Crédito: Más Vino/Divulgação. Favas Contadas. Vinho Terroir Girassol.
Está pronto o terceiro e mais próximo vinho de Brasília. Chama-se Terroir Girassol feito com a uva Syrah (foto) cultivada no vinhedo do mesmo nome, pertencente à família Resende, e situado na BR-070 (KM 21,5) distante 65 quilômetros da Rodoviária do Plano Piloto, no município de Cocalzinho de Goiás. Quis o destino que o empresário Melchior Resende, um dos pioneiros no plantio de videiras na região, não tivesse provado o próprio vinho. Ele morreu em fevereiro quando as plantas ainda estavam enverdecendo.
Coube ao filho Sérgio Resende (foto), 59 anos, ex-empresário da noite (foi sócio por 21 anos do Gate’s Pub, extinto na 403 Sul) antes de se dedicar ao comércio de vinho por 12 anos, colher a primeira safra de Syrah em setembro do ano passado. Com a ajuda do técnico agrícola Vinícius Martins, que cuidou do vinhedo, Sérgio transportou as uvas numa viagem de 400 quilômetros até Paraúna (sul de Goiás), onde se deu a vinificação de 4,6 toneladas da fruta na vinícola Serra das Galés, que produz o vinho goiano Muralha com Syrah e Touriga Nacional. O outro é produzido pela vinícola Pirineus, cujos vinhedos são vizinhos aos do Girassol.
Lançado semana passada numa degustação para convidados, o vinho dos Resende foi bastante elogiado. “Tive uma grande surpresa positiva porque não esperava encontrar essa qualidade em se tratando de uma primeira safra. O Terroir Girassol tem estrutura para evoluir”, reagiu a especialista Silvia Rejane Soares, proprietária da Más Vino, na 306 Sul. Ela só lamenta não ter o vinho (orçado em R$ 140) para vender na loja, que toca ao lado do filho Marcos Paulo no mesmo endereço onde funcionou a Zahil, dirigida por Sérgio Resende.
“São apenas 813 garrafas”, justifica o produtor, que disponibilizou a bebida em um esquema denominado Parceiros do vinhedo. Cada interessado adquire uma quota e recebe 12 garrafas imediatamente e o restante ao longo dos meses. O sistema permite a capitalização pelo produtor que esteve “durante quatro anos sem vender nada”. As garrafas podem trazer, no rótulo, o nome do comprador ou da pessoa a quem o vinho será oferecido.
A estimativa da próxima safra a ser colhida no segundo semestre de 2020 é de 10 toneladas de uva. Sérgio Resende destaca que Cocalzinho é um dos raros lugares do Hemisfério Sul onde se realiza a colheita de inverno. Ela se caracteriza pela dupla poda, cuja técnica consiste no primeiro corte dos galhos da videira em setembro para formação de ramos e o segundo, em janeiro ou fevereiro, para produção.
Visita ao Vinhedo Girassol e se deslumbrar com a vista que se descortina de um mirante poderá ser feita no fim de janeiro. Lá, junto à propriedade, funciona um restaurante que serve almoço com pratos típicos mineiros e goianos, como carne de lata, feijão-tropeiro no caldo de mandioquinha frita com couve por cima; galinha-caipira com molho servida com arroz branco, quiabo, feijão e batata frita, mas só na época da seca. Mais informações no site www.vinhedosgirassol.com.br ou pelo telefone (61) 98361-7736 (WhatsApp).
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