Daniel Cabral estreou na última quarta-feira no time principal do Flamengo. Foto: Marcelo Cortes/Flamengo
Um ano depois de a Seleção conquistar o tetracampeonato no Mundial Sub-17 na virada por 2 x 1 sobre o México, a geração 2002 acumula milhas no Campeonato Brasileiro. Dos 21 campeões sob a batuta de Guilherme Dalla Déa, nove jogaram ao menos uma vez na equipe principal em 2020. Alguns eram apostas antes da convocação para o torneio do ano passado. Outros foram vendidos com poucas ou nenhuma exibição entre os adultos.
Eleito melhor jogador do Mundial Sub-17, Gabriel Veron começa a virar talismã do Palmeiras. Vanderlei Luxemburgo e Andrey Lopes, o Cebola, usaram o atacante 19 vezes neste ano, nove delas neste Brasileirão. O atacante teve papel decisivo nas vitórias sobre Bragantino, no clássico contra o Corinthians e nos duelos com Coritiba e Tigre (Libertadores). Tem quatro gols em 882 minutos. A multa rescisória de Gabriel Verón é de R$ 377 milhões. No último ato como técnico alviverde, Luxemburgo lançou o zagueiro Renan na derrota para o Coritiba. O beque era reserva no Mundial.
Astro do Brasil no Mundial Sub-17 até sofrer lesão e deixar o torneio, o atacante Talles Magno é um dos campeões mais assediados pelo mercado europeu. O Vasco resiste na expectativa de fazer o melhor negócio possível. No início do ano, o Liverpool teria sondado o clube carioca. A multa contratual é de R$ 320 milhões. Ofuscado pelo sucesso do centroavante argentino Germán Cano, Talles Magno tem dois gols em 28 jogos no ano. Ambos em clássicos contra Flamengo e Fluminense.
Candidato ao título, o Internacional, aos poucos, dá espaço a João Peglow. O meia participou de oito jogos neste ano, cinco na Série A. São 180 minutos em campo neste ano desde a estreia entre os profissionais no empate colorado por 1 x 1 com o Esportivo pela quinta rodada do segundo turno do Gaúcho. Há um ano, o garoto de 18 marcou três gols na campanha do tetra da Seleção. Dois deles na estreia contra o Canadá, no Bezerrão.
Vice-artilheiro do Mundial Sub-17 com cinco gols, o centroavante Kaio Jorge é quem mais tem milhas acumuladas entre os tetracampeões mundiais. Contabiliza 1.532 minutos em campo no ano somando o tempo sob as batutas de Jesualdo Ferreira e Cuca. Balançou a rede na estreia do Santos na Libertadores deste ano. Fez o gol da vitória por 2 x 1 contra o Defensa y Justicia, na Argentina. No Brasileirão, balançou a rede na vitória por 2 x 1 sobre o Coritiba pela 17ª rodada.
Minutos jogados em 2020
*Vendido ao City Group, está no Girona, na Série B da Espanha
Reserva na campanha do tetra da Seleção no Mundial Sub-17, o meia Sandry Roberto estreou no time principal do Santos, em fevereiro, na derrota por 2 x 0 para o Corinthians. Voltou a ser utilizado como titular na partida contra o Novorizontino. O jogador de 17 anos participou de quatro das últimas cinco partidas do Santos contra Atlético-GO, Coritiba, Defensa Y Justicia e Ceará. São 153 minutos em campo somando Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil e Paulistão.
O Flamengo é quem mais dá moral aos heróis do quarto título mundial do Brasil. O zagueiro Gabriel Noga tem 343 minutos no time principal do Flamengo. Entrou em campo nas vitórias sobre o Corinthians no Brasileirão e o Junior Barranquilla na Libertadores. Autor do gol da virada do Brasil sobre o México na decisão do Mundial Sub-17, Lázaro tem 12 minutos com a camisa rubro-negra somando as vitórias sobre o Goiás no Brasileirão e o Junior Barranquilla na Libertadores.
Titular da Seleção na conquista do tetra no ano passado, o volante Daniel Cabral debutou no time profissional na última quarta-feira contra o Athletico-PR no duelo de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O jogador de 18 anos disputa vaga de titular com João Gomes para o duelo deste domingo contra o São Paulo. Willian Arão cumprirá suspensão. Um deles atuará ao lado de Gerson.
Há campeões mundiais sub-17 fora do país. O lateral-direito Yan Couto debutou, em fevereiro, no time principal do Coritiba. Eduardo Barroca colocou a promessa em campo no lugar de Patrick Vieira na vitória por 2 x 0 sobre o Cianorte. Ele logo foi vendido ao Manchester City por 6 milhões de euros.
Diego Rosa participou foi vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, mas não estreou no time principal. A diretoria tricolor tentou mantê-lo, mas o meia foi negociado com o City Group por R$ 153,6 milhões. A multinacional administra Manchester City, New York City, Melbourne City, Montevideo City, Lommel, Yokohama Marinos, Troyes, Sichuan Jiuniu e Girona.
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