Campeões da Euro Sub-21 de 2015 eliminaram a Itália na repescagem para Copa 2018. Foto: Uefa via Reuters
Se você observar a programação de tevê e bater o olho no duelo desta terça-feira entre Suécia e Ucrânia, às 16h, pelas oitavas de final da Eurocopa, provavelmente escolherá sair para dar uma caminhada, mas vale a pena consumir um tempinho do dia bisbilhotando o que está acontecendo nessas duas nações candidatas a enfrentar Inglaterra ou França nas quartas.
A Suécia tenta colher nesta competição o que semeou na Eurocopa Sub-21 de 2015. Aquela geração decidiu o título e conquistou a taça de forma imponente contra Portugal no torneio disputado na República Tcheca. Na fase de grupos, avançou em segundo lugar atrás justamente de Portugal e deixou as badaladas Itália e Inglaterra fora do mata-mata.
Nas semifinais, desbancou a Dinamarca por 4 x 1 e triunfou nos pênaltis contra Portugal na batalha final pelo título — 4 x 3 depois de 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação. Aquela seleção comandada por Hakan Ericson tem seis jogadores nesta Eurocopa. O zagueiro Lindelöf (Manchester United) o lateral Augustinsson (Werder Bremin), o meia Kristofer Olsson são titulares. O defensor Helander e o atacante Robin Quaison alternam banco e time principal.
Alguns deles participaram, em 2017, de um baita feito recente. A Suécia venceu em casa, empatou fora e desbancou a Itália na repescagem europeia para a Copa do Mundo da Rússia. Lindelöf, Augustinsson, Helander, Guidetti e Isaac Kiese Thelin faziam parte daquele grupo histórico.
Obviamente, não é sempre que se ganha um torneio nas divisões de base, mas aquela geração é um marco da esperança da Suécia vice-campeão da Copa de 1958, terceira no Mundial de 1994 e ausente nas quartas de final da Eurocopa desde a edição de 2004. De lá para cá, o país amargava três sucessivas eliminações na fase de grupos do torneio continental.
A geração campeão da Euro Sub-21 em 2015 demorou, mas conseguiu algum progresso e pode devolver o país às quartas de final depois de 17 anos. No entanto, o amadurecimento tardio tem consequências. A Suécia tem o elenco mais velho da Eurocopa com média de 29,2 anos.
A Ucrânia também se dedica às divisões de base, mas foi um tanto conservadora nesta Euro. O país é o atual campeão do Mundial Sub-20 da Fifa. Conquistou o título inédito em uma final surpreendente, alternativa, contra a Coreia do Sul, na Polônia. É curioso notar que o técnico Andryi Shevchenko não selecionou nenhum campeão para disputar a Eurocopa neste ano.
Mesmo assim, a Ucrânia formou o quarto grupo mais jovem entre os 24 participantes da Eurocopa. A média do elenco é de 26,5 anos. Mais velho apenas do que País de Gales (25,6), Inglaterra (25,3) e da caçula Turquia (25). O recado de Shevchenko a jovens talentos campeões do Mundial Sub-20 como o talentoso goleiro Andryi Lunin (Real Madrid) é de que a hora deles vai chegar. A fila também anda na seleção do Leste Europeu. A Copa do Qatar-2022 é logo ali. Antes, é preciso acumular milhas nas Eliminatórias da Europa.
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