Focinhos já sentem a secura

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Problema respiratório nos pets aumenta 60% com o tempo seco. Veja como minimizar os efeitos da baixa umidade, que pode levar muitos animais aos hospitais. O frio que está fazendo à noite também requer cuidados especiais 

Nessa secura, o Bento quer mais é se refrescar Crédito: Adriana Fortes/Arquivo Pessoal
Nessa secura, o Bento quer mais é se refrescar Crédito: Adriana Fortes/Arquivo Pessoal

 

 

Com a umidade do ar em Brasília na faixa dos 30% e sem previsão de chuva tão cedo, a secura pode afetar também a saúde dos melhores amigos. Um levantamento da Petz indica que, nesta época do ano, há um aumento de 60% nos problemas respiratórios e oftalmológicos, para atendimentos ambulatoriais, inalação, oxigenioterapia e emergências. Assim como as pessoas, os pets apresentam sintomas como coceiras nos olhos, boca seca, cansaço, dificuldade para respirar e desidratação.

“Os bichinhos com focinho curto ou achatado, como o shi-tzu, o pug e os bulldogs, que já apresentam dificuldade para respirar, acabam tendo o problema agravado, assim como os filhotes em geral”, afirma a veterinária Karina Mussolino, gerente de clínicas da Petz.

Para evitar que eles tenham qualquer mal por causa do ar seco, Karina Mussolino orienta a tomar alguns cuidados. Veja a seguir:

Alterações que podem ocorrer:

. Os pets podem ficar mais ofegantes e sofrer de crise respiratória com ar seco. O ideal é evitar caminhadas longas e brincadeiras muito ativas nesses dias, principalmente das 10h às 16h.

. Aumenta o risco de contrair a traqueobronquite canina ou a rinotraqueite felina. Caso não sejam tratados adequadamente, esses transtornos podem levar a complicações e até a uma pneumonia.

. Pets de focinho curto ou achatados (braquicefálicos): com maior dificuldade de respiração e predisposição para esses problemas e, assim como filhotes, podem ter aumento de secreção nasal e até contrair gripe.

. Os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejar e coçar. Isso pode fazer com que eles tentem aliviar a coceira com as patinhas, provocando lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a infecção chamada de conjuntivite.

Como amenizar os efeitos do clima

1 – Fique atento à alimentação, se o pet está se comendo bem, se continua ativo e brincando.

2 – Leve sempre recipientes de água para os passeios. Em casa, troque a água várias vezes ao dia.

– Deixe toalhas molhadas ou bacias com água próximas aos locais de descanso. Umidificadores de ar também são recomendados.

4 – Diminua quantidade de exercícios, principalmente entre 10h e 16h.

– Faça hidratação com produtos específicos para pets.

6 – A inalação pode e deve ser feita somente com soro fisiológico para animais com problemas respiratórios durante fases de tempo seco, pois umidifica as vias aéreas e facilita a respiração.

– A limpeza dos olhos deve ser feita com solução fisiológica, passando o algodão delicadamente.

8 – Mantenha a vacinação contra a gripe em dia, assim como todas as outras, além do reforço anual.

– Fique atento a qualquer sinal de tosse, secreção nasal e ocular e dificuldade respiratória grave.

10 – Leve o pet para um check-up, que ajuda na prevenção e também no diagnóstico precoce de qualquer problema.

Cuidados no frio

Thor já está de pijaminha Crédito: Arquivo Pessoal
Thor já está de pijaminha
Crédito: Arquivo Pessoal

Além da seca, Brasília tem passado por noites e madrugadas frias. A baixa nas temperaturas pode desencadear problemas nas articulações, dores musculares, traqueobronquite canina e rinotraqueite felina. A partir dos 7 anos, o animal já tende a desenvolver doenças hormonais, articulares e a diminuir a musculatura, agravado pela diminuição das camadas de gordura eliminadas pelo organismo. “Desse modo, ele fica muito mais suscetível ao frio e ao vento gelado, característicos dessa estação”, alerta a médica veterinária Mariana Mauger, da rede DrogaVET.

