Pedro, Vitor Roque e o peso do “bate-volta” nas convocações da Seleção

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Flamengo e Palmeiras têm camisas 9 alternativos para a Seleção Brasileira. Resta saber se o técnico Carlo Ancelotti os quer. Vitor Roque assumiu o protagonismo na virada do Palmeiras por 5 x 1 contra o Red Bull Bragantino, no Allianz Parque. Pedro desequilibrou na vitória do Flamengo contra o Botafogo, por 3 x 0, no estádio Nilton Santos.

O que pesa contra os dois camisas 9? O bate-volta na Europa. Comissões técnicas europeias como a do Carlo Ancelotti levam esse detalhe em conta. O Barcelona investiu 30 milhões de euros na compra de Vitor Roque. Não vingou e foi emprestado ao Real Bétis. Vale ponderar quem era o concorrente dele na posição: o polonês Robert Lewandowski.

A Fiorentina despejou 14 milhões de euros nos cofres do Fluminense na contratação de Pedro. O centroavante também não se firmou no clube italiano. A preferência, à época, era pelo sérvio Dusan Vlahovic, dono da camisa 9 da Juventus.

Jogadores que batem na Europa e voltam geram desconfiança. Há outros exemplos. O meia Gerson foi para Fiorentina e voltou. Esteve no Olympique de Marselha e retornou. Assinou recentemente com o Zenit São Petersburgo e cava outra vez uma repatriação.

Artilheiro do Brasileirão, Kaio Jorge custou 7 milhões ao bolso da Juventus. Desperdício. O centroavante revelado pelo Santos retornou ao país para vestir a camisa do Cruzeiro. Vai bem na temporada, lidera a artilharia com 15 gols, mas o passado na Itália também pesa.  Carlo Ancelotti ponderou, convocou, viu de perto, mas ele ficou fora da última lista. Não participou da turnê pela Ásia contra a Coreia do Sul e o Japão.

Reserva de Kaio Jorge, Gabriel Barbosa teve oportunidades na Internazionale e no Benfica, retornou ao Brasil, brilhou no Flamengo, mas fechou as portas do mercado europeu. O Cruzeiro dificilmente negociará o atacante com um clube de ponta do Velho Mundo.

Ao elaborar a convocação, um técnico como Carlo Ancelotti coloca na balança quem acumula mais jogos em partidas do mais alto nível técnico e de intensidade. Quem está na Europa leva vantagem. Richarlison, João Pedro e Matheus Cunha atuam na Premier League. Tem Gabriel Jesus. Alguma dúvida de que o italiano o chamará na primeira oportunidade?

Pesa a favor de Pedro o fato de ter ido à Copa do Mundo de 2022 com Tite. Carlo Ancelotti pode consultá-lo e ouvirá ótimas referências do amigo. Afinal, foi o artilheiro do Adenor no Flamengo até sofrer a grave lesão nos ligamentos justamente em um treino da Seleção sob o comando com Dorival Júnior. A mobilidade de Vitor Roque é uma virtude.

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Marcos Paulo Lima

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