Pesquisa com 2 mil tutores identificou semelhanças e diferenças entre aqueles que elegeram cães ou gatos como melhores amigos. Em comum está o amor incondicional e os benefícios proporcionados pelos animais a seus guardiões
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Uma pesquisa realizada pela empresa do ramo de alimentos para pets Mars Petcare procurou conhecer o perfil de tutores de cães e gatos para observar semelhanças e diferenças entre eles. O estudo foi realizado com 2 mil pessoas (1 mil tutores de gatos e 1 mil de cães) nos Estados Unidos.
Os resultados mostraram que as pessoas que gostam de gatos têm mais propensão a serem criativas – têm quase quatro vezes mais chances de trabalhar com áreas que envolvem inovação e criação. Os amantes de cães tendem a ganhar mais dinheiro em média, o que pode estar ligado ao fato de serem mais propensos a trabalhar na área financeira. A renda extra pode ajudar os tutores de cães, já que eles tendem a gastar 33% a mais em roupas e acessórios e 26% a mais em entretenimento do que os tutores de gatos
Falando sobre entretenimento, os chamados ‘gateiros’ são mais propensos a assistirem documentários, musicais e filmes indie. Os amantes de cães são grandes fãs de terror e ação, mas também gostam de histórias românticas.
Os tutores de gatos são mais propensos a desfrutar de hobbies mais leves, gostam de ler, escrever e realizar trabalhos manuais como, por exemplo, jardinagem. Já os de cães, por outro lado, gostam de atividades mais agitadas, como esportes, ioga, dança e viagens – demonstrando a necessidade de gastar energia em um nível semelhante ao de seus próprios amigos peludos.
Dia difícil? Terapia com animais realmente funciona
Seja por meio de exercícios, abraços ou um ‘ouvido amigo’, o impacto positivo que recebemos de nossos pets é nítido. A pesquisa descobriu que os cães são muito mais propensos a melhorar a vida de seus tutores por meio de atividades físicas do que os gatos (45% contra 8%). Os tutores de cães também são mais propensos a serem corredores, com um quarto (25%) dizendo que correm regularmente, contra apenas 16% dos tutores de felinos.
Embora os gatos possam não ser os melhores amigos de treino, seus tutores são mais propensos a dividir os pensamentos e segredos mais íntimos com seu pet (23% contra 19% para tutores de cães). E ter aquele pequeno “ombro” para chorar realmente parece ajudar, já que os tutores de gatos são mais propensos a dar crédito ao seu animal de estimação pela a redução do estresse (70% contra 66%) e também pelo conforto em momentos de tristeza, como a perda de um ente querido ou após uma ruptura de relacionamento.
“Os benefícios dos animais de estimação para a saúde e o bem-estar dos seres humanos é um assunto amplamente estudado por nós. Os pets representam uma parte essencial da sociedade e fornecem um apoio valioso em facilitar a interação humana e os contatos sociais, além de proporcionar companhia. As evidências científicas têm demonstrado os inúmeros benefícios advindos dos pets, não só para os seus tutores, mas também para a sociedade como um todo”, afirma Jam Stewart, Vice-Presidente de Assuntos Corporativos da Mars Pet Nutrition.
Pets nos fazem felizes de muitas maneiras
Apesar dessas diferenças, os tutores de gatos e cães têm algumas coisas em comum – especialmente quando se trata de viagens e planejamento de vida. Mais de um quinto deles leva seu animal de estimação junto nas férias, um quarto faz as refeições diárias acompanhados de seus pets e mais de um terço compra presentes em aniversários e datas comemorativas – embora os tutores de cães tenham duas vezes mais chances (19% x 9%) de celebrar o aniversário de seus melhores amigos com uma festa completa.
Com laços tão fortes, não é surpresa que os pets influenciem fortemente o planejamento de vida semanal de seus tutores. Os cães têm um pouco mais de influência sobre como seus tutores tomam decisões, com mais de dois terços confirmando que o pet influencia diretamente seu planejamento (67% x 58%).
