Rafael Dudamel foi técnico do Atlético-MG. Foto: AFP / Federico Parra
Oito de junho de 2017. A Venezuela elimina o Uruguai nos pênaltis e se classifica para a final do Mundial Sub-20 na Coreia do Sul. Um feito e tanto à época para um país apaixonado pelo basebol. O único da América do Sul sem jamais ter disputado a Copa. As Eliminatórias sempre foram o limite. Em meio à festa pela presença na decisão do torneio de base, uma troca de farpas deixa evidente a divisão política e ideológica do país vizinho.
O presidente Nicolás Maduro vai às redes sociais e publica:
“Nuestros muchachos de la Vinotinto Sub-20 son el orgulho de una Patria Digna, forjadora de grandes victorias”. Traduzindo: Nossos meninos da Vinotinto Sub-20 são o orgulho de uma pátria digna, forjadora de grandes vitórias), escreveu no X, ex-Twitter.
O técnico da Venezuela à época era Rafael Dudamel. Um ídolo do futebol nacional. Goleiro do Deportivo Cáli da Colômbia na final da Libertadores de 1999 contra o Palmeiras.
Indignado com a crise política, econômica e humanitária pela qual passava a Venezuela, Rafael Dudamel trocou a prancheta pelo papel de cidadão e retrucou Maduro na coletiva:
“Por favor, parem as armas. Hoje, um menino de 17 anos (Samuel Sosa, autor do gol de empate nos acréscimos do segundo tempo contra o Uruguai) nos deu alegria, mas ontem morreu um menino de 17 anos (durantes as manifestações em Caracas)”, criticou o técnico.
Naquele período, a crise na Venezuela havia ceifado 66 vidas em dois meses durante uma onda de protestos. “Presidente, pare as armas, esses meninos que saem às ruas só querem uma Venezuela melhor. Querem ser felizes e aproveitar a vida”, cobrou Dudamel.
A Venezuela disputou o título contra a Inglaterra e perdeu por 1 x 0, gols de Calvert-Lewin, no maior resultado esportivo do país sul-americano no futebol. Aquele elenco tinha jogadores como Nahuel Ferraresi e Yeferson Soteldo, ambos em atividade no Brasil.
Rafael Dudamel teve cinco anos de mandato na seleção da Venezuela. Foi das divisões de base ao profissional. Quando deixou a missão, assumiu o Atlético-MG. Demitido pelo Galo em 2020, seguiu a carreira na Universidad de Chile, no Deportivo Cáli, no Necaxa, no Atlético de Bucaramanga e comanda atualmente o Deportivo Pereira da Colômbia.
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