Diego Alves comemora a classificação para as quartas. Crédito: Gilvan de Souza/Flamengo
Zero a zero dá uma vontade danada de pedir a grana do ingresso de volta. Mas, no caso do empate do Flamengo com a Ponte Preta, o resultado pelo menos proporcionou as quebras de alguns tabus e injetou mais uma dose de tranquilidade no time antes da pausa para a Copa da Rússia.
Sabe quando foi a última vez que o Flamengo passou seis jogos sem sofrer gol? Aí vai a dica: Ronaldinho Gaúcho ainda vestia a camisa 10 rubro-negra, Vágner Love desembarcou no Rio para assumir a 99 e a sequência começou com um técnico e terminou com outro. Rolou no início da temporada de 2012, nos jogos contra Macaé, Real Potosí, Olaria, Botafogo, Madureira e Nova Iguaçu. Em duas competições diferentes: Carioca e Libertadores.
Interino, Maurício Barbieri igualou o feito de Vanderlei Luxemburgo e Joel Santana. Não sofreu gol nos dois duelos contra a Ponte Preta nem diante de América-MG, Santa Fe, Ceará e Internacional. É bem verdade que o rodapé da trave direita deu aquela força na finalização de Felippe Cardoso, aos 39 minutos do segundo tempo! Mas, quando a fase é boa, a bola bate no poste e não entra, volta nas mãos do goleiro Diego Alves.
O Flamengo é líder do Campeonato Brasileiro e se garantiu nas quartas de final da Copa do Brasil. Só falta avançar às oitavas da Libertadores para sair de “férias” tranquilo no meio do ano. Porém, a exibição mostrou que não será fácil. Principalmente, diante de um Emelec vivo, disposto a jogar a última cartada recuadinho, à espera de uma bola — exatamente como a Ponte Preta na partida desta quinta-feira. A diferença é que a Copa do Brasil não abala os nervos rubro-negros. A competição continental sim. É preciso ter paciência de Jó na quarta que vem.
Última sequência de seis jogos sem sofrer gol
28/01/2012 – Macaé 0 x 0 Flamengo
01/02/2012 – Flamengo 2 x 0 Real Potosí
03/02/2012 – Flamengo 0 x 0 Olaria
05/02/2012 – Botafogo 0 x 0 Flamengo
09/02/2012 – Flamengo 1 x 0 Madueira
12/02/2012 – Flamengo 2 x 0 Nova Iguaçu
Noto sensíveis evoluções no trabalho do interino. Não faltou paciência para tocar a bola, inverter o jogo, arriscar infiltrações pelo meio — em vez de recorrer apenas aos laterais e aos excessivos cruzamentos para dentro da área. Em alguns lances, Vinicius Junior, por exemplo, escolheu resolver sozinho, como quem precisa justificar a grana desembolsada por ele pelo Real Madrid. Assitência também dá manchete, menino.
Embora esteja compreensivelmente sem ritmo de jogo, Guerrero mostrou mais uma vez o quanto é diferenciado em relação a Henrique Dourado. O camisa 19 é centroavante das antigas, aquele ser enfiado entre os zagueiros à espera do bote. Não dá para exigir mais do que isso dele. Aliás, dá sim, que acerte todas as cobranças de pênaltis. Por sinal, se aquela bola bate na trave e entra, a decisão da vaga seria nos pênaltis…
Faltou o brilho de Lucas Paquetá, mas ele tem crédito com a torcida. Raça não falta jamais. Ele até exagera. Mas eis um problema: bastou o menino colocar a língua de fora no segundo tempo para o rendimento da equipe cair. Éverton Ribeiro chamou a responsabilidade naquele chute de fora da área. Em outro lance, Guerrero recebeu de Vinicius Junior, colocou a bola na frente, mas nitidamente faltou perna para ganhar de Reynaldo na corrida e finalizar. Chance clara de gol. Não fez falta. Sorte dele.
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