Campeã da Eurocopa Sub-17, a Holanda desembarcou no Brasil como candidata ao título do Mundial da categoria, arrisca ser eliminada precocemente na fase de grupos após derrotas para o Japão (0 x 3) e Senegal (1 x 3), mas tem tudo para conquistar o status de seleção mais simpática do torneio com ações que vão alem do futebol. A interação da comissão técnica e dos jogadores incluiu distribuição de camisas, concurso fotográfico e até a visita a um bairro da periferia do Espírito Santos com direito a distribuição de brindes. O exemplo lembra a passagem da Alemanha pelo solo verde-amarelo na Copa de 2014.
Na última terça, véspera do duelo com Senegal, a Holanda foi a um bairro carente de Vitória para uma visita a crianças e adolescentes de uma comunidade carente. O goleiro Tein Troost falou sobre a interação. “Estamos vindo de um hotel onde tudo foi preparado para nós, portanto, ver como as coisas são totalmente diferentes aqui é revelador”, disse o jogador de 17 anos do Feyenoord em entrevista ao site da Fifa.
Sensibilizado, Troost presenteou um garoto. “Dei minhas luvas a uma das crianças e a reação dele foi maravilhosa. Ficou incrivelmente feliz. Isso significa muito para mim. Essas crianças podem fazer as mesmas coisas que podemos, e eu quero que elas percebam isso. Talvez, um dia, eles joguem pela Seleção Brasileira. É preciso acreditar e fazer tudo por isso”, discusou o goleiro nascido em 15 de janeiro de 2002.
No último domingo, a Holanda surpreendeu os torcedores no Estádio Kléber Andrade, em Cariacica, ao distribuir 500 camisas com as cores da bandeira do país a quem apresentasse o ingresso da partida. Além disso, promoveram um concurso fotográfico. O vencedor ganharia uma passagem de ida e volta para Amsterdã, capital da Holanda.
A ação é liderada pelo Consulado da Holanda no país com a intenção de aproximar o país europeu do estado do Espírito Santo, um dos anfitri~eos do torneio com Goiás e Distrito Federal. Os holandeses estão entre os maiores investidores estrangeiros no Brasil em setores como energia e agricultura. O embaixador da Holanda no Brasil, Kees van Rij, esteve na estreia dos meninos contra o Japão no fim de semana passado.
“Dei minhas luvas a uma das crianças e a reação dele foi maravilhosa. Ficou incrivelmente feliz. Isso significa muito para mim. Essas crianças podem fazer as mesmas coisas que podemos, e eu quero que elas percebam isso. Talvez, um dia, eles joguem pela Seleção Brasileira. É preciso acreditar e fazer tudo por isso”
Tein Troost, 17 anos, goleiro da seleção da Holanda
Chamado na Holanda de novo “Cruyff”, o atacante Naci Ünüvar, de 16 anos, é um dos astros da seleção. Aos 15, foi o jogador mais jovem na história da Uefa Youth League a marcar gol na categoria sub-17 em um campeonato da entidade máxima do futebol europeu. Os campeões europeus sofreram seis gols e marcaram apenas um.
A situação da Holanda é delicada no Grupo D. Com a derrota por 3 x 1 para Senegal nesta terça, a seleção é obrigada a derrotar os Estados Unidos na última rodada, em Goiânia, para avançar às oitavas de final como um dos quatro melhores terceiros colocados.
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