Para não expor os animais ao frio, ela dá algumas dicas:

  • Mantenha o ambiente fechado e arejado, em temperatura amena
  • Vista o pet com roupinhas de lã quentinhas
  • Coloque cobertores e mantas em sua caminha/casinha
  • Forneça alimentação adequada e pote de água sempre cheio
  • Fortaleça o organismo com uso de suplemento nutricional (verifique a possibilidade com seu veterinário)

Se o pet precisar usar medicamentos para combater as doenças do frio e outras enfermidades, Mariana Mauger explica que é possível fazer a manipulação de maneira eficaz. “O medicamento é manipulado na dose certa para cada tipo de animal, levando-se em conta seu porte, raça e características biológicas”, diz. Segundo ela, numa mesma manipulação o medicamento pode reunir diferentes princípios ativos com o objetivo de tratar não só a doença principal, mas também aquelas associadas às características do pet, tais como a idade, a obesidade ou alergias. “Nesse último caso, é possível tratar, por exemplo, a osteoartrose em forma de biscoito hipoalergênico. Já um animal obeso pode ser medicado com biscoitos que ajudam no emagrecimento, incluindo, na fórmula, os ativos chitosan e berinjela. Aos idosos com osteoartrose, a manipulação veterinária permite associar a condroitina e um complexo antienvelhecimento como a coenzima Q10 e o Ômega 3”, exemplifica.

Ter um animal exige responsabilidade

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Já reparou quantas pessoas se desfazem de animais todos os dias, com as mais variadas desculpas? Antes de levar um pet para casa, é preciso ter consciência da responsabilidade por uma vida, que não merece ser descartada como um objeto indesejado

Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

“A adoção é sempre um ótimo caminho quando se pensa em um pet. Adotar é tudo de bom, mas também é preciso lembrar a importância da consciência da posse responsável”, ressalta Jorge  Morais,  veterinário e fundador da rede Animal Place. Se você está pensando em levar um melhor amigo para casa, considere que:

1. O tempo médio de vida de um animal é de aproximadamente 12 anos. Essa será uma responsabilidade a longo prazo.

2. O animal, seja cão ou gato, deve ser mantido dentro de casa, evitando, assim, que sofra acidentes ou maus-tratos nas ruas.

3. Seja com ração ou alimentação natural, forneça refeições apropriadas e balanceadas, e mantenha sempre disponível água limpa e fresca.

4. A visita ao veterinário deve ser feita regularmente (pelo menos uma vez por ano) para aplicação de vacinas, vermifugação e check-up. Na velhice, a frequência aos consultórios aumenta.

5. Atenção e carinho são essenciais para o novo membro da família.

6. Identifique o animal com microchip ou placa identificadora. Assim, caso ele se perca, as chances de tê-lo de volta é de quase 100%.

7. Castre-o logo após a adoção. A castração evita gravidez indesejada, brigas por territórios e doenças, inclusive o câncer. Pesquisas indicam que pets castrados vivem mais.

Já pensou em adotar um cão adulto?

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No Brasil, existem 20 milhões de cães abandonados. Para os adultos, é mais difícil conseguir um lar, mas eles são excelentes companheiros e costumam dar bem menos trabalho que os filhotes

crédito: reprodução
crédito: reprodução

No Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados. Destes, 20 milhões são cães, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A boa notícia é que, em São Paulo, os filhotes que chegam ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da prefeitura são adotados quase que imediatamente. Porém, adultos e velhinhos não têm a mesma sorte e a fila de espera por uma nova família não para de crescer. Os adestradores Douglas Gouvea e Michelle Araújo, proprietários da Doug Walker, explicam que existem diversas vantagens em escolher um cão adulto para cuidar.

“Os cães adultos são muito companheiros e ficam muito gratos quando ganham um novo lar”, diz Douglas. “Eles vão agradecer por toda a vida.”

Segundo os especialistas, quando o pet adotado é adulto, ele costuma dar menos trabalho de adaptação do que se for um filhote. O cão recém-nascido, ao ser desmamado, passa vários dias chorando pela falta da mãe. O novo dono precisará de muita paciência e carinho. Além disso, eles ainda estão em fase de aprendizagem e não sabem onde fazer as necessidades. É preciso ter bastante tempo disponível para ensinar as boas maneiras e também separar um tempo para brincar e gastar a energia do filhote. Afinal, são bebês e não sabem direito como se comportar. Já um cão adulto não tem tanta energia e está mais acostumado a passar um tempo sozinho e ainda aprende muito rápido o lugar de fazer as necessidades. Na maioria das vezes, eles mesmos procuram pelo local ideal.

Outra grande vantagem de adotar um animal adulto é que já é possível saber qual será o tamanho real dele. Muitas vezes, quando o cão não tem raça definida, não há como estimar exatamente o porte que um filhotinho terá quando crescer. Essa preocupação não existe quando o cão já está formado o que auxilia na avaliação das condições dos tutores e se está de acordo com o espaço físico da casa.

