Ronaldos, Imperador e Guardiola em campo: como era a Seleção na última exibição em Barcelona

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Capital do Brasil no amistoso deste sábado contra Guiné, às 16h30, na segunda exibição depois do sétimo lugar na Copa do Mundo do Qatar 2022, Barcelona não é um cenário inédito e muito menos inexplorado para a Seleção. O time canarinho voltará a se exibir na Catalunha pela sétima vez, a primeira desde 25 de maio de 2004. À época, a partida rolou no Camp Nou. Dezenove anos depois, a exibição será no RCDE Stadium — o popular Cornellà-El Prat. A arena pertence ao Espanyol.

Em 2004, o Brasil goleou a Catalunha por 5 x 2 sob o comando de Carlos Alberto Parreira. Era metade do ciclo rumo à Copa do Mundo de 2006. A Seleção já tinha uma cara em um tempo de “vacas gordas” na convocação. O time titular desfrutava de Roberto Carlos, Juninho Pernambucano, Zé Roberto, Alex, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano. Os gols foram do Fenômeno (2), Júlio Baptista (2) e de Ricardo Oliveira, no Camp Nou, a cancha do Barcelona.

À época, o melhor técnico do mundo ainda batia um bolão. Tricampeão da Champions League no último sábado pelo Manchester City na vitória por 1 x 0 contra a Internazionale, Pep Guardiola ainda batia uma bolinha no meio de campo da seleção da Catalunha. O time ainda contava com o goleiro Valdés, o meia Iniesta e o atacante Jordi Cruyff, filho do craque holandês Johann Cruyff.

A campanha do penta, em 2002, começou em Barcelona. O escudo da CBF tinha quatro estrelas no amistoso contra a seleção da Catalunha, no Camp Nou. O Brasil venceu por 3 x 1 sob a batuta de Luiz Felipe Scolari na primeira de duas escalas antes do desembarque na Coreia do Sul para a estreia na Copa do Mundo. A outra parada foi em Kuala Lumpur, na Malásia.

Eram tempos de fartura. O elenco desfrutava de Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Cafu e Roberto Carlos. Tinha bons reservas como Luizão, Edilson, Ricardinho, Vampeta, Juninho Paulista e Denílson. O Brasil venceu a partida por 3 x 1 com um time bem diferente deste tempo de escassez na transição de Tite para um treinador ainda indefinido para o ciclo até o Mundial do Canadá, Estados Unidos e México em 2026. Ramon Menezes segue como interino.

Luiz Felipe Scolari começou aquela partida com: Marcos; Ânderson Polga, Edmilson e Roque Júnior; Cafu, Emerson, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho e Júnior; Ronaldo e Denílson. Medalhões como Roberto Carlos e Rivaldo não entraram em campo naquela partida, mas foram titulares imprescindíveis para a conquista do pentacampeonato na Ásia.

A seleção da Catalunha tinha jogadores como o histórico goleiro do Barcelona Victor Valdés, o meia Luis Garcia — campeão da Uefa Champions League pelo Liverpool na temporada de 2004/2005 —, e Jordi, filho da lenda holandesa Johann Cruyff. O Brasil enfrentou a Catalunha outras duas vezes. Perdeu por 2 x 1 e empatou por 2 x 2. Os dois duelos foram em 1934.

Barcelona foi palco da largada para o penta, em 2002, mas também da frustração da Copa de 1982. A Seleção venceu a Argentina por 3 x 1 e perdeu para a Itália por 3 x 2 no Estádio Sarriá. A arena não mais existe. O estádio foi demolido em 20 de setembro de 1997.

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Marcos Paulo Lima

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