Conheça a história da família que está por trás do Café do Sítio e saiba onde encontrar pratos com a bebida

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Quando, em 1967, a família Barbosa assumiu o Café do Sítio, instalado na Cidade Livre (que se tornou Núcleo Bandeirante), a empresa já tinha três anos de fundação. Vindo de Pernambuco, o casal Teônis e Antonia Barbosa tocou o negócio, que há mais de 30 anos é líder no mercado de café torrado e moído. Apesar de muito conhecida, pouca gente sabe que a grife é 100% candanga.

Nunca saiu das mãos da família e, atualmente, tem no comando a terceira geração, como Ricardo Barbosa, de 27 anos, diretor de marketing e vendas, embora a avó Antonia, 82, ainda compareça à fábrica, na qualidade de presidente da empresa. Nos últimos tempos, foi desenvolvido um esforço enorme, que fez o faturamento crescer 30%, em 2017, passando de 500 mil o número de produtos vendidos e distribuídos há dois anos para um milhão no ano passado.

11/09/2018. Credito: Ed Alves/CB/D.A. Press. Favas Contadas. Neto dos donos do cafe do sitio. Na foto Ricardo Barbosa.

Expansão da marca

Além do café, outros produtos levam o selo “do Sítio”, como flocão de milho, feijão, polvilho doce, farofa pronta e quatro tipos de farinha de mandioca: amarela, puba, quebradinha e baiana. “O nosso foco agora é expandir cada vez mais e divulgar nossos produtos, como a linha premium de café no mercado de Brasília”, anuncia Ricardo Barbosa.

A linha premium a que ele se refere é o Speciale Espresso, totalmente desenvolvida com grãos 100% arábicos, colhidos nas regiões do Sul de Minas e do Triângulo Mineiro. Produzido na planta industrial em Águas Claras, o café de nome italiano vem em três blends diferentes: Imperiale, Regolare e Fruttato, sendo que cada um apresenta características exclusivas — desde um toque de chocolate até o adocicado toque frutado.

Desafio aos chefs

De posse desses ricos aromas, Ricardo contratou a jornalista Luciana Barbo, especializada em gastronomia, como curadora de uma seleção de chefs dispostos a elaborar pratos cujas receitas incluíssem o café. “Queremos presentear a cidade com um festival realizado por uma marca de Brasília e com parceiros que representam a alta gastronomia local”, justifica o herdeiro do grupo. O time de renomados cozinheiros vai do mestre Francisco Ansiliero, de 79 anos, ao jovem Thiago Paraíso, 27, passando pelo experiente Fernando La Rocque e pelo ocupadíssimo Divino Barbosa, que chefia duas cozinhas, a do Santé 13 e a do Nikkei.
A partir de hoje e até 4 de outubro, 11 restaurantes em 14 endereços vão servir menus em três etapas (entrada, principal e sobremesa) no almoço e no jantar com preços entre R$ 52 e
R$ 69, criados exclusivamente para o Festival Gastronômico Momento Speciale. São eles: Cantucci, Carpe Diem, Dom Francisco, Dolce Far Niente, Empório Árabe, Loca como Tu Madre, Martinica Café, MaYuu Sushi, Pinella, Santé 13 e Ouriço.

Como desafio, foi pedido aos chefs que utilizassem o café como elemento da receita de no mínimo duas etapas. Cinco seguiram à risca o combinado e seis (a maioria) usaram o mesmo produto em todas as etapas.

Combinações clássicas

Molho de café sobre a proteína é a receita mais recorrente. No Cantucci vai sobre lombo confitado; no Carpe Diem e no Dom Francisco, cobre o filé bovino; e no Empório Árabe, o filé de cordeiro. Já no Dolce Far Niente, acompanha pasta, um fettuccine de café ao molho Alfredo e picadinho. No MaYuu Sushi, vêm delicadas pérolas de café ornando concha de tapioca com tataki de salmão, maionese defumada, ovas de massagô e tofu.

Depois de degustar as criações salgadas, você vai se deliciar com a pegada de café nos doces, como rabanada, profiterole, creme brûlée, musse, torta e até gelatina. Para elaborar as sobremesas, os chefs não tiveram muita dificuldade. Aproveitaram os aromas especiais da bebida. Todas as casas participantes receberam treinamento do barista Daniel Vianna, professor do Senac Nacional e campeão do Centro-Oeste do Campeonato Brasileiro de Baristas. Veja os menus no site www.momentospeciale.com.br.

Liana Sabo

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