O 4-3-3 da Itália, de Insigne, engoliu o 3-4-1-2 da Bélgica, de Roberto Martínez. Foto: Christof Stache/AFP
As semifinais da Eurocopa dividem os confrontos em dois sistemas táticos. De um lado, Itália e Espanha, seleções apegadíssimas ao 4-3-3. Do outro, Inglaterra e Dinamarca, candidatas ao título que passaram da linha de quatro para três defensores ao longo da campanha de acordo com suas necessidades. Independentemente de quem avançar, a decisão de domingo, às 16h, em Wembley, promoverá um choque entre dois formatos táticos bem distintos.
A sessão de hoje é para os fãs do 4-3-3. Essa é a proposta de jogo quase inegociável dos técnicos Roberto Mancini e Luis Enrique para levar Itália ou Espanha à final da Eurocopa.
A Squadra Azzurra conta com uma linha de quatro defensores à frente do excelente goleiro Donnarumma: Di Lorenzo, Bonucci, Chiellini e Emerson costumam formar a linha de quatro defensores. No meio de campo, volantes travestidos de meias modernos — o brasileiro naturalizado Jorginho e os italianos da gema Barella e Verratti. N frente, uma trinca de atacantes formada por Chiesa, Immobile e Insigne.
A proposta da Fúria é semelhante. Unai Simón tem uma linha de quatro à frente formada por Azpilicueta, Eric Garcia, Laporte e Jordi Alba. Busquets, Koke e Pedri dão cadência ao time no meio de campo. Ferran Torres, Morata e Dani Olmo comandam as ações ofensivas.
Com seu 4-3-3, a Espanha ostenta o melhor ataque da Eurocopa, mas tem dificuldade para vencer jogos no tempo normal. Empatou com Suécia, Polônia, Croácia e Suíça. Só venceu a Eslováquia nesta edição do torneio continental. Tem sido irregular no “mata”. Vencia a Croácia por 3 x 1, sofreu empate e precisou da prorrogação para fazer 5 x 3. Também cedeu igualdade à Suíça e necessitou dos pênaltis para carimbar o acesso à semifinal.
O 4-3-3 da Itália concilia beleza do jogo, modernidade e equilíbrio. A trupe de Mancini venceu os cinco jogos. Apenas um na prorrogação. A defesa buscou a bola nas próprias redes apenas duas vezes, mas ambas no “mata” contra Áustria nas oitavas e Bélgica nas quartas de final. Em tese, a pressão da defesa tem crescido proporcionalmente ao nível dos adversários.
Os duelos de quarta-feira podem apresentar variáveis. A Inglaterra tem linha de quatro e de três no repertório. A Dinamarca começou convencional e reinventou-se na fase de grupos.
A Inglaterra é mais maleável. Gareth Southgate usou o 4-2-3-1 em quatro exibições nesta Eurocopa, mas tem o 3-4-3 como trunfo. Usou o formato na vitória contra a Alemanha nas oitavas de final e triunfou por 2 x 0. Contra a Ucrânia, retornou ao 4-2-3-1. Quando adota três defensores, a Inglaterra usa Walker, Maguire e Stones na retaguarda. Os ingleses espelharam o sistema tático de Joachim Löw no primeiro duelo de mata-mata nas oitavas de final.
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