Principais tendências observadas
Tutores de Gatos
Tutores de Cães
Áreas de atuação
Saúde, Negócios, Empreendedorismo, Criação
Finanças, Educação, Direito, Governo, ONGs
Estado civil
Solteiro, comprometido, divorciado e viúvo
Namorando, noivo e casado
Seriados preferidos
Seinfeld, Breaking Bad, House, Downton Abbey
Game of Thrones, The Big Bang Theory, Grey’s Anatomy, The Walking Dead, House of Cards, The Sopranos, Law and Order, Modern Family
Estilos de filmes preferidos
Suspense, animação, indie, musicais, comédia, documentário e filmes de época
Quarta edição do Pet Day da Cia da Terra vai levar muitas atrações para cães e tutores no Eixão Sul. Também tem encontro de raças e feira de adoção no fim de semana
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Sábado – Feira de adoção de cães e gatos da Cobasi, em parceria com o projeto PEDIGREE® Adotar é Tudo de Bom. Todos os animais serão adotados já castrados e vacinados. Os interessados em oferecer um lar feliz para os animais, além de passarem por uma entrevista de avaliação de perfil, devem estar munidos dos seguintes documentos: originais e cópias de RG, CPF e comprovante de residência. A feira acontece de 10h às 16h na Cobasi Taquari (Subida do Colorado).
Sábado e domingo — O Funn Festival se despede neste fim de semana. Montada na estrutura do megaevento, a vila dos pets tem feira de adoção, creche pet, lojinhas e encontro de cães. No sábado, a partir das 15h, o encontro é do clube do spitz alemão. No domingo, mesmo horário, é do clube do maltês. A entrada é R$ 20, revertida em consumação.
Domingo – O Pet Day da Cia da Terra chega à quarta edição no Eixão Sul, altura das quadras 208/209 sul, a partir das 9h. O evento é gratuito e esse ano ocupa um espaço ainda maior e mais variado, com novas áreas de convivência e muitas atrações para toda a família. A programação conta com Campeonato de Agility – esporte que reúne cães e condutores em provas de habilidade e velocidade com obstáculos – lojinha Cia da Terra, expositores com as últimas novidades em produtos e tratamentos de beleza para os bichinhos de estimação, tosa ao vivo, água para o conforto dos mascotes, veterinários para tirar as principais dúvidas, exposição de animais silvestres, sorteios, distribuição de brindes e encontro de foodtrucks.
Campanha do frio
Até 31 de julho, a Cobasi realiza a “Campanha do Agasalho Pet”. É uma iniciativa da empresa em que transformará todas as lojas Cobasi do Brasil em pontos de coleta para receber roupas, caminhas e cobertas para animais e tudo que for recolhido será doado para ONGs parceiras. As lojas receberam uma caixa tematizada da campanha, posicionada próxima a entrada para fácil visualização dos clientes. Todas as lojas do DF têm ponto de coleta.
Ministros mantêm decisão do TJ-SP e garantem direito de visitação a uma yorkshire pelo ex-companheiro da tutora
Crédito: Elisa Minnette / Divulgação
Em uma decisão inédita, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que é possível regulamentar judicialmente as visitas a animais de estimação após o fim de um relacionamento. Por três votos a dois, os ministros confirmaram um acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que fixou um regime de visitas a uma yorkhire, cujos tutores dissolveram uma união estável.
O casal assinou contrato de união estável em 2004 e, enquanto estava junto, adotou Kimi. Com o término da relação, a yorkshire ficou coma tutora, que impediu o ex de vistá-la. O homem, então, recorreu à Defensoria Pública do Estado, que entrou com ação de guarda compartilhada no TJ-SP. O juiz, contudo, extinguiu a ação, entendendo que não cabia à Vara de Família decidir a respeito. A Constituição brasileira considera que os pets são bens, e não membros da família.
Mas a defensora pública Cláudia Aoun Tannuri entrou com recurso, alegando que, hoje em dia, os animais já são considerados verdadeiros integrantes do núcleo familiar. Em votação unânime, os desembargadores da 7ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP aplicaram, por analogia, o disposto no Código Civil sobre a guarda e visita de crianças e adolescentes. A mulher recorreu e o caso foi parar no STJ.