O temperamento de um cão adulto também já está formado. Quando for procurar uma instituição ou um protetor dos animais para adotar um pet, o indicado é conversar com as pessoas que passam tempo com os bichinhos e explicar sobre horários, condições, espaço e tempo que terá para ficar com o pet para encontrar o animal que melhor adequará. Por exemplo, se tiver criança pequena em casa, o melhor é um animal mais calmo. Já se tiver um espaço grande e precisar de um cão para guarda, pode preferir um de porte maior ou mais agitado.

Falando em animais para guarda, essa é outra vantagem de adotar um cão adulto. “Ele já guardará sua casa nas primeiras semanas que estiver morando nela. Já um filhote você terá que esperar uns 8 a 10 meses para crescer”, explica Douglas.

Se o tutor trabalhar fora e precisar já nos primeiros dias ficar muitas horas longe do cachorrinho, o mais indicado é levar um cão adulto para casa. “Os filhotes precisam de cuidado intensivo nos primeiros meses já os adultos logo se adaptam e esperam o novo dono com o rabinho abanando”, diz Michelle. “A adoção de um cão adulto é uma ótima escolha e a adaptação é super rápida.”

Castração diminui risco de fuga

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Além de reduzir o risco de doenças, castração ajuda a evitar fugas e agressividade. Não é preciso esperar o primeiro cio para fazer a cirurgia nas cadelas

Crédito: Reprodução
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De acordo com levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil há cerca de 30 milhões de animais sem um lar. Mesmo assim, muitos tutores ainda resistem a realizar a castração, devido a alguns mitos.  Segundo Marcio Barboza, gerente técnico Pet MSD Saúde Animal, a castração traz muitos benefícios à saúde do pet, já que melhora a qualidade de vida e, consequentemente, pode aumentar a longevidade. “O procedimento da castração é muito simples e garante quase nenhum risco aos animais saudáveis. O indicado é que seja realizado ainda no primeiro ano de vida do pet, antes da sua maturidade sexual”, afirma.

Veja a resposta para algumas dúvidas dúvidas comuns relacionadas à castração:

·       Animais castrados têm menos riscos de desenvolver doenças como o câncer – Verdade. A castração reduz a variação hormonal sofrida pelos pets ao longo de suas vidas. Sendo assim, reduz as chances do aparecimento de tumores de testículo, ovário, mama e útero.

·         Fêmeas castradas podem desenvolver incontinência urinária –Verdade. O problema acontece em uma pequena parcela dos animais castrados devido à ausência do hormônio estrogênio. “Hoje o mercado já disponibiliza medicamentos seguros e avançados que reduzem os sintomas da incontinência e evitam o desconforto no animal, sem gerar acúmulo no organismo em longo prazo”, destaca Marcio.

·         Pets castrados tendem a ganhar peso –Mito. A obesidade nos pets é reflexo de uma alimentação rica em calorias aliada ao sedentarismo.

·         A castração diminui as chances de fuga dos pets – Verdade. A castração diminui as respostas a estímulos reprodutivos, que incluem fugas, agressividade com outros animais e até latidos excessivos.

·         Fêmeas devem ter ao menos uma cria antes de castrar –Mito. Os benefícios da castração precoce – àquelas feitas antes do primeiro cio – são inúmeros à saúde da fêmea. O principal dentre eles é a diminuição da incidência do câncer de mama ao longo da vida do animal

Copa sem estresse

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Proteja o amigão contra perigos em potencial, como o som alto de fogos e rojões. Também cuidado com os petiscos servidos durante o jogo: o pet pode sofrer intoxicação alimentar

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Buzinas, cornetas, fogos de artifício, petiscos e o constante entra e sai de gente podem ser prejudiciais a cães e gatos. Tudo isso pode deixá-los incomodados, agitados e estressados, desencadeando outros problemas mais graves. Julia Oliveira de Camargo, médica veterinária do Hospital Veterinário Dog Saúde, explica o que você pode fazer para manter seu pet longe do perigo.

Proteja seu pet do excesso de barulho

Buzinas e fogos de artifício podem realmente ser prejudiciais aos pets. Julia Oliveira de Camargo conta que os barulhos se tornam um grande incômodo aos bichanos. Isso porque eles ouvem os sons quatro vezes mais longe do que as pessoas.

