As feras selecionadas no Draft de 1984 do qual Oscar Schmidt participou. Imagem: Fadeaway World
Dezenove de junho de 1984. Teatro do Madison Square Garden, Nova York. A NBA, liga professional de basquete dos Estados Unidos, realiza o tradicional draft, um processo seletivo de novatos das universidades e outros jogadores pré-selecionados, entre eles de fora do país. Cada time tem direito a escolhas. Há 42 anos, Oscar Schmidt era selecionado pelo New Jersey Nets, atual Brooklyn Nets, na maior de todas as “peneiras”.
Explico. Sabe quem foi o primeiro escolhido? O pivô Hakeem Olajuwon. O nigeriano naturalizado estadunidense levou o Houston Rockets ao título da NBA nas temporada de 1993/1994 e de 1994/1995, durante a pausa na carreira de Michael Jordan.
Por falar no Pelé do basquete, ele também estava na vitrine naquele draft do qual participou Oscar. Foi recrutado pelo Chicago Bulls na terceira escolha e levou a franquia de Illinois a seis anéis em 1992, 1993 e 1994; e depois em 1996, 1997 e 1998. Astro do Dream Team nos Jogos de Barcelona-1992, é considerado o melhor da história.
A quinta escolha era o não menos figurão Charles Barkley. Lembrado pelas temporadas magníficas no Phoenix Suns, inclusive em uma final contra o Chicago Bulls de Michael Jordan, o craque foi escolhido pelo Philadelphia 76ers naquele draft na quinta rodada.
Lembram do armador apelidado de carteiro por ser o cara das assistências para Karl Malone? John Stockton também participou do draft de 1984. Foi a 16ª escolha. O Utah Jazz não titubeou ao apontar o dedo para ele e levá-lo para a trupe de Salt Lake City.
Oscar Schmidt defendia à época o Juve Caserta da Itália. Brilhante, entrou no cardápio do draft da NBA. Foi a 131ª escolha na sexta rodada de oportunidades. O New Jersey Nets olhou para o Mão Santa e o chamou para fazer parte da companhia.
Tão perto da NBA, Oscar preferiu manter-se fora da liga profissional de basquete por uma razão simples: quem entrasse para a festa seria barrado nos bailes de seleções, consideradas amadoras à época, abaixo do padrão de qualidade do esporte praticado pelos profissionais mais bem pagos do mundo nos Estados Unidos.
Longe da NBA, Oscar conseguiu disputar cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos em Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996. É o maior cestinha no almanaque do torneio masculino de basquete. Mais do que isso: ao dar as costas à NBA em 1984, protagonizou, três anos depois, o triunfo do Brasil por 120 x 115 contra os EUA na final dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis-1987.
O que há em comum entre os principais personagens daquele memorável draft de 1984? Hakeem Olajuwon, Michael Jordan, Charles Barkley e John Stockton entraram para o hall da fama do basquete. Oscar Schmidt também. Com uma diferença em relação aos coleguinhas de profissão. O Mão Santa jamais colocou os pés nas quadras da NBA!
Obrigado, gênio!
X: @marcospaulolima
Instagram: @marcospaulolima.jor
A vitória do Palmeiras contra o Sporting Cristal tem uma coincidência no mínimo curiosa: a…
O Maracanã viveu uma noite “revival” como disse o colega jornalista Vinicius Doria durante a…
Procura-se um treinador capaz de reinstalar o chip de Leonardo Jardim no Cruzeiro. Tite bugou…
Costumamos dizer que um bom time começa por um grande goleiro. No caso do…
A derrota de virada do Fluminense para o Independiente Rivadavia da Argentina por 2 x…
A temporada de mudanças nos naming rights dos principais estádios do Brasil não vai se…