O julgamento, iniciado em 22 de maio, foi encerrado ontem. O relator do recurso especial, Luiz Felipe Salomão, destacou que permitir a visitação não é um tema de “mera futilidade”:
“Nesse passo, penso que a ordem jurídica não pode, simplesmente,
desprezar o relevo da relação do homem com seu animal de companhia –
sobretudo nos tempos em que se vive – e negar o direito dos
ex-consortes de visitar ou de ter consigo o seu cão, desfrutando de seu convívio, ao menos por um lapso temporal”, afirmou o ministro.
Luiz Felipe Salomão, contudo, ressaltou que não se trata de humanizar um animal e que não estava comparando Kimi a crianças e adolescentes. Marco Buzzi acompanhou o voto, mas com uma fundamentação diferente: para ele, o homem tem direito de visitar a cachorrinha porque ela seria, na avaliação do ministro, copropriedade dos ex-companheiros. Antonio Carlos Ferreira acompanhou o relator. Já os ministros Isabel Gallotti e Lázaro Guimarães foram voto vencido.Ao manter a decisão do TJ-SP, o STJ decidiu que o tutor de Kimi poderá visitá-la em fins de semana, feriados e festas de fim de ano, além de acompanhá-la no veterinário.
Evento gratuito no Eixão terá muitas atividades para os pets, além de feirinha de adoção
Edição passada do Pet Day: diversão ao ar livre com o melhor amigo Crédito: divulgação
O já tradicional Pet Day Cia da Terra chega à quarta edição no domingo, 24/6, a partir das 9h, no Eixão Sul, altura das quadras 208/209 sul. O evento é gratuito e esse ano ocupa um espaço ainda maior e mais variado, com novas áreas de convivência e muitas atrações para toda a família.
A programação conta com Campeonato de Agility – esporte que reúne cães e condutores em provas de habilidade e velocidade com obstáculos –, lojinha Cia da Terra e expositores com as últimas novidades em produtos e tratamentos de beleza para os bichinhos de estimação, tosa ao vivo, água para o conforto dos mascotes, veterinários para esclarecer as principais dúvidas dos proprietários dos pets, sorteios e distribuição de brindes, além do lançamento do Bolão Pet Hexa.
“O Pet Day é voltado para famílias, que se divertem e aproveitam o dia ao lado de seus animais de estimação. Nossa motivação em fazer esse evento é saber que além de levarmos informações essenciais para o bem-estar dos bichinhos, também estamos proporcionado momentos únicos para todos que participam deste encontro”, afirma Priscila Davis, uma das organizadoras do Pet Day e sócia da pet shop Cia da Terra.
Para quem ainda não tem um cãozinho ou gatinho ou, ainda, para os que desejam aumentar a família, o Pet Day é uma excelente oportunidade. Em parceria com o Projeto Acalanto, o evento terá uma grande feira de adoção, com cerca de cem cães e gatos vacinados e prontinhos para ganhar um novo lar. Mas, como adotar é um assunto sério, quem se habilitar precisa estar muito certo da decisão e fazer uma adoção consciente, alerta Priscila.
“Um animal de estimação é como um filho, o que implica em responsabilidade, predisposição e vontade. Por isso, o ideal é que a pessoa venha ao evento, converse com as pessoas que já tenham animais, pesquise sobre o bichinho que pretende adotar, entenda seus hábitos e tempo de vida e tenha em mente que ele vai precisar de uma adaptação ao novo ambiente. Caso esteja certo da decisão, então pode se preparar para receber de volta muito amor, carinho e felicidade”, afirma a empresária e sócia da pet shop Cia da Terra.
As temperaturas começam a cair e algumas pessoas passam a incrementar as refeições de cães e gatos com “um tantinho de alimento a mais” no prato. O argumento: “eles sentem mais fome no frio”. Será que isso é verdade?
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A resposta é: MITO!
Sem saber, essas pessoas estão cometendo um engano e contribuindo para um desequilíbrio alimentar, o que pode levar seus animais de estimação a um quadro de sobrepeso e até mesmo à obesidade. De acordo com Keila Regina de Godoy, médica veterinária e gerente de capacitação técnica da PremieRpet, o inverno brasileiro pode ser considerado ameno e não demanda um incremento de calorias para os pets.
“Estamos em um país tropical onde o inverno é ameno. E devemos levar em conta que a grande maioria dos pets que têm dono vive dentro de casa e não fica exposta por longos períodos às baixas temperaturas. Muitos possuem camas, roupinhas e cobertores para se abrigar do frio”, explica Keila.