“Os animais se assustam e podem inclusive sofrer traumas sérios”, destaca a veterinária. Segundo ela, animais mais sensíveis correm o risco de sentir muito medo e com isso baterem em móveis, se cortarem ou, em alguns casos, se machucarem gravemente, o que pode causar até a morte.

Para proteger os animais, Julia recomenda colocar algodão nos ouvidos, deixá-los em um quatro fechado sem janelas e ligar uma televisão ou música em volume mais alto. Ela conta que existe também uma técnica chamada de telling touch, que ajuda a diminuir o estresse. Nela, um pano é amarrado no corpo do animal e isso faz com que ele sinta como se estivesse sendo abraçado.

“Estudos feitos por diversos anos comprovam que quando feita corretamente, a técnica traz tranquilidade, tirando os bichinhos do estado de agitação”, afirma.

Petiscos podem causar intoxicação alimentar

Petiscos como pipoca, amendoim e outras guloseimas, que os humanos adoram comer durante os jogos, devem ficar bem longe dos cães e gatos. A médica veterinária alerta que esses alimentos são prejudiciais e podem causar intoxicação em grandes quantidades.  “Mesmo em pequenas quantidades eles devem ser evitados pois podem provocar problemas de pele, coceira, diabetes e sobrepeso”, completa

Agitação e mudança na rotina deixam os animais estressados

Durante os jogos da copa, pode ser que a rotina da família mude e o animal fique exposto a mais pessoas, conversas altas e barulhos. Para que o animal não se estresse, a veterinária sugere que ele fique em um local mais reservado e quieto.

“Em situações de agitação extrema, remédios calmantes podem ser administrados, mas isso só pode ser feito com a orientação de um médico veterinário”, reitera. A veterinária diz que os tutores devem ficar atentos com o estado físico e emocional de seus animais durante os jogos e procurar ajuda de um especialista caso seja necessário.

Confira aqui outras dicas para garantir a segurança e o conforto do pet durante os jogos da copa.

 

ONG procura lar temporário urgente

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Cães foram resgatados de um canil clandestino e alguns nunca haviam saído das gaiolas. Agora, precisam de lares temporários até a Justiça decidir o destino dos animais

Um dos animais resgatados e que precisa de lar temporário. Crédito: Divulgação
Um dos animais resgatados e que precisa de lar temporário. Crédito: Divulgação

 

A organização não governamental ProAnima (@proanimadf), em apoio a ação d​e agentes d​a Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente ​do DF (DEMA),​ precisa de voluntários para lar temporário a cães apreendidos em um canil clandestino. Uma denúncia anônima levou a Polícia Civil ao canil, onde foram encontrados 26 cães – 23 yorkshires e três malteses – sujos, amontoados em gaiolas.

Segundo testemunhas, o cheiro forte das fezes e urina que se acumulavam debaixo das gaiolas podia ser sentido de longe. “Os animais estavam mortos de fome, e todos estão com problemas de pele por não tomarem banho. Estão com pelos embolados, com doenças neurológicas e problemas de coluna, de tanto ficarem trancados”, descreveu a advogada e protetora Ana Paula Vasconcelos ao Correio.

Os cachorros foram tratados e agora precisam ir para lares temporários, antes de a Justiça decidir se serão devolvidos à proprietária do canil, uma mulher que os vendia por mais de R$ 2 mil.

Os 26 cães — 23 yorkshires e 3 malteses — foram resgatados e encaminhados a uma clínica veterinária. Após tratados, eles deverão ir para lares temporários até que saia a decisão da Justiça sobre a devolução ao não à proprietária do canil. “Esperamos que eles sigam para outros lares, para receber amor e carinho”, acrescenta a protetora.

A ONG precisa de voluntários para abrigar esses e outros quatro cães também resgatados de canil clandestino. Os animais não podem ser adotados, pois estão sub judice. “Correrá um processo judicial que definirá se eles poderão ou não ser adotados no futuro. Por enquanto, o que eles precisam é de lares temporários, nos quais possam receber a devida atenção e cuidados”, explica um comunicado da ProAnima.

Os lares temporários serão triados cuidadosamente e contarão com o apoio do grupo de protetores independentes para a manutenção dos animais.

Se você pode acolher um dos cães, escreva para anapvasconcelosadv@gmail.com, informando nome completo, telefone e endereço.
Se você não pode acolher nenhum animal, mas quer ajudar, doe ração de boa qualidade, grão pequeno; pode fazer uma contribuição financeira para ajudar custear exames e tratamento veterinário (Banco do Brasil – Agência 3603-X, conta 23.383-8)
A ProAnima acompanhará o caso e envidará esforços para que esse caso de maus-tratos não fique impune.

