Plata vê disputa de bola antes de virar o vilão da noite rubro-negra na Vila. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Gonzalo Plata é o autor do gol do primeiro título da carreira do técnico Filipe Luís como técnico profissional. Há um ano, consolidava a conquista do título da Copa do Brasil contra o Atlético, na Arena MRV. Isso não deve ser esquecido. As expulsões do atacante contra o Racing no jogo de volta da semifinal da Libertadores, no El Cilindro, e nesta quarta-feira no empate por 2 x 2 com o São Paulo, na Vila Belmiro, também não.
O equatoriano é candidatíssimo a passar de herói a vilão rubro-negro. O cartão vermelho contra o Racing deixou o Flamengo sem um jogador importantíssimo para Filipe Luís na decisão de 29 de novembro contra o Palmeiras. É uma arma a menos em um momento delicado. Pedro está lesionado. O vermelho contra o São Paulo, quando a equipe carioca vencia por 2 x 1 e sofreu empate com um a menos, pode ter encaminhado o desfecho do Brasileirão. Se vencer o Santos nesta quinta, o Palmeiras abrirá três pontos de vantagem com duas vitórias a mais e abrirá possibilidade de ser campeão antes da final em Lima.
O golpe seria duríssimo no primeiro ano de gestão Luiz Eduardo Baptista. O presidente do Flamengo estabeleceu a conquista do Brasileirão prioridade. Filipe Luís entendeu o recado. Não tem culpa de o Flamengo acumular nove expulsões na temporada. Cinco delas nas últimas cinco apresentações diante do Bahia, Racing, Sport e São Paulo.
Expulsões do Flamengo na temporada
Filipe Luís não tem culpa das expulsões, mas deve ser questionado sobre a incoerência. Por que o centroavante Pedro pode ser exposto publicamente, como foi no episódio no qual não estaria sendo profissional no cuidado com o corpo, o instrumento de trabalho dele. “Atitude lamentável, beirou o ridículo”, disparou em uma entrevista coletiva.
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O técnico amenizou a segunda expulsão de Plata em três jogos. “Foi sem querer”, disse, puxando a responsabilidade para ele, técnico. Entendo a postura de Filipe Luís como gestor de elenco. Nos bastidores, Plata deve ter ouvido cobras e lagartos do treinador e dos companheiros. Afinal, sabotou o que seria uma vitória. Em vez de admitir o erro de Plata e dizer que o jogador foi no mínimo imprudente, optou por passar pano e arriscou perder o vestiário ao diferenciar o tratamento a Pedro e a Plata na coletiva.
Só há uma justificativa para a mudança de postura. Filipe Luis pode ter admitido internamente ao Pedro e ao elenco o erro ao expor o centroavante na coletiva e prometeu ao plantel não mais fazer isso em um pacto no vestiário. É uma possível interpretação.
O Flamengo perdeu pela segunda vez a oportunidade de dormir na liderança e pressionar o Palmeiras. Foi assim na derrota para o Fortaleza, no Castelão, e agora diante do São Paulo, na Vila Belmiro. Plata frustrou a noite de Arrascaeta – artilheiro da Série A com 17 gols ao lado de Kaio Jorge do Cruzeiro. Decepcionou Samuel Lino, autor do primeiro gol com a camisa rubro-negro. Fez a Nação dormir com um desgosto profundo.
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