Segundo a veterinária, a situação é diferente de países onde o frio é muito intenso e, de fato, o organismo dos animais têm um gasto energético adicional para manter a temperatura corporal. “Nesses locais de inverno rigoroso, sim, os cães e gatos podem necessitar de um incremento na quantidade de alimentação para compensar as necessidades, principalmente se frequentam áreas externas à residência”, esclarece.
Portanto, fica o alerta: no Brasil o inverno não é desculpa para aumentar a comida do pet! “Exceto se o animal em questão vive ao relento em um local de frio intenso, por exemplo, um cão de pastoreio no Rio Grande do Sul”, exemplifica Keila. Em caso de dúvidas, ela orienta consultar sempre o médico veterinário antes de mudar algo na alimentação do pet.
E atenção: nos meses frios é muito importante não descuidar da hidratação do pet, pois ele pode sentir menos sede e consequentemente ingerir menos água. É importante caprichar na oferta de água, sempre limpa e fresca, e evitar muita exposição a aquecedores.
Com sintomas parecidos com os da gripe humana, a tosse dos canis é comum nos cães se torna mais frequente diante da queda das temperaturas e baixa umidade do ar
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Com a proximidade do inverno e a baixa umidade que já é sentida em Brasília, muito se fala sobre a proliferação de doenças respiratórias, especialmente a gripe. Mas você sabia que os cães também podem desenvolver esse tipo de doença? É a tosse dos canis, síndrome respiratória complexa transmitida por vírus ou bactérias que pode afetar animais de todas as raças e idades.
Durante o outono e o inverno, quando o tempo fica mais frio e seco, o que dificulta a dispersão das partículas transmissoras da doença, a transmissão da tosse dos canis é facilitada. Somado a isso, está a queda da resistência imunológica dos cães, que tendem a ficar com as vias aéreas mais ressecadas e, portanto, desprotegidas.
Por ser altamente contagiosa, a doença exige alguns cuidados dos tutores, que devem redobrar a atenção com os sintomas dos seus peludos. Tosse seca, secreção, falta de apetite e febre são alguns dos sinais de alerta. Em casos mais graves, o pet pode também apresentar coriza e secreção nos olhos. Ao notar qualquer um desses sintomas, um veterinário deve ser consultado.
O diagnóstico pode ser feito por exames laboratoriais, que vão desde hemogramas de rotina até provas bioquímicas, ou mediante avaliação clínica do médico veterinário.
Segundo Andrei Nascimento, médico veterinário e gerente de produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal, a doença pode ser transmitida aos animais sadios tanto pelo contato com um pet doente, como pelo ar. Por isso, a vacinação é a medida mais efetiva de prevenção. “A aplicação da vacina deve ser feita anualmente. A medida protege não somente contra a infecção, como também reduz a eliminação dos agentes transmissores no ambiente – o que é essencial para quem tem mais de um pet”, afirma.
Para os animais que ainda não foram vacinados, vale ressaltar que hoje já existe uma alternativa que garante proteção mais rápida e indolor. “A vacina de administração intranasal além de indolor – já que são aplicadas por meio da narina do animal -, oferece proteção em apenas 72 horas após a aplicação” explica o especialista, que ainda ressalta que a sua aplicação pode ser feita em filhotes a partir de três semanas de vida.
Quando não tratada, a doença pode causar complicações, como pneumonias. Em casos muito raros, a Tosse dos Canis pode levar o animal a óbito. Além da vacina anual, alguns outros cuidados podem ser adotados para manter o seu cachorro longe dessa doença. Abaixo seguem alguns deles:
Evite passeios com o cão em horários mais frios;
Caso o cachorro fique na área externa da casa, providencie um abrigo que o proteja do vento, principalmente durante a noite;
Evite choques térmicos, como exposição do animal a temperaturas baixas após um banho quente, por exemplo;
Se você tiver mais de um cachorro e identificar o sintoma em algum deles, mantenha-o afastado até o início do seu tratamento;
Ao viajar com o seu cão ou sem ele (deixando-o hospedado em um hotel) procure antes o médico veterinário de sua confiança para que ele possa orientá-lo corretamente sobre a melhor prevenção para cada uma das situações.
