Saber sofrer ou fazer sofrer? A noite de Cruzeiro, Palmeiras e Fluminense nas oitavas de final

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Saber sofrer ou fazer o adversário sofrer?

Prefiro a segunda opção, mas Mano Menezes lamentavelmente continua refém da primeira.

Se não fosse covarde, o Cruzeiro poderia ter derrotado o atual campeão River Plate, em Buenos Aires.

Houve lampejos de valentia, como no gol anulado de Marquinhos Gabriel.

De infantilidade no pênalti de Henrique no último lance do jogo ao puxar a camisa de Pratto.

E, finalmente, de sorte (de campeão dirão alguns) na cobrança de Suárez por cima da trave de Fábio.

O momento do Cruzeiro é horroroso: uma vitória nos últimos 14 jogos.

Não fez gol em quatro dos cinco jogos depois da Copa América.

O meio de semana ilude, mas o fim de semana lembra a realidade: o time é o 17º no Brasileirão.

Onde está o Mano que, em 2010, levou a Seleção ao CT do Barcelona para iniciar uma revolução?

O cara que falava em posse de bola, falso centroavante… Lembram? Sem amistosos, treinou na casa do tiki-taka.

O Palmeiras também escolheu sofrer, em Mendoza, contra o modesto Godoy Cruz.

Inadmissível um time como o de Luiz Felipe Scolari fazer um primeiro tempo tão ruim.

Para sorte da torcida alviverde, Wéverton pegou pênalti; Felipe Melo e Borja marcaram.

Dava para tentar a virada, porém, o ímpeto do time ficou no passado, antes da Copa América.

A melhor notícia é o fim do jejum do colombiano Borja. Não marcava desde fevereiro.

Despertou no momento em que cogita-se o empréstimo de Henrique Dourado.

Borja balançou a rede e chegou a 14 gols em Libertadores com a camisa alviverde.

Na contramão de Cruzeiro e Palmeiras, o Fluminense escolheu fazer o adversário sofrer.

Mesmo sob pressão, Fernando Diniz manteve a postura do time contra o Peñarol.

Na casa do adversário, o Fluminense teve 51% da posse de bola contra 49% do Peñarol.

Parece fácil, mas não é.

Venceu o tradicional time uruguaio por 2 x 1 dentro do Estádio Campeón del Siglo.

O Flamengo não conseguiu triunfar lá dentro na fase de grupos da Libertadores.

O tricolor abriu 2 x 0, gols de Yony González, mas o Peñarol descontou no fim da partida.

Assim como o compatriota Borja, Yony amargava jejum. Não marcava desde 5 de maio.

Fernando Diniz precisa fazer correções. Nos últimos 17 jogos, só não sofreu gol do Flamengo.

No debate entre saber sofrer e fazer o adversário sofrer, fico com a exibição do Fluminense.

O estilo é arriscado, claro. Mas diverte. Dá vontade de parar para assistir o tricolor.

Bem diferente do que fizeram Cruzeiro e Palmeiras nesta terça-feira…

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Marcos Paulo Lima

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