Deficientes e muito felizes

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Veterinário explica que cãezinhos deficientes podem ter uma vida longa e muito divertida. Geralmente, eles se adaptam rápido a situações como perda de membros, audição e visão

Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

*Por René Rodrigues Junior

Assim como os humanos, os cães que nascem saudáveis também podem, ao longo da vida, tornarem-se deficientes em lesões que nem sempre são reversíveis. O importante é que, temporária ou permanente, a deficiência não impede que o bichinho tenha uma vida boa e divertida.

As deficiências adquiridas mais comuns em cães são acometidas por trauma (atropelamento, queda etc) ou problemas de coluna e quadril. Cegueira e outras complicações oculares também são frequentes.

Nos casos de perda de visão, os cachorros passam a aguçar outros sentidos, e depois de algum tempo já conseguem localizar água, comida e o seu cantinho em casa. A cegueira pode ser genética ou causada por patologias, como a doença do carrapato, que pode afetar o globo ocular na ausência de tratamento. Quem tem cães mais velhos precisa de um acompanhamento rigoroso, pois nessa faixa etária são comuns os casos de catarata.

É importante lembrar que o principal sentido do cachorro é o olfato, e ele deve ser estimulado e explorado quando o bichinho perde a visão. A audição também é uma ótima aliada: durante uma caminhada com o cão, por exemplo, o dono pode estralar os dedos ou usar um sininho para que o animal saiba que ele está por perto e se oriente com mais facilidade.

Nas situações em que o cão precisa ter membros amputados é natural que os donos fiquem mais preocupados com o bem-estar do pet. No entanto, geralmente os animais se adaptam com facilidade a esses quadros e, mesmo sem uma das patas, aprendem a andar. O tempo de adaptação à deficiência varia conforme o estilo de vida do animal e do proprietário, mas costuma ser rápido. Alguns animais, inclusive, já saem da cirurgia andando.

Hoje o mercado dispõe de mecanismos que podem facilitar o dia a dia, como as cadeirinhas com rodas usadas em animais que perdem as patinhas traseiras. Mas, para quem tem um bichinho nessas condições, alguns cuidados são importantes: acompanhar a variação de peso do pet, por exemplo, é fundamental, pois o ganho excessivo pode piorar a situação dos que sofrem com problemas de coluna ou já foram amputados. Em casa, a atenção aos obstáculos, como escadas e quinas, deve ser reforçada.

É importante lembrar que algumas deficiências podem ser evitadas. Doenças como a cinomose, que causa cegueira, podem ser impedidas por meio de uma simples vacinação.

Ter um animal especial é diferente, mas não difícil. Com uma dose extra de carinho e atenção, você e seu bichinho poderão se divertir sem limites.

*René Rodrigues Junior é médico veterinário da Magnus

Cães podem ajudar a reduzir obesidade

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Pesquisas mostram que ter um cão, no início da vida, pode alterar as bactérias do intestino e fortalecer o sistema imunológico. O resultado: menos casos de obesidade e de alergia

Quem consegue lidar com tanta fofura? Crédito: Reprodução
Quem consegue lidar com tanta fofura? Crédito: Reprodução

 

“Um novo estudo da Universidade de Alberta mostrou que bebês de famílias com animais de estimação – 70% dos quais eram cães –  apresentaram níveis mais altos de dois tipos de micróbios associados a menores riscos de doenças alérgicas e obesidade”, explica o pediatra e homeopata Moises Chencinski.

De acordo com ele, esses benefícios são adquiridos no início da vida, pois há uma janela crítica de tempo em que a imunidade intestinal e os micróbios se desenvolvem em conjuntoInterrupções no processo resultam em alterações na imunidade intestinal.

 As últimas descobertas baseiam-se em amostras fecais coletadas de bebês registrados no estudo Canadian Healthy Infant Longitudinal Development, que avaliou duas décadas de pesquisa mostrando que crianças que crescem com cães têm menores taxas de asma.

 “A teoria é que a exposição à sujeira e às bactérias no início da vida – presentes, por exemplo, no pelo de um cão e em suas patas – pode criar imunidade precoce, embora os pesquisadores não tenham certeza se o efeito ocorre em função da presença das bactérias nos amigos peludos ou da transferência humana tocando os animais de estimação”, destaca Chencinski.

