria normais. Outros foram com anestesia; alguns domiciliares, outros hospitalares ou em casas de parto. Mas todos foram acompanhados por equipes de parto humanizado, no qual a mulher é protagonista do processo e, por isso, deve ser respeitada.

Além das fotos, a publicação conta com reflexões de profissionais que apoiam o parto humanizado, como Ana Cristina Duarte, obstetriz e educadora perinatal; Naoli Vinaver, parteira certificada; Carlos González, doutor em pediatria e autor de vários livros sobre educação, alimentação e saúde infantil; Alexandre Coimbra Correa, psicólogo e terapeuta familiar de casais e grupos; Daniela Leal, doutora em psicologia; entre outros.

Saiba mais

O Siaparto ocorrerá entre 5 e 8 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Promovido anualmente, o evento reúne milhares de pessoas interessadas em aprender e mudar os quadros de assistência ao parto latino-americana. O ingresso para participar R$ 850 e pode ser adquirido no site.

Leia!


Nascer
Autora: Lela Beltrão
Editora: Timo

Bebê prematuro também deve ser amamentado. Confira orientações

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A amamentação é aliada indispensável da saúde da criança. No entanto, apesar dos inúmeros benefícios multifuncionais, como nutrição e prevenção de doenças, de acordo com dados da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), as taxas mundiais de aleitamento materno ainda estão muito abaixo do ideal. A cada três crianças nascidas no mundo, duas não são alimentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida. Quando se trata de bebês prematuros, as dificuldades são ainda maiores.

O leite materno é essencial para o pleno desenvolvimento do bebê, especialmente o prematuro

A prematuridade é, hoje, a principal causa de mortalidade infantil no Brasil, de acordo com o estudo Carga Global de Doença (Global Burden of Disease, GBD) de 2015. Dados do relatório Every Child Alive – The urgent need to end newborn deaths (Toda Criança Viva – a necessidade urgente de acabar com as mortes de recém-nascidos, em tradução livre), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) do ano passado, mostram que, a cada mil crianças nascidas no país, 7,8 morrem com até um mês de vida.

Nesse sentido, a Associação Brasileira de Pais e Familiares de Bebês Prematuros, a ONG Prematuridade.com, reforça o papel essencial que a amamentação e o leite materno têm para a saúde dos prematuros, com impacto positivo para o crescimento e o desenvolvimento saudável do neném, além da qualidade de vida durante a primeira infância até a fase adulta, evitando doenças como diabetes e hipertensão.

Existem diferenças no leite de mães de bebês prematuros, mas elas devem amamentar, sim

Diferenças no leite

Segundo a Rede Nacional Primeira Infância, articulação de organizações da sociedade civil, do governo e do setor privado, o leite materno das mães de prematuros é diferente do leite produzido pelas mães de bebês que nascem a termo, principalmente no que diz respeito à quantidade de proteínas, calorias e fatores de proteção da imunidade. A amamentação do prematuro, além de fortalecer o vínculo mãe-filho, muitas vezes abalado por longas permanências na UTI Neonatal, é responsável por favorecer a maturação gastrointestinal e aumentar o desempenho neuropsicomotor dessas crianças.

Para ajudar as mamães de prematuros na importante etapa da amamentação, a ONG Prematuridade.com listou 10 dicas para o aleitamento materno de bebês pré-termo:

1. Apesar de nem tudo correr como planejado, é preciso estar calma e ser perseverante para que o bebê prematuro possa usufruir todos os benefícios da amamentação e se desenvolva com mais saúde.

2. As mamães não podem se esquecer da qualidade de sua alimentação, pois o bebê vai necessitar de gorduras, proteínas e outros componentes do leite. Então, é importante manter uma alimentação saudável. Também não se esqueça de beber muita água, no mínimo 2 litros por dia!

3. Tão logo seja possível, a equipe de profissionais de saúde deve estimular a mama da mãe, extraindo o colostro, de preferência nas primeiras 24 horas após o parto.

4. A ordenha pode ser feita com as mãos (solicite ajuda de um profissional na primeira ordenha e sempre que necessário) ou com uma bombinha (manual ou elétrica). Não tenha vergonha de procurar ajuda.

