Odair Hellmann: de herói contra o Dom Pedro II a novo técnico do Fluminense
Ao contratar Odair Hellmann, o Fluminense acertou em cheio no quesito identificação. O novo treinador vestiu a camisa tricolor no momento mais difícil da história de 117 anos do clube de Laranjeiras. Em 1999, o então volante de 22 anos fez parte do elenco campeão da Série C do Campeonato Brasileiro. O time havia sido rebaixado para a B em 1997 e para a C em 1998. Odair, como era chamado, fez gol decisivo contra um time do Distrito Federal: o Dom Pedro II.
Era 13 de setembro de 1999. Quarta rodada do Grupo D da terceira divisão do Brasileirão. A chave tinha seis clubes: Serra-ES, Fluminense, Villa Nova-MG, Anapolina-GO, Goiânia-GO e Dom Pedro II. O Fluminense acumulava duas vitórias e uma derrota quando entrou em campo sob pressão, no Maracanã, para enfrentar o time do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
Comandado por Carlos Alberto Parreira, o Fluminense sofreu no primeiro tempo. Foi para o intervalo sob vaias dos 19.137 pagantes. Viveu mais 18 minutos de agonia no segundo tempo até Odair entrar em campo e resolver a partida. O então volante saiu do banco de reservas para substituir o zagueiro Alexandre Lopes. Iluminado, aproveitou assistência do meia Roger, hoje comentarista do Grupo Globo, e tocou de perna esquerda para a rede do goleiro Val.
O Dom Pedro II foi vice-campeão do Distrito Federal em 1999. Perdeu para o Gama na final. Naquele 13 de setembro de 1999, entrou em campo contra o Fluminense escalado assim pelo técnico Jorginei Nery: Val; Márcio, Lira, Paulo César e Almir; Tata, Pituca (Júnior), Jairo e Edmar; Marquinhos e Denílson. O time candango ficou pelo caminho. Deu adeus ao torneio em último lugar com dois empates e oito derrotas. Fez seis gols e sofreu 21.
Enquanto isso, o Fluminense avançava em segundo lugar no Grupo D para a etapa seguinte, atrás do líder Serra e do terceiro colocado Villa Nova. Embora tenha sido decisivo na vitória sobre o Dom Pedro II, Odair continuou como opção no banco de reservas. De lá, viu Diogo; Flávio, Emerson, Alexandre Lopes e Paulo César; Marcão, Válber, Marco Brito (Jorge Luís) e Yan (Roberto Brum); Magno Alves (Robson) e Roger derrotarem o Náutico por 2 x 1 no quadrangular final da terceira divisão nos Aflitos, no jogo que definiu o inédito título tricolor.
Vinte anos depois, o carrasco do Dom Pedro II — que voltou a disputar a terceira divisão na Copa João Havelange 2000 — assume a responsabilidade de comandar o Fluminense na temporada 2020. Coincidentemente terá como auxiliar um ex-volante que o deixava sentadinho no banco de reservas. Marcão era peça-chave de Carlos Alberto Parreira na campanha da Série C. O cão de guarda do treinador não dava espaço para Odair Hellmann.
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