João Grilo e Chicó: qualquer semelhança é mera coincidência com eternas promessas do futebol brasileiro
Paulo Henrique Ganso finalmente é o maestro que se esperava com a camisa 10 na Seleção. Alexandre Pato, enfim, é o atacante dos sonhos do Brasil para a Copa do Mundo da Rússia-2018. O Flamengo finalmente achou um Messias para vestir a camisa 10 eternizada por Zico. Acabou a maldição: o país é medalha de ouro no torneio masculino de futebol. O Campeonato Brasileiro, agora, é uma liga à altura dos principais torneios do Velho Continente. Bem que alguma dessas notícias poderia se tornar realidade em 2016, mas a tendência é que não. Inspirado nos personagens João Grilo e Chicó, da obra e do filme Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, o blog lista a seguir 16 expectativas que dificilmente se confirmarão até 31 de dezembro. Coisas quase impossíveis de cumprir a ponto de João Grilo e Chicó soltarem o bordão: “Ô promessa desgraçada, ô promessa sem jeito”.
É o que se espera desde 2010 e… nada! O meia foi convocado pela última vez pelo técnico Mano Menezes. Desde então, passaram pelo cargo Luz Felipe Scolari e Dunga. Nenhum dos dois seque mencionou a possibilidade de dar uma nova chance ao jogador do São Paulo.
Depois de despontar no Internacional em 2006 e de ser vendido novinho para o Milan, o atacante continua pulando de galho em galho na tentativa de honrar as apostas. Acomodado, perdeu duas Copas do Mundo (2010 e 2014) e deve tentar mais um recomeço no Corinthians.
Era para ser o Ederson em 2014. Só que não. O meia emprestado pela Lazio continua sendo o mesmo de sempre, ou seja, frequentador assíduo do departamento médico. Para variar, o ano começa com a diretoria à caça de um dono à altura do número mítico consagrado por Zico.
Todo ano é a mesma ladainha antes do início do Campeonato Brasileiro. As apostas se voltam para o colorado e o time gaúcho refuga. O último título continua sendo aquele de 1979. O elenco é sempre forte, mas incapaz de ser competitivo a ponto de quebrar o jejum.
Vai ser dessa vez que os inventores do futebol moderno conquistarão o título europeu? A seleção não ganha nada desde o título mundial em casa diante da Alemanha, em 1966. A Inglaterra é tão inofensiva que jamais chegou a uma final da Eurocopa.
Vários timaços prometeram repetir o bi consecutivo do Milan nas temporadas de 1988/1989 e 1989/1990, mas nenhum conseguiu. Atual campeão continental, o Barça é o candidato a repetir a façanha do time rossonero. Curiosamente, a final da Champions será em Milão.
Dono da casa nos Jogos do Rio-2016, o Brasil vai tentar de novo conquistar o único título que falta em sua galeria. Perdeu a final de Los Angeles-1984 para a França, caiu diante da União Soviética na decisão de Seul-1988 e vem de um vice em Londres-2012 contra o México.
Os craques do Barça e do Real se revezam como vencedores do prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa desde 2008. O último campeão sem ser um deles foi o brasileiro Kaká, em 2007. Neymar é o único capaz de desbanca-los no próximo dia 11, mas Messi é favorito.
Nunca antes na história desse país um treinador importado conquistou o título do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil ou da Libertadores à frente de um time daqui. Mas o argentino Edgardo Bauza (São Paulo) e o uruguaio Diego Aguirre (Atlético-MG) prometem.
Na melhor das hipóteses, isso pode acontecer em 2019. Fora da primeira divisão do Campeonato Brasileiro desde a queda do Brasiliense, em 2005, o Distrito Federal só tem direito a vaga atualmente na quarta divisão — a mais baixa do futebol nacional.
A Copa União está próxima de completar 30 anos em 2017 e a guerra continua no tapetão pelo título da competição. O Sport foi oficializado como único vencedor do torneio, mas o Flamengo recorreu e o caso foi entregue — acredite se quiser — ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O tricolor paulista é brasileiro e não desiste nunca de achar um dono para o número. A diretoria não consegue exorcizar a maldição desde a saída de Cicinho, último jogador que se destacou na lateral direita da equipe paulista. Edgardo Bauza sonha com Buffarini.
Ele disse que seria eleito número 1 e a imprensa também. O tempo passou, o Rei das Pedaladas não cumpriu a promessa e vive um momento deprimente na carreira. Foi reserva do Guangzhou Evergande, de Luiz Felipe Scolari, no Mundial de Clubes da Fifa. Deu ruim.
O abismo entre os campeões da Champions League e da Libertadores é evidente no resultado das últimas três finais do Mundial Bayern de Munique, Real Madrid e Barcelona conquistaram o título com um pé nas costas. O Corinthians foi o último que bateu um europeu na decisão.
Faz tempo que não rola. O último treinador que ganhou uma chance em um time de ponta do Velho Continente foi Luiz Felipe Scolari na temporada de 2008/2009. Tem professor fazendo cursinho da Uefa e tudo, mas quem continua em alta na Europa são os técnicos argentinos.
Pelo jeito, não vai ser agora nem nunca. No momento em que a CBF está mais fragilizada, os clubes são incapazes de reivindicarem a organização do Campeonato Brasileiro, deixando a entidade máxima do futebol nacional com a única missão de tocar a vida da Seleção.
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