Restaurante vai oferecer cardápio especial para pets no jogo do Brasil, sem fogos nem rojões. Aprenda a fazer uma roupinha para o melhor amigo acompanhar a partida em grande estilo
Bento está pronto para curtir a Copa. Crédito: Arquivo pessoal
Que tal assistir à estreia do Brasil na Copa do Mundo ao lado do melhor amigo, com um cardápio especial para os dois e SEM fogos de artifício? O Alpinus, no Parque da Cidade, vai ter comidas e bebidas especiais para os dogs e televisões ligadas no jogo para os torcedores acompanharem a partida. Não serão permitidos fogos de artifício no local. A partir das 14h. Se o pet não curte barulho, veja aqui o que fazer.
Para quem quer deixar o amigão no clima de torcida, a Sibgol Fashion ensina o passo a passo para um look customizado. Você pode fazer uma camiseta igual à do seu pet e, assim, os dois saem combinando:
Material que você vai precisar:
– Modelagem
– Retalho de camiseta velha
– Retalho de tecido amarelo
– Agulha
– Linha de costura
– Caneta para marcar o tecido.
– Tesoura
– Alfinetes
Confira o passo a passo na galeria:
Encaixe a modelagem ao tecido amarelo e corte.
Em seguida alinhave as costas a frente.
Utilize os retalhos de uma camiseta verde para fazer o punho e a gola da camiseta pet
Alinhave
Tire do avesso.
Dobre a barra até a cava, formando um vinco. Corte as franjas na altura do vinco
Amarre uma tira a outra formando um nó.
Pronto, seu pet já pode assistir aos jogos e torcer juntinho com você!
Prefere comprar algo pronto? A Cobasi traz algumas sugestões de produto:
Muitos animais sofrem com o barulho de fogos e rojões, podendo fugir, se acidentar e até morrer de infarto. Especialistas ensinam a diminuir o sofrimento do melhor amigo durante a Copa do Mundo
Chico Bento sofre com barulhos de fogos e rojões e chega a tremer todo o corpo Crédito: Danielle Wolff/Divulgação
Enquanto boa parte dos brasileiros não vê a hora de começar a torcer pela Seleção na Copa do Mundo, para muitos tutores esse é um momento de preocupação. Os ouvidos dos animais são muito mais sensíveis aos barulhos de fogos e rojões e, além do incômodo, eles podem, literalmente, morrer de medo. Foi o que aconteceu com o chow chow de um vizinho da estudante Dayane Siqueira, moradora de Ceilândia Sul. “Foi na virada do dia 31 para o 1º de janeiro. As pessoas aqui têm mania de soltar umas bombas que parece que vão explodir as casas. O cachorro tinha 8 anos e não resistiu. Quando meu vizinho chegou da festa de réveillon pela manhã, o cachorro estava morto em um cantinho”, relata.
Tutora do golden Chico Bento, Dayane teme a reação do pet durante os jogos. “No ano novo, eu coloquei algodão no ouvido, dei um petisco calmante e fiquei com a TV ligada. Quando começaram os fogos, ele tremia tanto que o corpinho levantava do chão, eu praticamente coloquei ele no colo e o corpo em cima dele. Minha priminha de 12 anos também deitou na lateral do corpo dele e ele se tremia de forma que não conseguia nem se levantar… Eu tenho pânico de fogos, as pessoas dizem que tenho que ignorar, mas não aguento vê-o se tremendo de medo”, lamenta.
Nadja Lima Benigno também está preocupada com a primeira Copa da vida de Luke, um golden de 2 anos. “Ele sempre fica muito assustado quando tem fogos de artifício. Ele começa a subir em cima das coisas, treme, fica com o coração acelerado demais. Quando tem esse tipo de barulho, gente nunca deixa ele preso, tenta abafar o barulho e fica o tempo todo perto dele. Nos jogos vamos ter de ficar o tempo todo ao lado dele, fazendo o possível para tornar esse momento o menos assustador para ele”, afirma.
