Willian José treina para último amistoso da Seleção antes da Copa de 2018. Foto: Pedro Martins/MoWA Press
Willian José é uma grande sacada do técnico Rogério Ceni. O Bahia ganha um centroavante de nível internacional para resolver um dos principais dramas do Bahia na temporada passada: a falta de contundência nas finalizações. O Bahia encerrou o Brasileirão do ano passado em terceiro lugar no quesito posse de bola com 56,1%/ Em contrapartida, fechou em oitavo lugar na lista dos melhores ataques da Série A com 49 gols. O quinto lugar em chances desperdiçadas consumou a busca por um homem de área.
A escolha de Rogério Ceni não é aleatória. O ex-goleiro conquistou a Copa Sul-Americana no São Paulo com ele na temporada de 2012. Willian José foi o artilheiro tricolor na campanha com três gols. Os goleadores máximos do torneio encerraram com cinco. O reforço é homem de área, mas também sabe sair dela para dar passes, assistências e abrir espaço para os companheiros de meio de campo e ataque. Tem tudo para estabelecer um elo com o maestro da companhia, o meia-atacante Everton Ribeiro. A flecha que faltava ao arco. A parceria pode levar o jogador a brigar por artilharias na temporada e até mesmo cavar uma vaga tardia na Seleção Brasileira a um ano e meio da Copa.
Por que não? Ah, mas ele nunca foi artilheiro na Espanha! Caro leitor, encerro a discussão com o seguinte argumento: ele competiu na maior parte do tempo com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em LaLiga!
Willian José não é um centroavante de luxo, mas foi subaproveitado pelo futebol brasileiro por causa da origem e da impaciência. Aos 33 anos, o alagoano de Porto Calvo começou no CRB, partiu rumo a São Paulo para tentar a vida no Grêmio Barueri, passou por São Paulo, Grêmio e Santos, chamou a atenção do Real Madrid depois das conquistas do Sul-Americano e do Mundial Sub-20 em 2011 com a Seleção Brasileira e fez carreira em times periféricos do futebol europeu: Zaragoza, Las Palmas, Real Sociedad, Wolverhampton, Real Bétis e Spartak Moscou até aceitar a missão de comandar o ataque do Bahia.
O centroavante foi subaproveitado no Brasil por ter surgido em uma geração talentosa liderada pelo técnico Ney Franco nas conquistas do Sul-Americano e do Mundial. Jogava ao lado de Neymar, Oscar, Lucas Moura, Philippe Coutinho, Dudu, Casemiro, Danilo e Alex Sandro. Willian José era considerado o “patinho feio” da turma e tinha como concorrente, por exemplo, o brasiliense Henrique Almeida, artilheiro e Chuteira de Ouro do Mundial com cinco gols contra duas bolas na rede de Willian José.
Embora tenha marcado 11 gols em 15 exibições com a camisa da Seleção Sub-20, Willian José sempre esteve à margem das convocações para a esquadra principal. Tite convocou o jogador na última lista antes da Copa do Mundo de 2018 para os amistosos contra a Rússia e a Alemanha antes da Copa de 2018, porém criou falsa expectativa. Ele ficou fora da relação final. Depois, o centroavante entendeu o motivo do chamado.
Willian José interessava à seleção espanhola. O então técnico Julen Lopetegui cogitava convidá-lo a se naturalizar para defender La Roja. A Confederação Brasileira de Futebol percebeu o movimento e agiu para impedir a fim de evitar perdas como as de Diego Costa e Thiago Alcântara. Ambos escolheram representar a Espanha em vez da Seleção.
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