O Ceará é finalista da Copa do Nordeste pela quinta vez. Foto: Felipe Santos/cearasc.com
Nem só de técnicos portugueses e argentinos vive o futebol brasileiro. Há também um paraguaio competente. O currículo de Gustavo Morínigo costuma ser subvalorizado. Talvez, os menos atentos não se lembrem que o treinador de 46 anos levou o modesto Nacional do Paraguai à final da Libertadores contra o San Lorenzo na surpreendente edição de 2014. Reforço o feito: foi vice-campeão pelo Nacional, não por Olímpia, Cerro Porteño ou Libertad.
O triunfo do Ceará por 3 x 2 sobre o arquirrival Fortaleza na noite desta quarta-feira não surpreendeu. Os times de Morínigo são organizados, competitivos e ousados quando necessário. Ele virou rapidamente antagonista de Juan Pablo Vojvoda. Bastaram três meses de trabalho. Parou o time tricolor pela terceira vez neste ano sem dar a mínima para a diferença de R$ 119 milhões na receita em relação ao Fortaleza. Antes, o Vozão havia triunfado por 2 x 1 no Cearense e por 2 x 0 na primeira fase da Copa do Nordeste. Agora, sobreviveu à semifinal elétrica na Arena Castelão. O clássico decidirá o título estadual.
O Ceará faz bela campanha: sete vitórias, um empate e duas derrotas na Copa do Nordeste. Na temporada, são 13 vitórias, três empates e três derrotas em 19 jogos. Alerta fortíssimo não somente de que pode superar Sport ou ABC na decisão regional, mas a candidatura fortíssima a subir para a Série A nesta temporada. O Vozão tem uma virtude importante: a regularidade tão necessária nas 38 rodadas da segunda divisão.
O Fortaleza costuma ser um camaleão sob a batuta de Juan Pablo Vojvoda. A capacidade de Gustavo Morínigo para decifrá-lo impressiona. O tricolor começou a partida desta quarta no sistema tático 3-5-2. O paraguaio peitou o arquirrival no 4-2-3-1 variável para o 4-3-3. A média de idade alvinegra era um ano mais jovem do que a do adversário: 27,9 x 28,9.
O debate tático na sexta rodada do Estadual foi diferente. O Fortaleza entrou em campo no 4-4-2 e o Ceará venceu por 2 x 0 todo montado no 4-3-3. A juventude foi novamente um trunfo. O Vozão tinha 27 anos contra 29 do Fortaleza.
Gustavo Morínigo surpreendeu apenas no duelo pela quinta rodada do Estadual. Iniciou o clássico usando justamente um dos modelos do adversário. O Ceará iniciou a partida com linha de três na defesa, quatro no meio de campo, Guilherme Castilho no papel de homem de ligação e Vitor Gabriel ao lado de Janderson no ataque. Funcionou para o time com média de 26,2 anos vencer um Fortaleza de 28,5 planejado por Vojvoda no modelo 4-4-1-1.
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