Tanto Dayane quanto Nadja estão certas em não deixar os pets sozinhos nessas horas mas, segundo o adestrador e especialista em comportamento animal Cleber Santos, da ComportPet, ao tentar acalmar os melhores amigos, os tutores podem agravar o nível de estresse. Ele explica que colocar o cão no colo ou fazer carinho para tentar distrair o pet é um erro comum. “Não é recomendado dar carinho ao animal, pois, se o dono agir dessa forma, estará ensinando ao cão que, a cada vez que ele sente medo, ganha carinho. Ou seja, estará incentivando o animal a ficar com ainda mais medo”, explica. De acordo com ele, a melhor forma de agir é deixar o cão seguro, quieto, em um quarto preparado especialmente para ele, sem dar atenção excessiva ao animal. O especialista ressalta a importância de o local ser bastante seguro. “Muitos cães entram em um estado de estresse intenso, ficando desesperados e até mesmo tentando fugir, pulando de janelas, sacadas ou portões”, alerta.
Luke vai enfrentar a primeira Copa, mas no réveillon já demonstrou temer os fogos Crédito: Arquivo Pessoal
Santos ensina que é importante condicionar o cão ao som alto dos fogos diariamente. Assim, o estresse com o ruído tenderá a ficar cada vez menor. “Recomendo que o treinamento seja diário e dure cerca de 20 minutos. Uma boa estratégia é fazer com que o cão se alimente ouvindo o som de fogos. Assim, associará à alimentação, a uma coisa positiva. O tutor deve ligar o som e em seguida oferece alimentação ao pet”, diz. Mas, atenção: a estratégia é indicada apenas para filhotes e cães que não apresentem um nível de estresse tão alto.
Cães que costumam sofrer muito com barulho de fogos e rojões devem ficar longe de alimentos nessas ocasiões, afirma a médica veterinária Lara Torrezan, diretora operacional do aplicativo Dot Pet. “Além de ficar de olho para seu animal não roubar nenhum alimento, é recomendável retirar a ração horas antes do jogo, para evitar complicações como vômitos e torção gástrica, no caso de cães de porte grande. Isso porque ele pode comer rápido demais devido à agitação, o que pode levar a diversas situações de desconforto. A água, no entanto, deve sempre ficar disponível”, ensina.
No caso de animais extremamente assustados, a médica veterinária Mariana Mauger, da DrogaVET, também recomenda o uso de calmantes naturais, como os florais, e alguns medicamentos fitoterápicos Cada animal, porém, responde à situação de forma diferente. “É sempre importante receber uma avaliação de um médico veterinário para determinar como pode ser feita a prevenção e o tratamento”, ressalta a especialista. O alerta vale tanto para os pets mais dóceis e que rotineiramente não apresentaram sinais de ansiedade quando ocorre algum evento, mas, sobretudo, aos que já têm pré-disposição a essas doenças, requerendo, consequentemente, cuidados extras.
Mariana Mauger explica que os filhotes e idosos devem ser tratados com maior cautela para que não se machuquem. “Os filhotes requerem atenção para não desenvolverem traumas futuros. Já os idosos, para evitarem complicações em doenças pré-existentes, como diabetes, cardiopatias e insuficiência renal, em decorrência do estresse”, orienta a médica veterinária, enfatizando que, no momento do desespero, é normal os pets procurarem abrigo em diversos locais, podendo se esconder em locais de difícil acesso e, assim, se machucar gravemente.
A médica veterinária lembra que pets de menor porte, como hamster e porquinho da índia, também podem sofrer com os barulhos da Copa. Nesses casos, ela indica a manipulação de calmantes naturais em forma de xaropes adocicados, nos sabores avelã ou maçã, ao gosto desses animais. “Aqui, também aconselhamos que fiquem num ambiente familiar, sempre dentro da gaiola, já que os fogos podem assustá-los, levando-os a fugir da residência”, finaliza.
Está pensando em levar um novo amigo para casa? Saiba o que é preciso fazer para recebê-lo com atenção e carinho, garantindo a saúde e o bem-estar do filhotinho
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É comum o filhote estranhar seu novo lar nos primeiros dias. Dessa forma, é muito importante que ele se sinta acolhido pela família e que os tutores tenham bastante atenção, carinho e paciência com o novo companheiro de quatro patas. Ambiente, alimentação, banho, lazer e saúde são pontos a serem tratados com total atenção. Veja o que fazer para que o início dessa grande amizade seja bem-sucedido para a família e para o cãozinho.
