Talles Magno: dois gols no Mundial Sub-17. Foto: Alexandre Loureiro/CBF
A Seleção Brasileira só foi eliminada duas vezes na fase de grupos do Mundial Sub-17. Em 1987, a geração de Paulo Nunes e Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, fez a pior campanha da história com dois empates por 0 x 0 com França e Arábia Saudita e derrota para a Austrália por 1 x 0. A última vez foi em 2009. A geração 1992 do goleiro Alisson, do volante Casemiro, do meia Philippe Coutinho e do atacante Neymar sofreu para vencer o Japão e perdeu para o México e a campeã Suíça por 1 x 0. Não avançou às oitavas sequer como um dos quatro terceiros.
Vale ponderar que a geração 2002 de Talles Magno & Cia. só está no torneio por ser anfitrião. Na bola, não passou da primeira fase no Sul-Americano da categoria. Originalmente, o Mundial seria no Peru, mas o país vizinho não cumpriu os requisitos da Fifa e o Brasil assumiu a realização do evento.
Portanto, a geração 2002 liderada por Talles Magno já fez mais do que as seleções de Assis e Neymar ao vencer Angola na noite desta sexta-feira, em Goiânia, e avançar às oitavas de final na quarta-feira, às 20h, no Estádio Bezerrão (Gama). Mais do que derrotar o adversário africano, o Brasil consolidou uma forma segura de jogar. Sofreu apenas um gol na fase de grupos — contra rivais fracos — e marcou nove vezes. Só o Canada vazou Matheus Dornelli.
O desempenho ofensivo nesta edição do Mundial Sub-17 é idêntico ao do último título do Brasil no torneio. Em 2003, os comandados de Marcos Paquetá encerraram a etapa com nove gols e apenas um sofrido. O time tinha Ederson (ex-Flamengo) como camisa 10 e Marcelo Lomba como um dos goleiros e faturou a taça contra a Espanha de David Silva e Fàbregas.
Brasil foi eliminado na fase de grupos do Mundial Sub-17 em 1987 com a geração de Paulo Nunes e Assis; e em 2009, quando contava com Alisson, Casemiro, Neymar e Philippe Coutinho
O Brasil não foi brilhante na primeira fase. Como escrevi aqui no blog na última quinta-feira, o elenco liderado pelo treinador Guilherme Dalla Déa reza a cartilha de Tite. É organizado taticamente, equilibrado no ataque e na defesa, sólido na retaguarda, competitivo e adepto daquela expressão que não gosto, mas está na moda: sabe sofrer. Angola poderia ter marcado um ou dois gols na noite de sexta-feira, porém, faltou competência ao time africano.
Se o Brasil entrasse em campo hoje pelas oitavas de final, o adversário seria a Coreia do Sul ou o surpreendente Tajiquistão, que derrotou Camarões na estreia por 1 x 0. Como a primeira fase só terminará no domingo, é preciso aguardar para identificar quem cruzará o caminho dos anfitriões do Mundial Sub-17 na quarta-feira, às 20h, no Estádio Bezerrão. Enquanto isso, é tempo de corrigir erros e deixar o time no ponto para a fase de mata-mata.
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