Brasil tem quatro heróis do ouro na Seleção, dois deles titulares. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A escalação da Seleção Brasileira para a estreia do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Qatar-2022 contra a Bolívia, às 21h30, na Neo Química Arena, em São Paulo, reúne quatro gerações olímpicas diferentes. Três delas conquistaram bronze, prata ou ouro e outra irá em busca do bicampeonato nos Jogos de Tóquio-2020, reprogramados para o ano que vem.
Veterano da turma, o zagueiro Thiago Silva fez parte do grupo de Dunga nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Era um menino quando a Seleção foi eliminada pela Argentina de Gago, Mascherano, Riquelme, Di María, Agüero e Lionel Messi. O prêmio de consolação foi a medalha de bronze contra a Bélgica. Aos 36 anos, o beque do Chelsea resiste na defesa. Contemporâneos dele em Pequim, como o lateral-esquerdo Marcelo, ficaram pelo caminho.
A escalação de Tite também tem um pouquinho da geração comandada por Mano Menezes nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. O lateral-direito Danilo amargou aquela prata na derrota por 2 x 1 para o México, em Wembley. Thiago Silva e o então menino Neymar também fizeram parte daquele elenco fortíssimo. Basta lembrar que Marcelo, Lucas Moura, Alex Sandro, Ganso e Alexandre Pato foram à Inglaterra. Hoje, passam longe das convocações.
A geração dourada dos Jogos do Rio-2016 tem mais espaço na escalação para a estreia contra a Bolívia. Herói da conquista do ouro contra a Alemanha ao defender pênalti no momento crucial do jogo, Weverton será titular na noite desta sexta-feira. Marquinhos formará dupla de zaga com Thiago Silva, mas, em breve, pode ganhar a companhia de Rodrigo Caio, outro campeão olímpicos há quatro anos, no Maracanã. O ataque poderia contar, ainda, com Gabriel Jesus, mas problemas de suspensão e contusão não permitiram e ele o camisa 9 foi cortado.
Há uma quarta geração olímpica entre os convocados por Tite — a que será comandada por André Jardine, em Tóquio, no ano que vem. O lateral-esquerdo Renan Lodi e o volante Douglas Luiz, ambos titulares contra a Bolívia; e os reservas Bruno Guimarães, Gabriel Menino, Richarlison, Matheus Cunha e Rodrygo têm idade para embarcar rumo ao Japão.
A escalação da Seleção contra a Bolívia mostra pelo menos 12 anos de trabalho nas divisões de base. Jogadores trabalhados por Dunga, Mano Menezes, Rogério Micale e André Jardine na Seleção Sub-23 que chega à principal com a de transformar bronze, prata e ouro em hexa na Copa do Mundo do Qatar-2022. Gerações douradas nem sempre conseguiram esse êxito.
A Argentina conquistou o ouro em Atenas-2004 e Pequim-2008, mas segue sonhando com o tri mundial desde 1986. Serão 36 anos de abstinência quando o próximo Mundial começar. O Brasil está na fila há menos tempo, desde 2002. Que a miscelânea de gerações olímpicas não permita que amarguemos 24 anos de jejum, como no período de 1970 a 1994.
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