Reserve um lugar calmo da casa para acomodar a cama e os objetos do filhote.
– Cama ou caixa para dormir: deve ficar em um lugar protegido de chuva e vento e de fácil higienização. Nos dias frios, coloque uma toalha ou cobertor para aquecer o pet.
– Potes para água e ração: devem ficar próximos da cama, porém distantes um do outro, para que, ao beber água, o cãozinho não molhe a ração.
Coloque coleiras e guias nos filhotes.
As primeiras coleiras e guias devem ser leves e resistentes. Como o filhote cresce muito rápido, é preciso verificar semanalmente se a coleira não está ficando pequena.
Distraia o pet com brincadeiras e objetos para auxiliar na adaptação ao novo lar.
Brinquedos como bolinhas de borracha são importantes para a distração e diversão do filhote, evitando que ele estrague algum objeto de casa. Ofereça sempre brinquedos próprios para cães, para a segurança do animal.
Mantenha o filhote sempre higienizado: isso é muito importante para a manutenção da saúde.
– Banhos: devido à baixa proteção imunológica, os banhos devem ser evitados até que o programa de vacinação termine. Porém, caso seja necessária a higienização durante esse período, utilize lenços umedecidos próprios para pets, mas sempre com a orientação de um médico-veterinário.
– Escovação: essa prática é muito importante para retirar pelos mortos e evitar a formação de nó. Precisa escovar o cãozinho, pelo menos, uma vez por semana, principalmente os pets de pelos longos.
– Limpeza dos ouvidos: a higienização dos ouvidos deve se limitar apenas à parte externa, a fim de evitar infecções. Recomenda-se a limpeza adequada com ceruminolíticos suaves e hidratantes, conforme recomendações do veterinário. Não utilize hastes flexíveis, use apenas um pedaço de algodão enrolado no dedo.
– Limpeza dos olhos: os olhos não devem possuir nenhum corrimento ou secreção. Devem ser brilhantes e úmidos. A higienização pode ser feita com solução ocular ou mesmo fisiológica, com o auxílio de algodão ou gaze.
– Dentição e escovação: ao nascer, o pet não possui dentes. A dentição começa a aparecer a partir do vigésimo dia de vida. Já por volta do terceiro ou quinto mês de idade, os dentes de leite são substituídos por definitivos. As datas de erupção podem variar de acordo com a raça. Assim, a escovação dos dentes do filhote deve começar desde cedo. Nas primeiras vezes, utilize uma gaze úmida e enrolada no dedo para passar sobre os dentinhos dos cachorros. Após alguns meses, considerando que o animal já estará adaptado a esse procedimento, utilize a escova de dente específica para cães, assim como pastas de dentes desenvolvidas especialmente para o seu pet. Para realizar esse procedimento da melhor maneira, solicite orientações ao médico-veterinário.
Cuide para o pet não adquira ectoparasitas.
– Controle de pulgas e carrapatos: é importante observar constantemente se há ou não presença de pulgas e carrapatos no filhote. Em um simples passeio, o animal pode adquirir esses parasitas e, caso a infestação fique muito intensa, tanto o cachorro quanto o ambiente devem ser tratados.
Fique atento ao esquema de vermifugação e vacinação.
– Vermifugação: assim que o filhote for adquirido, ele deve ser vermifugado adequadamente até os seis meses de vida, pois as verminoses podem prejudicar a saúde do pet e também das pessoas que convivem com ele.
– Vacinação: o protocolo de vacinação deve ser feito com muito critério, sem atrasos, com vacinas fabricadas por laboratórios confiáveis e deve ser aplicado por um médico-veterinário. O ideal é que o filhote inicie sua vacinação entre 30 e 45 dias de idade e esteja com o protocolo completo de vacinação até os cinco meses, para não correr riscos de adquirir viroses sérias, capazes de levá-lo a óbito.
A gerente técnica da Linha Pet da Ourofino Saúde Animal, Andrea Savioli, conversou com o blog sobre os cuidados com os filhotes. Confira.
