Na alegria e na tristeza: dois times que jamais podem ser esquecidos pelo Flamengo

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A temporada do Flamengo começou com a maior tragédia em 123 anos do clube e pode terminar em êxtase, com a conquista de até quatro títulos: Campeonato Carioca, Brasileiro, Libertadores e Copa do Mundo de Clubes. O merecido sucesso em campo, pelo qual o clube trabalhou duro nos últimos anos, não pode deletar da memória o incêndio de 8 de fevereiro de 2019 no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, em Vargem Grande.

Independentemente do desfecho do time em 2019, Athila Paixão, Arthur Vinícius, Bernardo Pissetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo Santos, Pablo Henrique, Rykelmo Vianna, Samuel Rosa e Vitor Isaías devem ser tão (ou mais) lembrados do que o time que acaba de escrever mais uma página histórica: devolver o respeito internacional ao clube e levá-lo de volta à finalíssima da Taça Libertadores da América após 38 anos.

Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís, Willian Arão, Gerson, Everton Ribeiro, De Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol vivem o sonho imaginado pelos meninos do Ninho na tragédia anunciada da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O texto no belíssimo mosaico exibido pela torcida no Maracanã — “Jogaremos juntos pela Copa até o fim” — merece uma adaptação daqui a um mês para “Jogaremos juntos pelos meninos até o fim”. Quem sabe lá em Santiago, em 23 de novembro, na decisão contra o River Plate. Não serei leviano a ponto de dizer que a diretoria abandonou os parentes dos adolescentes. Imagino que as longas negociações com os familiares das vítimas estejam em andamento. Não deveria ser assim. É lamentável.

A repercussão da morte dos 10 meninos do Ninho foi internacional. Mobilizou o mundo da bola nos dias seguintes. Como tudo nesses tempos de redes sociais, esfriou. De repente, os parentes das vítimas se viram sozinhos. Mas o clube que é uma “nação” de 40 milhões de torcedores tem o dever de usar o poder que tem para lembrar ao mundo a cada jogo a tragédia de 8 de fevereiro de 2019. Como diz o mosaico, “até o fim”. Até que a última família de cada uma das promessas do Ninho do Urubu seja indenizada.

O elenco do Flamengo marcaria um gol de placa se incluísse os 10 meninos do Ninho na divisão da premiação pelas possíveis conquistas do Brasileirão e da Libertadores. O campeão continental pode receber até R$ 77,5 milhões em prêmios. A Série A do Brasileirão renderá ao vencedor até R$ 33 milhões. O Flamengo lidera com 10 pontos de vantagem sobre o Palmeiras. Não se trata de generosidade nem de fazer média. É o mínimo de respeito.

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Marcos Paulo Lima

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