5. Faça a extração do leite com uma frequência aproximada de três em três horas, de seis a oito vezes por dia. No começo, a quantidade de leite que sai pode parecer pequena, mas não desista. Mantenha a ordenha do leite: quanto mais você ordenhar, mais leite vai produzir!

Quanto mais leite tirar, mais a mãe vai produzir

6. Tente não ficar mais de seis horas sem tirar leite. Quanto mais regulares forem as ordenhas, maior será a produção.

7. Já é possível encontrar bombinhas elétricas para comprar ou alugar, visando facilitar a retirada do leite em casa após a alta. Informe-se no próprio hospital.

8. Para os prematuros que não têm condições de sugar adequadamente, a equipe de saúde deve orientar sobre qual a melhor forma de oferecer o leite materno por outras vias: sonda, seringa               ou copinho.

9. Com o passar dos dias, à medida que desenvolve os reflexos naturais de sucção e de deglutição, o bebê fica apto a se alimentar por via oral. Daí cabe à equipe da UTI Neonatal avaliar a                       viabilidade do início da amamentação.

10. Já em casa, amamente exclusivamente, evite o uso de mamadeiras e chupetas. Se precisar sair de casa sem o bebê, peça para alguém oferecer seu leite ao bebê utilizando um copinho.

Como se alimentar de forma saudável durante a amamentação? Confira dicas

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Não existem alimentos proibidos durante a lactação, mas é preciso seguir uma dieta equilibrada

Bem como durante a gravidez, a dieta da mãe após o parto continua sendo fundamental para o desenvolvimento do bebê. De acordo com Lavínia Springmann, consultora de Amamentação da NUK, empresa alemã especializada em produtos para bebês e mães, não existem, inicialmente, alimentos proibidos para a lactante. Somente em casos de suspeita de alergia alimentar na criança, em aleitamento materno exclusivo, cujo diagnóstico é bem difícil, pode-se pensar em uma dieta hipoalergênica para a mãe.

O correto é manter uma alimentação sadia e consumir muita água, leite e sucos de fruta, de preferência sem açúcar, para estimular a produção de leite. Em caso de suspeita de reação do bebê a um determinado tipo de alimento que a mãe consome (como temperos mais fortes), é importante manter a criança em observação e notar se ela apresenta algum tipo de agitação incomum ou alergia. Nesse caso, é imprescindível identificar qual foi o alimento ingerido que ocasionou a reação no bebê e evitar o seu consumo.

 

A orientação é manter os hábitos saudáveis recomendados durante a gestação

Nada de dieta de emagrecimento

Lavínia alerta que, durante a amamentação, não há razão para iniciar uma dieta de emagrecimento, pois ela pode comprometer a produção e a quantidade de leite e, consequentemente, prejudicar a nutrição do bebê. Para produzir uma boa quantidade de leite, a mãe necessita de uma alimentação balanceada, com aproximadamente 2.500 calorias por dia e muitos copos de água ou qualquer outro líquido, além de relaxar bastante.

As mães vegetarianas devem redobrar os cuidados com a alimentação e se certificar de que estão ingerindo vitaminas e minerais suficientes para a nutrição e a do bebê. Consultar um nutricionista é a melhor opção para elaborar um cardápio adequado, com refeições e lanches saudáveis. Remédios, bebidas e fumo não combinam com amamentação. A mãe que amamenta deve se lembrar sempre que essas substâncias perigosas podem ser transferidas para o leite materno.

 

É importante passar o dia bem hidratada

O que comer durante a lactação?

Conserve os hábitos saudáveis de alimentação recomendados durante a gravidez. Mantenha uma dieta rica em grãos e cereais integrais, frutas e verduras, e alimentos que sejam boas fontes de proteínas, cálcio e ferro. É claro que uma guloseima de vez em quando não faz mal a ninguém. O consumo de gorduras saudáveis é benéfico para o bebê: abacate, azeite, castanhas, sementes e peixes gordurosos como o salmão são bons exemplos, mas evite as gorduras saturadas, encontradas nas frituras e na gordura vegetal, por exemplo.

Muitas mulheres sentem mais fome na fase da amamentação, o que faz todo o sentido, pois o corpo trabalha 24 horas por dia para produzir o leite do bebê. Por esse motivo, tenha o hábito de fazer um pequeno lanche nutritivo — como uma vitamina de iogurte batido com frutas, uma barrinha de cereais ou uma torrada com queijo — entre as mamadas. Isso ajuda a manter a fome sob controle e dar maior nível de energia.