 Os pesquisadores, no entanto, já deram mais um passo para compreender essa conexão, identificando que a exposição aos animais no útero ou até três meses após o nascimento aumenta a abundância de duas bactérias, Ruminococcus e Oscillospira, que têm sido associadas com alergias e obesidade reduzidas na infância, respectivamente.

 Segundo os autores, a presença dessas duas bactérias aumentou duas vezes quando havia um animal de estimação em casa. A exposição aos animais afeta indiretamente o microbioma intestinal – de cão para mãe e para o feto – durante a gravidez, bem como durante os primeiros três meses de vida do bebê. Em outras palavras, mesmo se o cão tivesse sido dado para adoção pouco antes  de a mulher dar à luz, a saudável troca de microbioma ainda poderia ocorrer.

 Além disso, o estudo sugeriu que a presença de animais de estimação em casa reduziu a probabilidade de transmissão da Doença Perinatal pelo Estreptococo do Grupo B, durante o parto, que causa pneumonia em recém-nascidos e é impedida por meio de antibióticos durante o parto.

 “É muito cedo para prever como esta descoberta vai afetar o futuro, mas não é exagero supor que a indústria farmacêutica tente criar um suplemento desses microbiomas, assim como foi feito com probióticos”, diz o médico.

Seu pet precisa de suplementos?

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Hoje há opções de suplementos para as diversas fases da vida do animal. Porém, nunca faça uso desses produtos por conta própria: só o veterinário poderá dizer se o melhor amigo, de fato, precisa da complementação alimentar

 

Crédito: Divulgação
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Por causa de tratamento, doença ou em alguma fase da vida, quando os nutrientes das rações ou da alimentação natural não são suficientes para suprir as necessidades dos pets, os complementos podem entrar em ação. “Há vários tipos de suplementos que são usados desde o desenvolvimento, quando o pet ainda é filhote, até em algumas patologias depois de velhinho”, conta o veterinário da Petz Felipi Bruno Espada.

Mas ele adverte: apenas o veterinário pode orientar que suplemento deve ser dado ou não. Acrescentar vitaminas ou suplementos desnecessários à dieta do pet pode causar desequilíbrio e prejudicar a saúde.

“É preciso entender o estilo de vida, saber como está a saúde do pet, para indicar o tipo de alimentação e o que é legal suplementar ou não”, explica. Os produtos são encontrados em cápsulas, em pó ou na formulação da ração. No caso dos gatos, tem inclusive em pasta, para colocar nas patinhas e eles lamberem.

Reposição de nutrientes

Os suplementos são selecionados para garantir a reposição de nutrientes e ajudam em diferentes funções do corpo: mantêm o sistema imune forte, a visão funcionando bem, aliviam dores em juntas e quadril, melhoram a digestão e a pelagem, auxiliam sistema cardíaco e combatem a alergia, por exemplo.

Filhotes, grávidas ou lactantes muitas vezes necessitam de suplementos para atender necessidades únicas dessas fases.

“Assim como nos humanos, os cães têm apresentando muitas alterações cardíacas. Para esses casos, os suplementos ajudam a diminuir inflamação dos vasos e a minimizar sintomas causados por problemas cardíacos.”

A ação dos suplementos

Condroprotetores – favorecem a hidratação e nutrição da cartilagem articular. Indicados nos casos de problemas ósseos e articulares, pois  ajudam a prevenir artropatias.

Vitamina A – fundamental para as células da pele e dos folículos capilares dos pets.

Biotina – vitaminas do complexo B ajudam a promover um crescimento saudável de tecidos. A deficiência é mais comum em filhotes que apresentam crescimento acelerado, causando pelos frágeis, pele ressecada e perda da coloração normal da pelagem.

Vitamina C – com ação antioxidante, fortalece o sistema imunológico.

Vitamina E – antioxidante e protege as células contra os radicais livres.

Ômega 3 e Ômega 6 – auxiliam na elasticidade da pele, no brilho da pelagem e em toda a nutrição dos animais. O ômega 3 é importante também no tratamento de doenças cardiovasculares – diminuição de arritmias, por exemplo.

Zinco – antioxidante, combate radicais e age retardando o envelhecimento celular. Ajuda na prevenção de coceiras, inflamações e até infecções causadas por fungos e bactérias.

Cobre – auxilia na manutenção da cor da pelagem, prevenindo a queda dos pelos e os mantendo macios e brilhantes.

Ferro – auxilia na recuperação de pets com algum tipo de anemia.