Coutinho e Nuno Moreira revezaram no papel de falso 9 e fizeram três gols. Foto: Matheus Lima/Vasco
Flamengo e Vasco foram times contraditórios na abertura do segundo turno do Campeonato Brasileiro. O centro da questão é a posição de centroavante. A trupe rubro-negro foi melhor com o camisa 9 Pedro na vitória por 3 x 1 contra os reservas do Internacional. O time cruzmaltino jogou mais leve sem o camisa 9 Pablo Vegetti na goleada por 6 x 0 contra o frágil Santos. A defesa do Peixe é muito ruim.
A realidade de Pedro, hoje, é a reserva no Flamengo. Foi assim no Mundial de Clubes da Fifa. Ele inicia partidas com menos intensidade e fica no banco em partidas de alta rotação. Não enfrentou Chelsea nem Bayern de Munique nos Estados Unidos. Iniciou a partida de volta contra o Atlético-MG pela Copa do Brasil, mas não esteve campo na ida diante do Inter.
Por falar no primeiro duelo entre rubro-negros e colorados pela Libertadores, o primeiro tempo quase impecável do Flamengo no Maracanã deixou evidente a falta que faz um Pedro. Ele é disparado o melhor finalizador do elenco por questões óbvias. É um centroavante raiz, com instinto para balançar a rede. Os dois gols no Beira-Rio pelo Brasileirão deixam isso muito claro.
Os dois arremates são de altíssima categoria. Luiz Araújo, Samuel Lino, Gonzalo Plata, Everton Cebolinha e Michael não entregam isso. Bruno Henrique, sim.
No Vasco, o problema é inverso. Pablo Vegetti faz gols a rodo porque o time orbita em volta dele e algumas vezes fica travado, ou seja, refém de procurá-lo em campo para servi-lo, principalmente, nos cruzamentos para dentro da área. Foi diferente sem ele neste domingo.
Fernando Diniz armou um ataque mais leve formado Rayan, Philippe Coutinho, David e Nuno Moreira. O sistema 4-2-3-1 tinha Coutinho e Moreira se revezando no papel de falso 9. O português balançou a rede duas vezes e o camisa 10, uma. David e Rayan partiam em diagonal da esquerda para a direita e vice-versa explorado espaços deixados pelo Santos.
Portanto, Filipe Luís e Fernando Diniz iniciam a semana com decisões difíceis a tomar. O Flamengo pode se dar ao luxo de deixar Pedro no banco de reservas na partida de volta contra o Internacional pela Libertadores e renunciar à qualidade na finalização?
O Vasco descobriu que se torna menos previsível sem Pablo Vegetti e passará a jogar sem ele na próxima rodada do Campeonato Brasileiro contra o Juventude, em Caxias do Sul?
A resposta passa pela tática: Filipe Luís, Fernando Diniz e outros tantos técnicos modernos consideram que um time ganha em marcação sem os noves. A pressão na saída de bola do adversário começa lá na frente sem centroavantes raiz.
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