Ingestão de água

Apesar de ter que se manter bem hidratada, a mãe não precisa ficar contando quantos copos d’água toma durante o dia, pois o corpo vai se encarregar de avisar quando é necessária a ingestão de água: os hormônios envolvidos na amamentação provocam a sensação de sede. Neste caso, o indicado é levar um copo ou uma garrafinha de água quando for amamentar. A urina na cor clara é um sinal de que a lactante está ingerindo uma quantidade adequada de líquidos.

 

Tudo o que a mãe come vai parar no leite, então tome cuidado com substâncias perigosas para o bebê

Consumo de café e bebidas alcoólicas

Substâncias como cafeína e álcool podem passar da corrente sanguínea para o leite, por isso evite excessos. A nicotina dos cigarros também vai parar no leite, então o fumo é proibido. Um cafezinho por dia não fará mal ao bebê. No caso das bebidas alcoólicas, o melhor é evitá-las. Caso a lactante tenha que tomar alguma medicação, verifique com o médico se é adequada para mães que amamentam.

Alimentos x Cólicas nos bebês

Muitas mães observam que determinados alimentos deixam o bebê fica mais agitado e com sintomas de cólica. Nesse caso, é aconselhável seguir o instinto, verificando o que comeu nas últimas horas, como foi a reação do bebê e, se identificar cólica no seu filho, tente eliminar esse alimento da dieta por alguns dias até averiguar a melhora da criança. Vale notar que, entre os suspeitos mais comuns da cólica, estão alimentos como brócolis, feijão, repolho, cebola e leite de vaca.

Leia amanhã!

Informe-se, nesta quarta-feira (7), sobre a amamentação de bebês prematuros

Odontopediatra comenta a polêmica chupeta, que pode causar desmame precoce

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Nos Estados Unidos usar chupeta é uma recomendação a partir do primeiro mês de vida. Aqui, não

Estima-se que dois terços das mães oferecerão chupeta aos filhos em algum momento durante o primeiro ano de vida. A maior parte das crianças recebe chupeta entre o primeiro e o sétimo dia de vida.

De acordo com o odontopediatra Gabriel Politano, do Ateliê Oral Kids e diretor do Departamento de Odontologia para Gestantes e Neonatos da Associação Brasileira de Odontopediatria, o hábito de usar o acessório continua no Brasil, mesmo com a proibição da propaganda de chupetas no país pela Lei nº 11.265/2006.

Nos Estados Unidos, a Academia Norte-Americana de Pediatria passou a considerar positivo o uso da chupeta na hora de dormir somente a partir do primeiro mês de vida, com base em pesquisas que mostram que isso seria capaz de reduzir em até 90% o número de mortes súbitas. A morte súbita ocorre durante o sono, no primeiro ano de vida do bebê e não existe nenhum sinal prévio do risco.

O odontopediatra Gabriel Politano

No Brasil, as recentes diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) consideram que o uso de chupetas em crianças amamentadas atrapalha a dentição, a mastigação e a deglutição, a respiração, a fala e a linguagem oral, podendo causar otite média aguda e até a tendência no futuro de vícios orais, como fumar ou comer compulsivamente.

A principal preocupação com o uso da chupeta desde os primeiros dias de vida é o eventual risco de “confusão de bico” e desmame precoce, ou seja, quando a criança se acostuma com a sucção da chupeta e deixa o peito de lado.

Na prática, portanto, pode-se resumir tudo da seguinte forma, sempre com embasamento dos estudos publicados:

– Se possível, evite o uso da chupeta de modo geral;

– Evite-a, principalmente, no primeiro mês de vida;

– Caso opte pela chupeta, é fundamental usar uma com bico anatômico e somente nos momentos de grande irritação e sonecas;

– É preciso remover o hábito por completo, no máximo, até os 2 anos de idade.

Com essas considerações, as crianças terão menos riscos de problemas esqueléticos e musculares provocados pelo uso prolongado ou inadequado da chupeta. No entanto, o acompanhamento profissional é importante devido à predisposição que algumas podem ter a alterações.

Leia amanhã!

Como se alimentar durante a amamentação? Confira dicas nesta terça-feira (6)