Festa em São Januário: primeira vitória em oito rodadas nesta Série A. Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.
Não era somente o Vasco que precisa vencer. Vanderlei Luxemburgo também. Passou despercebido, mas o técnico recordista de títulos do Campeonato Brasileiro não conseguia conquistar três pontos havia sete partidas. O jejum dele — e do time cruzmaltino — chegou ao fim na noite desta sexta-feira no triunfo por 2 x 1 sobre o Inter, em São Januário.
O último trabalho de Vanderlei Luxemburgo havia sido no Sport antes de assumir o Vasco. Deixou o clube após sequência de quatro jogos consecutivos sem vencer: dois empates e duas derrotas. Não triunfava desde os 2 x 1 contra o Vitória em 12 de outubro de 2017. Foram 16 meses desempregado desde a saída do Leão da Ilha na derrota por 2 x 0 para o Junior Barranquilla pelas quartas de final da Copa Sul-Americana.
Veio a oportunidade no Vasco. Luxemburgo amargou três resultados ruins. Empatou com Avaí e Fortaleza e perdeu para o clássico para o Botafogo. O treinador começou a partida contabilizando nove jogos sem vitória. Demais para quem ostenta no currículo cinco títulos brasileiros, uma Copa do Brasil, uma Copa América, passagem pela Seleção Brasileira e até pelo badalado Real Madrid como comandante dos galáticos.
A vitória do Vasco é grande. Gigante para fazer um trocadilho com o time da colina. Triunfo com assinatura dos meninos da base — o volante Andrey e o centroavante brasiliense Tiago Reis, que não balançava a rede desde 31 de março.
Na noite das quebras dos jejuns, o Vasco finalmente venceu pela primeira vez neste Brasileirão depois de oito rodadas. Luxemburgo evitou chegar a 10 jogos sem vitória. Que seja o início da retomada de duas instituições do futebol brasileiro que precisam se reerguer, voltar a serem gigantes. Há 20 anos, o Club de Regatas Vasco da Gama defendia o título de campeão da Copa Libertadores da América. Há 20 anos, Vanderlei Luxemburgo da Silva levava a Seleção Brasileira ao título da Copa América com vitória por 3 x 0 sobre o Uruguai na finalíssima.
Do Sport ao Vasco: a abstinência de Luxemburgo
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