Uma das principais dúvidas que os tutores têm é a partir de quando poderão passear com seus pets. No caso de ainda não terem tomado todas as vacinas, podem passear no colo dos tutores, para irem se acostumando com outros animais e com o ambiente em geral?
Sair com o filhote no colo evita a exposição ao solo e às áreas que podem estar contaminadas, o que reduz a criticidade da exposição. Mas até que os filhotes tenham recebido as 3 doses das vacinas conhecidas como múltiplas, o contato com locais públicos frequentado por cães deve ser evitado.
É normal cachorrinhos e gatinhos nascerem com vermes?
Como o ciclo de vida das principais verminoses de cães e gatos inclui transmissão transplacentaria é, sim, possível que os filhotes nasçam com vermes – isso se a vermifugação da cadela não for realizada da forma correta. Mas é importante destacar que a barriga dilatada dos filhotes pode ter ou não correlação com verminose.
Se eles já têm parasitas, é seguro tratá-los muito novinhos?
Assim que o filhote for adquirido, ele deve ser vermifugado adequadamente até os seis meses de vida, pois as verminoses podem prejudicar a saúde do pet e também das pessoas que convivem com ele. A vermifugação deve ser realizada por meio da prescrição do médico-veterinário, que irá avaliar a condição de saúde do animal, se ele tomou ou não carga verminotica e qual sua condição de saúde; bem como escolherá o melhor produto e indicará a dose segura. Dessa forma, a vermifugação não causará problemas ao filhote.
Evento de adoção de amiguinhos com deficiência e desfiles de moda são destaques pet do fim de semana
Adoção de amiguinhos com deficiência – Pela primeira vez, o Santuário Nova Aliança e a Cia da Terra promovem uma feirinha de adoção de cães e gatos com deficiência. Esses animais são mais difíceis de serem adotados, mas têm amor de sobra para oferecer a quem lhes der uma chance. Que tal abrir o coração para amiguinhos mais que especiais? O evento acontece no sábado, 9, das 9h às 15h no Condomínio San Diego, Jardim Botânico, ao lado do Hospital Vet Animax.
Fashion week no Boulevard – Desfiles, palestras, apresentações e novidades nos produtos e artigos do setor aguardam pets e tutores no Boulevard Shopping. O evento, gratuito, tem como destaque o tapete vermelho, no qual os cães mostrarão as últimas tendências da moda pet. Além da passarela canina, haverá degustação de produtos alimentícios para cães, palestras com veterinários, apresentação de cães adestrados, entre outros atrativos, como sorteios de brindes. Confira a programação completa para sábado e domingo.
15h – Abertura
15h30 – Desfile de cães com a grife Oh, Dog (premiação do animal que apresentar o modelo mais bonito)
16h – Desfile dos cães do Clube Dachshunds, com escolha do cachorro mais estiloso
16h30 – Desfile de cães com penteados
17h – Desfile de cães com a grife Brenda Nóbrega (premiação do animal que apresentar o modelo mais bonito)
17h30 – Projeto Missão – Apresentação de cães adestrados
18h – Palestra sobre saúde, com sorteio para o público
18h30 – Desfiles de cães com grifes de marcas diversas, com sorteio para o público
19h – Desfile de cães com a grife Bichos e Caprichos
20h – Encerramento.
Domingo (10)
15h– Abertura
15h30 – Desfile de cães com a grife Brenda Nóbrega (premiação do animal que apresentar o modelo mais bonito)
16h – Apresentação dos cães do Canil Bruto Negro (escolha do cachorro mais estiloso)
16h30 – Desfile de cães com a grife Oh, Dog (premiação do animal com o penteado mais bonito)
17h – Apresentação de cães adestrados
17h30 – Desfiles de cães com grifes de marcas diversas, com sorteio para o público
18h – Palestras sobre saúde animal
18h30 – Desfiles de cães das raças Bull Terrier e Bulldog francês
19h – Apresentação de cão-guia de cegos
20h – Encerramento.
Nos dois dias de evento, o encontro será no estacionamento coberto, próximo à administração do shopping, das 15h às 20h
Fashion Week Dog – Boulevard Shopping Brasília
Quando? Nos dias 9 e 10 de junho
Que horas? Das 15h às 20h
Onde? Boulevard Shopping Brasília – Setor Terminal Norte, Conjunto J Asa Norte