Quando protagonistas viram coadjuvantes: estrelas começam a Copa no banco

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As estrelas da Copa do Mundo Feminina dão aula aos marmanjos no quesito menos individualismo — e mais comprometimento com o grupo nessa primeira rodada. Pelo menos quatro delas iniciaram o torneio no banco de reservas, sem protagonismo. Nem por isso fizeram bico ou dividiram o vestiário.

Basta lembrar o seguinte: no fim do ano passado, Cristiano Ronaldo disputou o torneio no Catar entre tapas e beijos com o treinador Fernando Santos. Ele não tolerou o papel de suplente a partir da fase de mata-mata no torneio.


Alexia Putellas é a atual número 1 do mundo. Foi eleita nas últimas duas temporadas. A principal jogadora da Espanha só entrou em campo aos 32 minutos do segundo tempo ao substituir Salma Paralullo na vitória da Espanha por 3 x 0 contra a Costa Rica. A jogadora do Barcelona sofreu contusão na temporada, mas se recuperou a tempo de jogar a final da Liga dos Campeões da Europa e a Copa do Mundo. O cabelo pintado, inclusive, é o cumprimento de uma promessa. Ela tingiria se fosse curada a tempo.

Melhor jogadora do mundo em 2019, Megan Rapinoe também começou na reserva no duelo contra o Vietnã. Substituiu Alex Morgan aos 17 minutos da etapa final e deu início à turnê do adeus. Antes da Copa do Mundo, ela anunciou a aposentadoria depois do torneio. Topou ser mais uma e não mais a referência como nos títulos de 2015, no Canadá, e de 2019, na França.

A anfitriã Austrália bem queria ter usado Sam Kerr na estreia contra a Irlanda, porém a craque do Chelsea sentiu lesão na panturrilha e também ficará fora da próxima partida pela fase de grupos contra as Filipinas. Um grande desfalque paras as Matildas no início da competição. Ela viu a vitória na estreia sentadinha no banco ao lado das companheiras. Deu força.

Marta tem sido absolutamente compreensiva com os conceitos táticos de Pia Sundhage. A recordista de prêmios de melhor do mundo sabe que não será titular nesta segunda-feira na estreia contra o Panamá. A camisa 10 participará de trechos da partida e não se sente minimamente depreciada por causa disso.

“Não conversei com a Pia sobre a titularidade. Nunca fiz isso na minha carreira. Sempre foi de maneira natural. Eu não sou a Marta de 20 anos atrás. A minha maior felicidade é ver, independentemente de eu estar em campo, que temos atletas de excelente nível e que vão representar o Brasil com muito carinho”, afirmou a referência do time ainda em Brasília antes do embarque para a Copa do Mundo.

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Marcos Paulo Lima

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